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sábado, 1 de abril de 2017

10 personagens mentirosos dos clássicos

É claro que existem milhares de personagens que não são la muito chegados em sinceridades na ficção, mas para o dia primeiro de abril não passar em branco, aqui vai uma lista rapidinha com dez mentirosos compulsivos dos filmes antigos. Quem lembrar de mais, coloca aqui nos comentários, e quem sabe não sai uma parte II da matéria?! A ordem da lista é aleatória.

1- Pinóquio (Pinóquio/ Pinocchio, 1940)



Não tem como fazer uma lista sobre personagens mentirosos sem citar o bonequinho de madeira que sonhava em se tornar um menino de verdade. Ao contrário da maioria dos enganadores da ficção, que só eram descobertos depois de um certo tempo, Pinóquio tinha suas farsas expostas imediatamente, já que seu nariz crescia a cada história que contava.

2- Eve Harrington (A Malvada/ All About Eve, 1950)


Embora muitos pensem que Bette Davis é 'A Malvada' do título, a verdadeira vilã da história é Eve, personagem interpretada por Anne Baxter, que mente para absolutamente todos ao seu redor, fingindo ser uma fã ardorosa de Margo Channing (vivida por Davis), para aos poucos usurpar o lugar da estrela.

3- Scarlett O'Hara (E o Vento Levou/ Gone With the Wind, 1939)


Desde as primeiras cenas já percebemos que Scarlett é uma mentirosa compulsiva! Fingir interesse por todos os homens para conquistar atenção, dizer que sua irmã se casou com outro para roubar seu pretendente e fazer um vestido de cortina para parecer estar em ótimas condições financeiras são apenas algumas das armações de uma das maiores personagens do cinema.

4- Jay Gatsby (O Grande Gatsby/ The Great Gatsby)


O personagem criado por F. Scott Fitzgerald saiu da literatura e foi parar diversas vezes nas telonas. Seus interpretes mais famosos foram Robert Redford, no filme de 1974, e Leonardo DiCaprio na mais recente adaptação, feita em 2013. Gatsby sempre foi um jovem ambicioso e sonhador, tornando-se um milionário excêntrico de Nova York, célebre por suas festas extravagantes que movimentavam a década de 20. Mas sua mania de grandeza não permitia que sua origem humilde fosse revelada, fazendo com que ele mentisse até mesmo sobre seu verdadeiro nome, fingindo ter nascido em berço de ouro e recebido a melhor educação.

5- Helen Bartlett (Confissão de Mulher/ True Confession, 1937)


Ao se casar com um honesto advogado, Helen decide ajudar o marido fazendo o que sabe de melhor: Inventar histórias. Com o intuito de fazer o marido famoso, ela confessa um assassinato que não cometeu, certa de que não seria condenada. Outra personagem de Carole Lombard que poderia facilmente entrar na lista é Wanda Nash, de A Princesa do Brooklyn (The Princess Comes Across, 1936), que finge ser uma princesa ao embarcar em um navio.

6- Madeleine Elster / Judy Barton (Um Corpo Que Cai/ Vertigo, 1958)


Bom, se você não viu o filme, pare de ler agora, porque vai vir spoiler! rs A personagem de Kim Novak finge ser a esposa de seu amante, atormentada pelo espírito de uma antepassada, o que a leva um suicídio forjado. O golpe é dado para encobrir o assassinato da verdadeira Madeleine.

7- Morris Townsend (Tarde Demais/ The Heiress, 1949)


Vivido por Montgomery Clift, Morris faz uso de seu charme e beleza para conquistar a desajeitada
Catherine Sloper (Olivia de Havilland). Fingindo-se de apaixonado e honesto, ele tenciona casar-se com a moça, que herdará uma grande fortuna.

8- Brad Allen (Confidências à Meia-Noite/ Pillow Talk, 1959)


O conquistador Brad Allen fala todo dia com uma jovem diferente ao telefone, sempre com juras de amor e cantando a mesma música para todas as namoradas, apenas mudando o nome de cada uma. Ao descobrir que a mulher que implica com suas ligações através de uma linha cruzada na verdade é uma bela loira (Doris Day), ele finge ser um legítimo texano, gentil e romântico, contando diversas mentiras para a moça.

9- Harry Powell (O Mensageiro do Diabo/ The Night of the Hunter, 1955)


Fazendo-se passar por um correto religioso, Harry Powell (vivido por Robert Mitchum) vai de cidade em cidade enganando as pessoas, com o intuito de roubar e cometer assassinatos.

10- Susan Applegate (A Incrível Suzana/ The Major and the Minor, 1942)


Ginger Rogers está maravilhosa como uma mulher adulta que finge ser uma adolescente de 12 anos para poder parar apenas metade do valor da passagem de trem para voltar pra sua cidade natal. Mesmo atraindo algumas desconfianças, ela consegue enrolar a todos com suas invenções.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be, 1942)


A presença da rainha das comédias screwball Carole Lombard, aqui em seu último trabalho, pode dar a impressão equivocada de tratar-se de mais um longa deste gênero. Sob a sempre competente direção do alemão Ernst Lubitsch, o roteiro já ganha um olhar mais sofisticado e inteligente, que lhe era peculiar, com um humor sutil e carregado de pitadas de sexualidade. Mas o grande mérito do filme é, sem dúvida, a originalidade e enorme ousadia de Lubitsch, ao conceber um filme repleto de sarcasmo, ironizando não só as atores e suas idiossincrasias, como também o nazismo e seu líder maior, Hitler, em plena Segunda Guerra Mundial.


Após trabalhar no roteiro por uma década, Quentin Tarantino realizou em 2009 um de seus maiores sucessos, Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), onde retrata uma Paris acuada, ocupada pelos nazistas. Em forma de sátira, ele mostra Hitler e seus subordinados com toda sua arrogância e crueldade, porém em diversas situações ridículas, e através da ficção recria sua derrocada, utilizando um grupo pouco tradicional que trama secretamente para vencer os nazistas, dentre eles mercenários que se autodenominam Bastardos Inglórios, uma atriz alemã que trabalha como espiã do governo inglês e a única sobrevivente de um massacre.

Hitler em Bastardos Inglórios 

Como uma fã de Tarantino, não tenho a menor intenção de diminuir seus méritos com relação ao filme, que por sinal é meu favorito de sua filmografia. No entanto, apesar do enredo dos longas ser completamente diferente, relacionei os dois imediatamente, por ambos tratarem da Guerra, e do Nazismo em si, de maneira extremamente sarcástica, e utilizando a ficção para que o público se sinta 'de alma lavada' perante uma das épocas mais obscuras da nossa história. Mas o principal fato que me levou a citar o filme de 2009, foi a intenção de ressaltar a grandeza e ousadia de Ernst Lubitsch, que como já foi citado no começo do texto, era alemão, e se atreveu a literalmente debochar da Guerra e dos nazistas em 1941! Sabe-se que a Segunda Guerra durou de 1939 até 1945, ou seja, diferente de uma produção atual, Ser ou Não Ser foi filmado enquanto os confrontos ainda estavam a pleno vapor, Hitler ainda estava no poder e numa época em que não havia qualquer definição de qual dos lados sairia vencedor.


Não por acaso, o filme foi rejeitado tanto pelo público quanto pela crítica e considerado de um forte mau gosto, afinal de contas, as pessoas estavam bastante fragilizadas na ocasião e era difícil encontrar humor para digerir uma comédia sobre o nazismo. Lançado em março de 1942, o longa teve sua estréia cerca de três meses após o ataque a Pearl Harbor, ainda recente na memória dos americanos, e que foi decisivo para a entrada dos EUA na Guerra. Além disso, havia o trágico acidente da estrela Carole Lombard, ocorrido em janeiro deste mesmo ano, o que só aumentava a tristeza em torno da produção. Até mesmo o pai do ator Jack Benny, protagonista do longa, se sentiu enojado pela temática abordada, chegando a sair do cinema, afirmando que jamais assistiria o filho usando um uniforme nazista novamente. Quando Jack explicou para ele a real intenção do roteiro, ele rapidamente se dispôs a dar uma nova chance ao filme, mudando completamente de ideia e considerando-o genial, voltando a ver outras 46 vezes! Com o passar do tempo, o mesmo aconteceu com os expectadores, fazendo com que atualmente a obra seja reconhecida como uma das maiores comédias de todos os tempos, além de um dos melhores trabalhos das carreiras de Lubitsch, Benny e Lombard.

O enredo



Joseph Tura é um ator polonês que tem o ego proporcional à sua canastrice. Ele é casado com a bela e talentosa Maria Tura, com quem contracena em suas peças. O grupo de teatro do qual fazem parte, ensaia uma peça sobre o nazismo, onde Hitler e seus discípulos são ironizados (exatamente a história do próprio filme). Enquanto a montagem não estreia, eles atuam na célebre obra de Shakespeare, Hamlet. Cansada do narcisismo do marido, apesar de ama-lo, Maria aceita receber em seu camarim o Tenente Stanislav Sobinskium ardoso fã apaixonado. Embora não cheguem a ter um romance propriamente dito, a atriz gosta da emoção do flerte do rapaz e passa a encontra-se sempre com ele, que está sempre na platéia e se levanta todas as vezes durante o monólogo principal 'Ser ou Não Ser', com a certeza de que Joseph estaria ocupado o suficiente para não atrapalhar sua visita ao camarim da amada.


Ao descobrir um espião dentre os combatentes poloneses, o jovem tenente passa a ser alvo dos alemães e acaba pedindo ajuda para sua querida Maria. Com isso, a atriz, seu marido e todo o grupo do teatro se vêem envolvidos em um perigoso esquema, sendo obrigados a interpretarem seus melhores papéis, não nos palcos e sem na realidade, para poderem salvar suas vidas e ajudar a resistência polonesa, usando disfarces e se infiltrando entre os próprios nazistas.

O Toque Lubitsch

Jack Benny e Ernst Lubitsch

Ernst Lubitsch já era um respeitado diretor na Alemanha quando foi convidado por Mary Pickford para ir para Hollywood, onde dirigiu a atriz no filme Rosita. Após algumas comédias no cinema mudo, como O Leque de Lady Windermere ( Lady Windermere's Fan, 1925) e So This is Paris (1926), foi para a Paramount, onde dirigiu alguns musicais, como Alvorada do Amor (The Love Parade, 1929). Mas foi em 1932, com a comédia pre-code Ladrão de Acova (Trouble in Paradise), que ele encontrou seu estilo definitivo. Especializando-se em comédias sofisticadas e inteligentes, Lubitsch sempre demonstrava sua ousadia através de temas polêmicos e sutis insinuações sexuais, principalmente na época pre-code. Após a implementação do código Hays, era preciso ter certo jogo de cintura para driblar os censores. Dentre seus principais trabalhos estão Sócios no Amor (Design for Living, 1933), no qual uma mulher vive um relacionamento com dois amigos, Ninotchka (1939), o famoso filme em que Greta Garbo dá uma sonora gargalhada, e o fofíssimo A Loja da Esquina (The Shop around the Corner, 1940).

Fredric March, Miriam Hopkins e Gary Cooper em Sócios no Amor

Miriam Hopkins, a quem já havia dirigido em Ladrão de Acova e Sócios no Amor, foi a sua escolhida para protagonizar Ser ou Não Ser, mas devido a desentendimentos com Jack Benny, a atriz decidiu deixar o projeto. Quando soube que Lubitsch, com quem almejava trabalhar há tempos, procurava uma estrela para seu novo filme, Carole Lombard imediatamente se ofereceu para a vaga. Já Jack Benny teve a honra de ter o personagem Joseph Tura criado especialmente para ele, fato que surpreendeu o próprio ator, que chegou a se intimidar e ficou inseguro na hora de gravar as cenas de comédia. No entanto, Benny considerou este o melhor papel de sua carreira e tornou-se um amigo fiel do diretor.

A despedida de Carole Lombard

Uma das últimas imagens da atriz 

Uma das atrizes mais queridas pelo público e por seus colegas de trabalho, Carole Lombard é quase uma unanimidade para todos que a conheceram. Com uma personalidade radiante, a atriz era uma conhecida tagarela e adorava fazer brincadeiras com seus companheiros de elenco. Então casada com o amor de sua vida, o ator Clark Gable, havia gravado há pouco tempo Ser ou Não Ser, filme ao qual Gable se opôs veementemente, mas que a atriz insistiu em fazer e acabou por ser a experiência mais gratificante de sua carreira, segundo alguns de seus amigos. Com a entrada dos EUA na Guerra, a atriz engajada como era, se empenhou em fazer campanhas para ajudar as tropas americanas a conseguir recursos. Em uma de suas 'turnês', onde falava animadamente para o público, Carole, ao lado da mãe, desistiu de viajar de trem e preferiu embarcar num voo partindo de Las Vegas, do qual nunca retornou com vida.


Ironicamente, uma de suas falas em Ser ou Não Ser era 'O que pode acontecer em um avião?', que acabou sendo retirada da edição final, pois o filme estreou após a morte da atriz. O ator Jack Benny se recusou a ir em diversos eventos de divulgação do longa, pois ficou muito abalado com a tragédia que tirou a vida de sua colega de elenco.

Remake em 1983


Estrelado por Mel Brooks e Anne Bancroft e dirigido por Alan Johnson, a refilmagem conta com mais ou menos o mesmo enredo da versão original e é considerado pela crítica até mais engraçado, porém inferior em termos de qualidade e conteúdo.

A versão de 1942 acaba de ser lançada pela sempre maravilhosa Obras-Primas do Cinema, em uma edição de colecionador, podendo ser encontrada nas melhores lojas do ramo. Contém como extras: Inédito curta-metragem de 1916 dirigido e estrelado por Ernst Lubitsch "Palácio Pinkus" (44 minutos); Documentário sobre a carreira do diretor (53 minutos). Para comprar, clique no nome da loja de sua preferência: Livraria da Folha; 2001 Vídeos; Livraria Cultura.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Lançamentos Obras-Primas do Cinema - Janeiro de 2017

A Obras-Primas do Cinema decidiu começar o ano com o pé direito e trazer 3 clássicos super aguardados pelo público, em versões restauradas, e contendo os já tradicionais cards em sua edução. Confira abaixo as novidades, que já estão disponíveis em pré-venda, com entrega prevista para o dia 16 de janeiro:

Bancando a Ama Seca (Rock-a-bye Baby, 1958) - Clique para comprar


Obras-Primas do Cinema apresenta: BANCANDO A AMA-SECA, dirigido por Frank Tashlin e protagonizado por Jerry Lewis o filme foi vagamente baseado em um filme de 1944 do diretor Preston Sturges (Papai por Acaso) que estrelou Eddie Bracken e Betty Hutton. “Bancando a Ama-Seca” é um clássico da “Sessão da Tarde”, obra-prima inédita em DVD em sua versão integral e remasterizada.

Clayton Poole (Jerry Lewis) mora em uma pequena cidade e ainda é apaixonado por Carla Naples (Marilyn Maxwell), uma moça da cidade que se tornou uma grande estrela do cinema. Quando Carla engravida, seu empresário lhe diz que um filho pode arruinar sua carreira. Com medo das consequências e responsabilidades da maternidade, a atriz pede ajuda a Clayton e ele, ingenuamente, acaba aceitando cuidar dos trigêmeos de Carla. Clayton será obrigado fazer alguns sacrifícios se quiser ficar com a guarda das crianças.

Extras: Entrevista com Jerry Lewis

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Obras-Primas do Cinema apresenta: SANGUE DE PANTERA, dirigido por Jacques Tourneur e estrelado por Simone Simon, Kent Smith e Tom Conway, foi a primeira realização do lendário produtor de filmes de terror “Val Lewton” que se tornou um dos maiores do gênero. Edição especial recentemente remasterizada e com mais de 2 horas de extras.

Irena Dubrovna é uma sérvia que trabalha com desenho de moda. Ela e o americano Oliver Reed se conhecem num zoológico, se apaixonam e se casam, porém, começam a ter problemas quando Irena passa a acreditar ser descendente de uma raça diferente de mulheres. Ela acredita possuir o “sangue de pantera” e quando entra em contato com fortes emoções começa a colocar a vida de todos em risco.

Extras: Documentário: Val Lewton: The Man in the Shadows (76’); Entrevista com o diretor Jacques Tourneur (26’); Entrevista com o diretor de fotografia (16’); Trailer (1’).

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Obras-Primas do Cinema apresenta: SER OU NÃO SER. Dirigido por Ernst Lubitsch, foi lançado em março de 1942, poucos meses após a morte da protagonista Carole Lombard em um acidente aéreo. O título é inspirado no famoso solilóquio de Shakespeare. Eleito pelo American Film Institute como uma das 100 melhores comédias de todos os tempos. Versão remasterizada com mais de 1 hora e meia de extras.

Durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia ocupada pelos nazistas, um grupo de atores de teatro deve ajudar a evitar que um espião, que possui informação sobre a resistência polonesa, entregue-a aos alemães.

Extras: Inédito curta-metragem de 1916 dirigido e estrelado por Ernst Lubitsch “Palácio Pinkus” (44 minutos); Documentário sobre a carreira do diretor (53 minutos).

Teaser:


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