Mostrando postagens com marcador Peggy Sue - Seu Passado a Espera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peggy Sue - Seu Passado a Espera. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

#01 Você indica: Rodrigo Veninno

Quadro novo aqui no blog! A partir de hoje, todas as segundas-feiras, teremos um convidado diferente indicando 10 filmes que considera imperdíveis, e dizendo o motivo desta indicação. O primeiro convidado é meu amigo Rodrigo, dono do Blog Os Anos Perdidos e da página Lost in the 60's - 90's. 


1- Sob o Sol da Toscana (Under the Tuscan Sun, 2003)

'É o filme da minha vida, me ajudou a superar vários momentos difíceis e me identifico muito com Frances, somos parecidos em vários aspectos e acho que é o filme que mais vi na vida, virando inclusive piada entre os meus amigos.'


Sinopse: Frances Mayes (Diane Lane) é uma escritora que leva uma vida feliz em San Francisco, até que se divorcia de seu marido. Triste e deprimida, ela decide mudar radicalmente de vida e compra uma chácara na Toscana, para descansar e poder terminar em paz seu novo texto. Porém enquanto ela cuida da reforma de sua nova casa acaba conhecendo um novo homem, que reacende sua paixão. DVD

2-. Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980)

'É o segundo filme que mais vi na vida e é o meu romance favorito, adoro a trilha sonora composta por John Barry, ouço sempre que posso, adoraria viajar no passado, para encontrar alguém.'



Sinopse: Universidade de Millfield, maio de 1972. Richard Collier (Christopher Reeve) é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estreia da sua primeira peça uma senhora idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso e diz: "volte para mim". Ela se retira sem mais dizer, deixando-o intrigado. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, decide viajar sem destino certo e se hospeda no Grand Hotel. Lá visita o Salão Histórico, repleto de antiguidades, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher, Elise McKenna (Jane Seymour), que descobre ser a mesma que lhe deu o relógio. DVD

3- A Estranha Passageira (Now, Voyager, 1942)

'Meu filme com Bette Davis favorito, eu o amo por vários motivos, o principal é pelo fato de mesmo Charlotte Vale se transformando fisicamente, seus problemas emocionais e internos, não desapareceram como um passe de mágica e ela então torna-se valente e passa a enfrentá-lo.
“Não peça a Lua, nós temos as estrelas” meu final favorito de filme.'



Sinopse: Uma filha é controlada pela mãe, que lhe determina tudo que deve fazer. Um dia um famoso psiquiatra vai na sua casa e a vê prestes a ter um ataque de nervos. O psiquiatra lhe recomenda algumas semanas em uma casa de repouso, que ele administra. Quando ela sai da clínica faz uma viagem de navio até o Rio de Janeiro e, na viagem, sente-se altamente atraída por um homem casado, que tem sentimentos recíprocos. Ao voltar para casa ela é uma mulher muito diferente, que agora age e pensa por conta própria, não aceitando mais as imposições da mãe.

4- Os Sinos de Santa Maria (The Bells of St. Mary's, 1945)
'Um dos filmes mais tocantes que já vi, choro todas as vezes que vejo, é um filme singelo, simples, acalentador e que infelizmente é um tipo de filme que não é mais comum nos dias de hoje.'




Sinopse: Designado como pároco em uma escola católica no centro da cidade, o Padre Chuck O'Malley (Bing Crosby) precisa trabalhar com a dedicada, mas teimosa, diretora, a Irmã Mary Benedict (Ingrid Bergman). Apesar dos desentendimentos entre os dois e do padre achar que a escola deve ser fechada para os alunos irem a um instituto mais moderno, ambos trabalham juntos na tentativa de salvar a escola com a ajuda de um homem de negócios que comprou o edifício em frente ao colégio. DVD

5- Um Anjo caiu do Céu (The Bishop's Wife, 1947)
'Outro filme singelo que amo muito e choro também, tão caloroso, tão ingênuo, minha cena favorita é a da Loretta Young parada na frente de uma vitrine, apreciando um chapéu que ela não pode comprar, essa cena mexe muito comigo.'



Sinopse: O bispo episcopal Henry Brougham (David Niven) tem por meses trabalhado nos planos para uma nova catedral, que será paga por uma caprichosa e teimosa viúva, Agnes Hamilton (Gladys Cooper). Henry se distanciou de sua família, pois se tornou um religioso em primeiro lugar. Dudley (Cary Grant), um anjo, é enviado pelo céu para ajudá-lo. Dudley ajuda a todos que encontra, mas não do jeito que eles preferem. Todos amam Dudley exceto Henry, que se sente ameaçado pois sua mulher, Julia (Loretta Young), está sempre na companhia dele e se mostra cada vez mais feliz. Além disto a filha do casal, Debby (Karolyn Grimes), também adora Dudley e Henry acha que Dudley pode querer tomar seu lugar. DVD

6- Ninotchka (1939)

'É um filme bobo, ingênuo e que me faz bem, adoro filmes despretensiosos.'


Sinopse: Nina Yakushova (Greta Garbo), comissária do governo soviético, é mandada a Paris para averiguar o comportamento de três representantes do governo que têm como missão negociar uma jóia. Aos poucos sucumbe ao capitalismo e a Leon d'Algout (Melvyn Douglas), um galanteador francês que está apaixonado por ela.

7- Chocolate (Chocolat, 2000)
'Foi indicado pela dona desse blog (rsrsrsrs0 e desde então tornou-se um dos filmes mais inspiradores da minha vida.'


Sinopse: Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha de seis anos (Victorie Thivisol) resolvem se mudar para uma cidade rural da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana, bem em frente à igreja local, o que atrai a certeza da população de que o negócio não vá durar muito tempo. Porém, aos poucos Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutar seus deliciosos produtos, transformando o ceticismo inicial em uma calorosa recepção.

8- Peggy Sue, Seu Passado a Espera (Peggy Sue Got Married, 1986)

'Esse filme me toca profundamente, me faz questionar o que eu faria se tivesse a oportunidade de revisitar o meu passado e se eu teria coragem de mudar qualquer coisa, é um dos filmes que guardo com muito amor no coração.'



Sinopse: Mulher de 43 anos (Kathleen Turner) à beira do divórcio desmaia e volta no tempo (de 1985 para 1960) e vê, entre outras coisas, seu namorado com quem vai se casar e se separar 25 anos depois. Surge então uma questão: se ela vai se separar, deve se casar ou não? Nesta volta no tempo ela tem a oportunidade de transformar o curso da sua vida. DVD

9- A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, 1985)'Aquele final solitário... já aconteceu comigo uma vez e eu estava vendo Blue Jasmine... do Woody (Ironicamente)'



Sinopse: Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez "A Rosa Púrpura do Cairo" acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

10- Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria, 1957)

'Cabíria... tão fácil amá-la, se identificar com ela e torcer por ela.. E aquele final que ao mesmo tempo é um soco no estômago, mas que traz uma pequena chama de esperança... como não se deixar tocar?'


Sinopse: Cabíria (Giulietta Masina) é uma jovem romântica e ingênua que se prostitui para sobreviver. Mesmo enfrentando muitas dificuldades, ela demonstra uma confiança impressionante e sonha com o verdadeiro amor enquanto sofre constantes desilusões amorosas. DVD
LEIA MAIS

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Peggy Sue - Seu Passado a Espera (Peggy Sue Got Married, 1986)


Estrelado por Kathleen Turner e dirigido pelo grande Francis Ford Coppola, o filme tem uma premissa leve e divertida mas inevitavelmente leva o espectador a refletir sobre sua própria vida e pensar o que faria caso tivesse a mesma oportunidade da protagonista Peggy Sue. Se pudéssemos voltar no tempo, faríamos as coisas de maneira diferente ou tudo que fizemos até o momento, incluindo os erros, é parte fundamental do que somos hoje? Existe um destino, que irremediavelmente nos leva a um caminho ou nós é que escrevemos a nossa história? Tudo isso passa pela nossa cabeça ao assistir o longa, que foi indicado ao Globo de Ouro, na categoria Melhor Filme de Comédia ou Musical, além das indicações ao Oscar por Melhor Figurino e Fotografia. Kathleen Turner também concorreu aos dois prêmios por sua performance.

Mas afinal, qual é a história do filme?


Aos 43 anos, a vida de Peggy Sue está longe de ser o que ela havia sonhado em seus tempos de garota. Com dois filhos crescidos e se divorciando do marido infiel, com quem casou-se ainda na adolescência, ela encontra-se frustrada por estar estagnada e com a auto-estima baixa após ser trocada por outra mulher. Charlie, seu futuro ex-marido, trabalha em um programa de tv anunciando ofertas de produtos variados, e culpa Peggy por não ter alcançado seus objetivos. Por terem se casado cedo, os dois acabaram tendo que crescer rápido demais, abandonando algumas ilusões para viver a realidade de um casal com filhos para criar e, apesar de se amarem, ambos sentiam falta da juventude perdida, ansiando por aventuras e novos amores.


Durante uma reunião com seus antigos colegas de escola, a outrora popular e divertida Peggy Sue encontra-se agora insegura e amargurada por conta do fracasso de sua situação atual. Apesar do medo, ela faz um grande sucesso na festa, percebendo que ainda é muito querida por seus amigos, que guardam boas lembranças da época do colégio, sendo inclusive eleita a Rainha do Baile. Ao subir ao palco para fazer seu discurso, com toda a emoção do momento, juntando as lembranças e o reencontro com Charlie, que compareceu ao local, ela acaba perdendo os sentidos e desmaiando.


Ao acordar, Peggy Sue não está mais na festa com seus antigos amigos. Ela está no próprio colégio, em seu último ano de ensino médio, com 17 anos. Confusa com a loucura do cenário, ela tenta entender o que está acontecendo, chegando a acreditar que está morta e tudo não passa de uma ilusão. Ela decide pedir ajuda a um nerd de sua classe para saber se é possível voltar no tempo e conta para ele tudo o que ocorreu, dando provas de futuras descobertas científicas e fatos marcantes que ocorrerão nos anos seguintes, dentre eles que o jovem se tornará um milionário. Sem ter muito o que fazer para remediar a situação, Peggy toma a decisão de aproveitar a oportunidade de reviver sua juventude e modificar seu destino.


Uma das maiores dificuldades enfrentadas em sua 'nova antiga vida' é se desvencilhar do apaixonado Charlie, com quem namorava na adolescência. Sabendo como a história termina, com mágoas e ressentimentos, além da dor da traição, Peggy se mantém firme na decisão de não cometer os mesmos erros de antes e desta forma terminar seu relacionamento com o rapaz. Porém, quanto mais ela o rejeita mais enamorado ele fica. Querendo novas experiências, ela começa a sair com o misterioso Michael, um jovem solitário e considerado esquisito por preferir a companhia dos livros, no entanto ela não consegue esquecer seu grande amor. Ao tentar fugir de seu destino amoroso, Peggy vai até a casa dos avós, de quem sente muita falta, pois ambos já haviam falecido na época 'atual' (do início da história). Com personalidades encantadoras, os dois velhinhos deixam a moça segura para lhes contar tudo o que havia acontecido com ela nos últimos dias e seu avô decide ajuda-la. Após um imprevisto, Peggy Sue precisa tomar a decisão definitiva sobre sua vida: Se quer construir uma nova trajetória ou se apesar de tudo ela deve arriscar e viver seu amor com Charlie.


Embora a temática seja impossível e trate-se de uma comédia, quem nunca se perguntou o que faria caso pudesse voltar no tempo? A história trata da realização desse desejo íntimo de todos nós e nos mostra que devemos aproveitar a vida e valorizar as pessoas que estão ao nosso lado enquanto podemos, além de ressaltar que nem sempre alguns erros podem e devem ser evitados, já que a vida é feita de altos e baixos.

Elenco

Apesar de não ser considerado um filme com elenco estelar, Peggy Sue possui um elenco repleto de nomes conhecidos, como:

Nicolas Cage, sobrinho do diretor Francis Ford Coppola


Jim Carrey, ainda em início de carreira, como um dos amigos de Charlie


Na foto, o ator ao lado de Kevin J. O'Connor, que apesar de não tão conhecido de nome, se você viu filmes como A Múmia, vai se lembrar dele, embora com certo choque ao perceber que ele fazia papéis de galã nos anos 80:

Kevin J. O'Connor em A Múmia

Barbara Harris, que interpreta a mãe da protagonista. A atriz é mais conhecida pelo filme Trama Macabra, de Alfred Hitchcock.


Hellen Hunt, que interpreta a filha de Peggy


Joan Allen, de vestido verde e branco, como uma das amigas de Peggy


Sofia Coppola, como a irmã de Peggy


O filme ainda conta com a participação dos veteranos da Era de Ouro Maureen O'Sullivan, Leon Ames e John Carradine.


Música

A música tema do filme, Peggy Sue Got Married, escrita e gravada pelo cantor e compositor Buddy Holly, sendo distribuída postumamente em 1959.


Curiosidades

As primeiras escolhas para interpretar  Charlie foram os atores Tom Hanks e Sean Penn, além da atriz Debra Winger, que teve que recusar por conta de uma lesão nas costas. A direção ficaria com Penny Marshall, que acabou sendo dispensado por não ter muita experiência. Dennis Quaid também foi sondado, mas preferiu atuar em Acerto de Contas. Já com Coppola na direção, seu sobrinho Nicolas Cage acabou ficando com o papel, mas por muito pouco, pois sua voz quase o fez ser demitido.


O dvd do filme acaba de ser lançado no Brasil pela distribuidora Obras-Primas do Cinema e está disponível mas melhores lojas do ramo. Para adquirir, clique aqui.
LEIA MAIS