Marilyn Monroe - A construção de um Mito


Marilyn Monroe é, possivelmente, o maior mito do cinema. Embora sua morte precoce tenha contribuído para este status, é inegável o carisma e o brilho que tinha nas telas, imortalizando-se como ícone de beleza e sensualidade em clássicos como Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953), O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955) e Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959). Porém, antes de chegar ao topo, a atriz passou por inúmeras dificuldades, inclusive financeiras, e se esforçou ao máximo fazendo trabalhos como modelo e atuando em filmes com papéis quase irrelevantes. Confira abaixo um pouco sobre o começo da carreira da atriz:

Nascida Norma Jeane Mortenson, filha de Gladys Pearl Baker, passou a infância e adolescência sob os cuidados de várias pessoas diferentes. Nunca se soube ao certo quem era seu verdadeiro pai. A mãe, Gladys, tinha problemas psicológicos e frequentemente encontrava-se internada em hospitais, o que a impossibilitava de ter a guarda de Norma Jeane por muito tempo. Em 1942, aos 16 anos, casou-se com seu vizinho, James Dougherty. O casamento fora arranjado para que ela não precisasse voltar a viver em um orfanato, após a mudança de seus tutores para a Virgínia. Com uma vida monótona de dona de casa e a partida do marido para a Guerra, Norma resolveu começar a trabalhar na fábrica Radioplane OQ-2, em Burbank, Califórnia. Durante este período, conheceu o fotógrafo Davis Conover, que estava tirando fotos de mulheres que ajudavam no armamento da guerra, para a Yank Magazine. Impressionado com Norma, Conover fez uma sessão de fotos em 1945 para a revista, além de lhe enviar propostas para outros trabalhos como modelo. 


Durante os anos seguintes, ela conseguiu estampar algumas capas de revistas e matriculou-se em aulas de teatro sonhando em ser uma estrela. Suas principais inspirações eram as atrizes Jean Harlow e Lana Turner.


Em 1946, após o retorno de seu marido James, teve que escolher entre seu casamento e seu sonho de ser uma atriz, pois ele não aceitava que sua esposa seguisse carreira artística. Eles acabaram se divorciando no mesmo ano, e em 26 de agosto, com um salário de 125 dólares semanais, ela conseguiu seu primeiro contrato, com a  20th Century Fox. Pouco tempo depois, tingiu seu cabelo de loiro e mudou seu nome para Marilyn Monroe. Monroe era o sobrenome de sua avó materna, enquanto Marilyn foi escolhido apenas por ser um nome sonoro e bonito. Apesar disso, ela afirmou não gostar da combinação e que, por ela, teria permanecido com o nome Jean Monroe. Em seus primeiros meses como contratada, teve aulas de canto e dança e apareceu como figurante em alguns filmes, porém sem conseguir papéis com alguma fala. No filme 'Scudda Hoo! Scudda Hay!',  tem um único diálogo, descendo uma escada, contracenando com a protagonista, June Haver.


Após ser liberada de seu contrato com a 20th Century Fox, Marilyn conheceu o fotógrafo Bruno Bernard, que a fotografou no "Racquet Club" em Palm Springs.


Após as fotos, assinou um contrato de seis meses com a Columbia Pictures, onde foi encaminhada para o grupo de treinamento dramático de Natasha Lytess. 


Em pouco tempo, foi escalada para o filme Ladies of the Chorus (1948), onde tinha um papel importante. O longa teve um sucesso moderado, porém a atriz teve dificuldade em encontrar novos papéis.


Com a falta de oportunidades no cinema, Marilyn voltou a fazer trabalhos como modelo. Com dificuldades financeiras, aceitou ser fotografada nua por Tom Kelley, em 1949. No mesmo ano, conseguiu um papel no filme 'Love Happy'. Os produtores ficaram tão impressionados, que a enviaram para Nova York para fazer fotos e ser destaque do material de divulgação.


Durante o período em Nova York, fez a famosa sessão de fotos pin up com Andre de Dienes, em Long Island, em Oyster Bay.


Em 1950, participou dos filmes A Ticket to Tomahawk, Right Cross e The Fireball, todos sem muito destaque. No filme O Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle), também de 1950, interpretou a amante de um mafioso. 


Atuou ao lado de Bette Davis em um pequeno papel no filme A Malvada (1950), onde viveu Miss Caswell, e assinou um contrato de sete anos com a  20th Century Fox.


Em 1951, conseguiu apenas papéis de pouca expressão, nos filmes: Home Town Story, As Young as You Feel, Love Nest e Let's Make It Legal. Também foi uma das apresentadoras do Oscar deste mesmo ano.


Em 1952, suas fotos nua foram descobertas pela imprensa, fazendo com que se visse em um escândalo. Ela decidiu assumir que era a loira que estampava o famoso calendário com as fotos, porém explicou que só o fez por estar precisando de dinheiro, ganhando assim a simpatia do público. Estampou a capa da Life Magazine pela primeira vez em março de 1952, onde contou sua história. 


Neste período começou a namorar o famoso jogador de beisebol Joe DiMaggio, aumentando a publicidade em torno dela. Ainda em 1952, apareceu nos filmes Só a Mulher Peca (Clash by Night), com Barbara Stanwyck, Travessuras de Casados (We're Not Married!), com Ginger Rogers, Almas Desesperadas (Don't Bother to Knock), com Richard Widmark, e O Inventor da Mocidade ( Monkey Business), com Cary Grant e Ginger Rogers. 


Ao lado de grandes nomes como Anne Baxter, Jeanne Crain, Farley Granger, Jean Peters e Richard Widmark, Monroe estrelou Páginas da Vida (O. Henry's Full House), contracenando com  Charles Laughton. (O filme foi lançado pela primeira vez no Brasil em setembro, pelo selo Obras-Primas do Cinema)


Devido ao seu papel no filme, Darryl F. Zanuck enxergou potencial na atriz, dando-lhe o papel principal no longa Torrentes de Paixões (Niagara, 1953), onde interpreta uma mulher infiel que planeja assassinar seu marido, vivido por Joseph Cotten.


Apesar de algumas críticas negativas por sua excessiva sexualidade, o filme marcou o início do estrelado de Marilyn Monroe, fazendo com que fosse escalada para o papel de Lorelei Lee, substituindo Betty Grable, no filme Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953), ao lado de Jane Russell. O longa foi um grande sucesso e sua performance em "Diamonds Are a Girl's Best Friend'' é uma das cenas mais marcantes do cinema. 


A partir daí, sua carreira foi consolidada, fazendo com que fosse escalada em papéis principais de grandes clássicos, principalmente explorando seu lado cômico e sua sensualidade. 

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