Filmes clássicos sobre mães

Dizem que as mães são todas iguais. No cinema, elas já foram retratadas de diversas formas, pelas mais variadas atrizes, mas a grande maioria tinha em comum a força para fazer o melhor por suas famílias e o amor incondicional pelos filhos. Confira abaixo algumas das mães mais maravilhosas do cinema:

*A ordem dos filmes é aleatória*
*Coloquei apenas filmes até exatamente o ano de 1990*

Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945)



Embora o assunto maternidade possa ter uma conotação negativa quando se trata de Joan Crawford, foi justamente interpretando uma das mães mais amorosas e protetoras do cinema que a atriz ganhou seu tão sonhado Oscar. No longa, sua personagem, Mildred Pierce, precisa criar sozinha suas duas filhas após ser traída e abandonada pelo marido. Após muito esforço trabalhando como funcionária de um restaurante, ela finalmente consegue abrir seu próprio negócio, tornando-se uma empresária bem-sucedida. Mesmo tentando dar uma vida de luxo para sua filha mais velha e agrada-la de todas as formas possíveis, Mildred ganha em retorno apenas o desprezo e a traição de sua primogênita. (Compre aqui) O filme teve um remake em 2011 em formato de minissérie, estrelado pela atriz Kate Winslet.

Stella Dallas, A Mãe Redentora (Stella Dallas, 1937)


Stella é uma mulher simples e um pouco vulgar, que se casa com o rico Stephen Dallas. O casal tem uma filha, Laurel, mas logo se separa, já que o rapaz prefere reatar o romance com uma antiga paixão. Após o divórcio, a vida de Stella passa a ser inteiramente dedicada à filha, fazendo de tudo para cria-la da melhor maneira possível. A menina, no entanto, começa a se interessar pelo estilo de vida luxuoso que poderia ter caso fosse morar com seu pai. Vendo que Laurel está infeliz com sua condição humilde, ela decide sacrificar a própria felicidade para alegrar a filha, fingindo-se de alcoólatra para que a jovem pudesse partir. Laurel se acostuma rapidamente com seu novo meio e em pouco tempo se casa com um playboy da alta sociedade, em uma cerimônia que sua mãe assiste apenas da calçada da rua, com lágrimas nos olhos ao ver sua filha feliz. Essa cena foi considerada por Barbara Stanwyck como seu desempenho favorito no cinema, e lhe valeu uma indicação ao Oscar. O longa teve outras duas versões: A primeira em 1925, com Belle Bennett no papel principal, e a segunda estrelada por Bette Midler em 1990, intitulada apenas Stella.

Imitação da Vida (Imitação da Vida, 1959)


O filme possui duas mães marcantes e opostas. Enquanto a personagem Lora, interpretada por Lana Turner, tem uma relação distante com sua filha, disputando inclusive o amor do mesmo homem, sua empregada Annie, vivida por Juanita Moore, é extremamente amorosa tanto com sua própria filha, Sarah Jane, quanto com Susie, a filha de Lora. Por ter a pele clara, Sarah Jane renega constantemente a mãe, que é negra, e tenta conseguir melhores condições de vida fingindo ser branca. Apesar de Lora ser a protagonista, é Annie quem rouba a cena, como a mãe que sofre com a vergonha que sua filha sente dela. O longa é um remake da versão de 1934, que traz Claudette Colbert e Louise Beavers nos papéis principais. As duas histórias diferem um pouco com relação à profissão das protagonistas e até mesmo em alguns nomes dos personagens principais. (Compre aqui a versão de 1934) (Compre aqui a versão de 1959)

Laços de Ternura (Terms Of Endearment, 1983)


Estrelado por Shirley MacLaine e Debra Winger, que tinham péssima relação nos bastidores, o filme retrata a relação de altos e baixos de mãe e filha durante três décadas. Enquanto sua filha descobre que tem câncer e é traída pelo marido, a mãe, viúva há anos, começa a se interessar por um vizinho. (Compre aqui)

Mamma Roma (1962)


Anna Magnani vive uma prostituta de meia-idade que sonha em finalmente sair das ruas e começar seu próprio negócio, em um estande de frutas. Tudo que ela mais quer é voltar a viver com seu filho de 16 anos e recomeçar do zero sua história. Mas as coisas se complicam quando o menino descobre a antiga profissão de sua mãe e passa a se meter em atividades ilegais. (Compre aqui)

O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1968)


Interpretada por Mia Farrow, Rosemary é uma jovem recém-casada, que acaba de se mudar para um belo apartamento. A felicidade do casal aumenta, quando seu marido, um ator de pouco sucesso, consegue um papel que o tornará conhecido e os dois descobrem que terão um filho. Tudo ia bem até que a jovem se da conta de que o pai de seu bebê é ninguém menos que o próprio diabo e que o prédio em que ela mora encobre uma seita de seguidores de satã. Foi feito um remake em 2014, com Zoe Saldana no papel principal.

A Escolha de Sofia (Sophie's Choice, 1982)


Em um desempenho que lhe rendeu um Oscar, Meryl Streep vive Sofia Zawistowska, uma polonesa que esteve em um campo de concentração durante a Segunda Guerra e foi obrigada a escolher qual dos seus dois filhos deveria ser assassinato. Caso ela se recusasse a decidir, os dois morreriam.

Marcas do Destino (Mask, 1985)


Florence "Rusty" Dennis, interpretada por Cher, é a mãe de Roy (Eric Stoltz), um rapaz que tem uma grave deformidade facial. Embora tenha um espírito selvagem, tendo como amigos uma turma de motociclistas, Rusty é uma mãe dedicada e amorosa, que faz de tudo para que seu filho tenha uma vida normal e seja respeitado pelas pessoas ao redor.

Honrarás Tua Mãe (Mother India, 1957)


Uma das maiores estrelas da Índia, a atriz Nargis vive Radha, uma mãe que enfrenta os maiores sacrifícios pelo bem de seus filhos e para uma melhor condição de vida para a família. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn't Live Here Anymore, 1974)


Com uma atuação vencedora do Oscar, Ellen Burstyn interpreta Alice, uma mulher viúva e com um filho que tenta recomeçar a vida trabalhando como cantora, mas acaba se envolvendo com um homem violento. Para fugir da situação, ela se muda de cidade, arranjando um emprego como garçonete, e acaba arranjando um novo amor. (Compre aqui)

Rosa da Esperança (Mrs. Miniver, 1942)


Em outro desempenho da lista premiado com o Oscar, Greer Garson vive Kay Miniver, a matriarca de uma família inglesa que em uma casa confortável e tem boas condições financeiras. Com a chegada da Guerra, eles vêem seu mundo perfeito completamente abalado, sofrendo as consequências que um evento deste nível é capaz de trazer. Neste cenário, Mrs Miniver faz o seu melhor pelos que estão ao seu redor e, principalmente, pelos seus entes queridos.

Um Dia Muito Louco (Freaky Friday, 1976)


É bastante provável que a versão de 2003, intitulada Sexta-Feira Muito Louca e estrelada por Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan, seja mais conhecida pelo público de hoje. No entanto, a história, que teve ainda outra refilmagem feita para a televisão em 1995, teve sua versão original feita em 1976, pelos estúdios Disney. A comédia foi protagonizada por Barbara Harris e por uma adolescente Jodie Foster e mostra a relação cheia de discussões diárias entre mãe e filha, cansadas da falta de consideração uma da outra. 'Eu queria trocar de lugar com ela por apenas um dia' é o que ambas falam ao mesmo tempo, justamente em uma sexta-feira 13, após uma briga. E assim, as duas acabam realmente trocando de lugar e causando diversas confusões, fazendo com que elas passem a ter mais empatia pela outra.

Minha Mãe é uma Sereia (Mermaids, 1990)


Rachel Flax é uma mãe solteira e excêntrica em plena década de 60, que cria suas duas filhas sem muitas raízes. A adolescente Charlotte e a pequena Kate se vêem obrigadas a mudarem de cidade sempre que Rachel tem algum tipo de problema. Com um relacionamento conflituoso com sua primogênita, elas acabam tendo que se unir para enfrentar problemas familiares e superar suas dificuldades. 
Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge, 1990)


Meryl Streep interpreta uma cantora decadente e viciada em drogas que precisa voltar para a casa de sua mãe, vivida por Shirley MacLaine, uma ex-estrela de Hollywood, com quem mantém uma relação conturbada. Baseado no livro escrito por Carrie Fisher, traz relatos auto-biográficos da atriz e de seu relacionamento com a mãe, Debbie Reynolds.

Gente Como a Gente (Ordinary People, 1980)



Após perder seu filho favorito, Beth (Mary Tyler Moore) tenta a todo custo manter as aparências, enquanto seu outro filho, Conrad (Timothy Hutton), se sente culpado pelo acidente do irmão, fazendo com que o pai, Calvin (Donald Sutherland), tente unir novamente a família e melhorar a relação entre os dois.

Duas Mulheres (La ciociara, 1960)


Sophia Loren tornou-se a primeira atriz estrangeira a ganhar um Oscar por um filme falado em outra língua interpretando a sofrida Cesira neste drama pesadíssimo, sobre uma mulher viúva que decide deixar sua cidade natal durante a Segunda Guerra junto com sua filha adolescente em busca de uma vida melhor. No caminho, porém, as duas acabam sendo estupradas por um grupo de soldados. 

Na Teia do Destino (The Reckless Moment, 1949)


Joan Bennett vive uma mãe que tenta proteger a filha de 17 anos da chantagem de bandidos sobre o relacionamento da adolescente com um homem mais velho e procura encobrir o corpo de um dos criminosos, que morreu durante uma briga com a jovem. Em 2001, o filme ganhou uma refilmagem com Tilda Swinton, intitulado Até o Fim (The Deep End).

A Vida de um Sonho (I Remember Mama, 1948)


Sob o olhar da filha mais velha, o filme conta a história de uma dona de casa norueguesa, interpretada por Irenne Dunne, que tenta cuidar de sua família e se adaptar à vida nos Estados Unidos, nos primeiros anos do século XX. 

Flores de Aço (Steel Magnolias, 1989)


O filme mostra a história de um grupo de mulheres cujos destinos acabam se cruzando, dando enfoque em M'Lynn (Sally Field), a mãe de Shelby Eatenton, uma jovem frágil que está prestes a se casar e se mostra disposta a ser mãe, mesmo que isso custe sua saúde. Ganhou uma refilmagem em 2012, protagonizado por Queen Latifah.

Quatro Destinos (Little Women, 1949)


O filme possui outras duas versões bastante famosas, além de uma menos conhecida, em 1978. Adaptações do livro Little Women, escrito por Louisa May Alcott, traz a história de quatro irmãs e suas aventuras, sempre contando com o apoio e carinho da matriarca Marmee March. O filme de 1949, traz Mary Astor no papel da mãe, enquanto as de 1933 e 1994, contavam com Spring Byington e Susan Sarandon como a personagem.

Bônus: Mães não tão boas assim..

Gypsy (1962)



Rosalind Russell vive Mama Rose, a controladora mãe de Gypsy Rose Lee, interpretada no filme por Natalie Wood. Baseado na história real da dançarina burlesca, o longa trata da obsessão de Mama Rose pela fama de sua filha mais jovem, June, enquanto deixa de lado a primogênita Gypsy. Quando June foge com um namorado, sua mãe volta as atenções para a filha mais velha, impondo que ela faça de tudo para ser uma estrela dos palcos. (Veja a resenha aqui)

Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981)


Este certamente não poderia ficar de fora da lista! O polêmico longa, responsável por destruir a carreira de Faye Dunaway, foi baseado no best-seller de Christina Crawford, filha adotiva de Joan Crawford, que alega ter sofrido abusos físicos e psicológicos durante toda a sua infância e adolescência. O filme, assim como o livro, mostram uma Joan obsessiva e agressiva, que tem mania de limpeza e é extremamente tirana, a ponto dar um escândalo ao ver cabides de arame no armário da menina, numa das cenas mais antológicas do longa. Considerado um clássico trash, com atuações super exageradas, a revelação de Christina abalou a reputação de Crawford perante boa parte das pessoas, causando revolta nos amigos próximos da atriz. Por outro lado, a obra é considerada por muitos como bastante suspeita, já que foi escrita pouco tempo após Christina descobrir que havia sido deserdada e por tratar Joan como uma mulher vil, enquanto a própria autora é retratada com uma inocência que gera dúvidas. (Veja a resenha)

Sonata de Outono (Höstsonaten, 1978)


Tratando-se de um filme de Ingmar Bergman, já sabemos de cara que teremos pela frente diálogos incríveis e no mínimo uma semana de reflexão ininterrupta sobre a história. Tendo como protagonistas Ingrid Bergman e Liv Ullmann a certeza de atuações soberbas também está garantida no longa que fala sobre a difícil relação de uma pianista de grande sucesso, que sempre priorizou a carreira em detrimento do convívio com sua filha, que tornou-se uma mulher tímida e frágil. Ao longo da trama, vemos um acerto de contas entre as duas, quando a filha decide colocar para fora todo rancor em relação a sua genitora.

Escândalo na Sociedade (Where Love Has Gone, 1964)


Inspirado pelo trágico escândalo envolvendo Lana Turner e sua filha Cheryl, o filme traz inicialmente o assassinato cometido pela adolescente Danielle (Joey Heatherton), filha da renomada artista plástica Valerie, interpretada por Susan Hayward, que mata o amante de sua mãe, para defende-la de suas agressões. Conforme a trama se desenvolve, percebemos que mais do que o crime, a história trata da relação familiar das duas, já que após se divorciar do marido, Valerie passa a negligenciar a filha e mergulhar no trabalho, mantendo diversos relacionamentos amorosos como diversão. Paralelamente, temos o impacto do relacionamento de Valerie com sua própria mãe, vivida por Bette Davis, uma mulher autoritária e controladora que é diretamente responsável pelo comportamento desregrado de sua filha. (Veja a resenha)

Psicose (Psycho, 1960)


A mãe de Norman Bates (Anthony Perkins) aparece apenas no final do longa mais famoso de Alfred Hitchcock, e em condições pouco favoráveis. No entanto, sua presença é sentida durante toda a história e tem um valor decisivo para a condição psicológica de seu filho, que acabou se tornando um serial killer devido aos traumas causados por sua relação com ela. O filme ganhou uma refilmagem lamentável em 1998 e os conflitos entre mãe e filho foram o tema central da aclamada série Bates Motel, que mostra a adolescência de Norman.

Carrie, a Estranha (Carrie, 1976)


Piper Laurie interpreta uma fanática religiosa que há muito perdeu a noção de realidade e cria sua filha Carrie de maneira doentia, considerando coisas normais, como a menstruação, uma prova de que a jovem é uma pecadora. Vivendo basicamente em uma prisão domiciliar, já que até mesmo a mais comum das ações é considerada um crime contra Deus por sua mãe e tendo que sofrer com os deboches sofridos na escola, Carrie acaba desenvolvendo poderes que culminam em uma grande tragédia. O filme baseado na obra de Stephen King teve refilmagens em 2002 e 2013, com Patricia Clarkson e Julianne Moore no papel da beata.

Postagens mais visitadas deste blog

O filho que Alain Delon abortou

8 atores que se suicidaram

A verdadeira Elise McKenna