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quinta-feira, 15 de abril de 2021

5 casas icônicas de atores e atrizes antigos

Certa vez, uma leitora do blog escreveu que as matérias estavam parecendo da Revista Caras, já que em um intervalo pequeno postei fotos das casas de Jayne Mansfield e Sophia Loren. Confesso que achei bem engraçada esta colocação pois, de fato, casas, arquitetura e decoração são assuntos que eu gosto muito e, sempre que possível, tento trazer aqui pro blog combinando com o tema 'cinema clássico'. Hoje, a proposta é listar 5 propriedades que se tornaram icônicas, seja pela fama de seus moradores, seja por acontecimentos trágicos de que foram palco. Confira abaixo essa pequena lista:


Graceland


A propriedade originalmente pertencia a Stephen C. Toof, fundador da S.C. Toof & Co, a mais antiga gráfica comercial de Memphis. Foi nomeada Graceland Farms em homenagem à sua filha Grace, que herdou a fazenda do pai em 1894. Após sua morte, sua sobrinha Ruth Moore, uma socialite local, tornou-se a dona das terras e construiu em 1939 a proeminente mansão em estilo colonial. Elvis Presley, em crescente popularidade, estava a procura de uma casa que remetesse a uma fazenda e que ficasse mais afastada da cidade. Ele comprou Graceland em 19 de março de 1957, pelo valor de $ 102.500. Com 1630.6 m², localizada em 3764 Elvis Presley Blvd, Memphis, Tennessee, tem um total de 23 quartos, incluindo o famoso 'Jungle Room', uma quadra de raquetebol, um jardim de meditação, além do lendário portão de ferro com notas musicais. Com a morte de Elvis, em 1977, a propriedade passou a ser legalmente de sua filha, Lisa Marie Presley. Começou a ser aberta ao público em 7 de junho de 1982, sendo a segunda casa mais visitada dos EUA, com mais de 650.000 visitantes por ano, perdendo apenas para a Casa Branca.


Pickfair


'Entre as celebridades que cintilavam espetacularmente, nenhuma era mais respeitada que a família real, extra-oficial de Hollywood, o rei e a rainha do mundo do cinema, escolhidos pela publicidade, Douglas Fairbanks e Mary Pickford. Um convite para Pickfair, como era conhecida a mansão deles, era universalmente reconhecido como a única indicação legítima de que alguém finalmente alcalçara a aceitação em Hollywood'. O trecho foi extraído do infame livro de Christina Crawford, 'Mamãezinha Querida', e mostra com exatidão a grandiosidade, muito além de seus 18 acres, que a propriedade representava no decorrer da década de 1920. Inicialmente um chalé de caça localizado na 1143 Summit Drive em San Ysidro Canyon em Beverly Hills, foi reformada pelo célebre casal, sendo transformada em uma suntuosa mansão de quatro andares, contendo 25 quartos e com direito a uma quadra de tênis. Além dos grandes nomes do cinema, como Charlie Chaplin e Lillian Gish, algumas das ilustres visitas dos lendários jantares incluíam Amelia Earhart, F. Scott Fitzgerald, Arthur Conan Doyle e Thomas Edison. Após o divórcio de Pickford e Fairbanks, em 1936, a casa ficou em poder da atriz, que lá morou até sua morte em 1979. Durante a década de 80, a propriedade foi vendida para Jerry Buss e depois para a atriz italiana Pia Zadora, em 1988. Para o choque de todos, Zadora optou por demolir a mansão e construir um palácio estilo veneziano no lugar. Diante das críticas, ela se defendeu, alegando que havia cupins e que a estrutura estaria em péssimo estado de conservação. Em 2012, no entanto, ela participou do programa 'Celebrity Ghost Stories' e revelou que o real motivo da demolição era porque a casa era assombrada por uma mulher gargalhando, supostamente uma antiga amante de Fairbanks, e que não poderia lidar com o sobrenatural. Atualmente, apenas algumas áreas, como os portões e a piscina, são originais.

10050 Cielo Drive


A fama da propriedade construída nas montanhas de Santa Mônica veio das páginas policiais, devido a enorme repercussão do brutal assassinato da atriz Sharon Tate pelos membros do culto de Charles Manson, em 1969. A mansão estilo fazenda pertenceu inicialmente à atriz francesa Michèle Morgan, que mandou construí-la em 1942, com a obra sendo concluída dois anos depois. Com o final da Segunda Guerra, Morgan decidiu abandonar Hollywood, onde sua carreira não tinha sido como esperava, e retornar à sua terra natal. A casa, cujo terreno era plano e continha uma residência principal e uma de hóspedes, foi então vendida ao Dr. Hartley Dewey, que chegou a aluga-la para Lillian Gish, durante as filmagens de 'Duelo ao Sol' (Duel in the Sun, 1946). Algum tempo depois, a propriedade foi vendida novamente, desta vez para o empresário artístico Rudolph Altobelli, que por sua vez alugou a casa para diversos atores, incluindo Cary Grant, Henry Fonda e Olivia Hussey. De 1966 até o início de 1969, o imóvel foi ocupado pelo produtor musical Terry Melcher (filho de Doris Day) e sua namorada Candice Bergen. Charles Manson chegou a fazer uma breve visita na casa um ano antes do casal se mudar. Roman Polanski e Sharon Tate se mudaram para a residência em fevereiro de 1969. Apenas alguns meses depois, no dia 9 de agosto deste mesmo ano, os seguidores de Manson invadiram a propriedade e mataram a atriz, grávida de nove meses, e seus amigos Wojciech Frykowski, Abigail Folger, Jay Sebring e Steven Parent. Polanski encontrava-se na Europa, a trabalho. Acredita-se que o alvo real de Manson era Terry Melcher, que havia se negado a contrata-lo como músico. Após o crime, Altobelli se mudou para a casa, onde residiu até 1988. O último residente da mansão original foi Trent Reznor, integrante da banda Nine Inch Nails, que chegou a montar um estúdio no local. A casa foi demolida em 1994, sendo construida uma nova mansão, em estilo mediterrâneo, chamada de Villa Bella.

O Palácio Rosa 


Antes de Jayne Mansfield, a propriedade em estilo mediterrâneo pertencia ao músico Rudy Vallée. Localizada na 10100 Sunset Boulevard, Holmby Hills, Los Angeles, a mansão foi comprada pela loira em 1957, pouco antes de seu casamento com Mickey Hargitay. A atriz, conhecida por sua extravagância, mandou pintar todo o exterior de rosa, cercando com luzes desta mesma cor. O banheiro de sua suíte, forrado com pele também cor de rosa, possuía uma banheira em formato de coração, modelo este que também tinha sua piscina, construída por seu amado, com os dizeres 'I love you Jaynie' no centro. Incrivelmente, ela pagou apenas uma parte da decoração da casa, recebendo gratuitamente a maioria dos móveis e materiais de construção, após escrever para empresas solicitando amostras. Após sua trágica morte, em 1967, a mansão foi vendida, tendo célebres moradores como Ringo Starr, que relatou algumas experiências sobrenaturais, e Engelbert Humperdinck, que a vendeu novamente em 2002. A casa foi demolida neste mesmo ano. (Confira fotos de seu interior aqui)

Edifício Dakota


Localizado no sofisticado Upper West Side, em Manhattan, Nova York, o edifício foi adicionado ao Registro Nacional de Locais Históricos dos EUA. Para muitos o lugar adquiriu uma atmosfera lúgubre, não só por sua arquitetura, como também pelo assassinato de John Lennon, ocorrido no arco do prédio, em 1980, e por ter servido como locação externa para o longa 'O Bebê de Rosemary' (Rosemary's Baby, 1968). Entretanto, a valorização dos imóveis continua em alta, sendo cobiçados por inúmeras figuras conceituadas. Mas se engana quem pensa que basta apenas ter dinheiro sobrando ou ser famoso para morar no Dakota! É preciso também ser aprovado pelo conselho administrativo, que chegou a negar nomes como o do ex-casal Melanie Griffith e Antonio Banderas, além dos músicos Gene Simmons, Billy Joel, Madonna, Cher e Carly Simon. Dentre os muitos artistas que residiram no prédio estão Lauren Bacall, Lillian Gish, Judy Garland, Rudolf Nureyev, Boris Karloff e Jack Palance, dentre vários outros. O edifício foi construído entre outubro de 1880 e outubro de 1884, pela empresa de arquitetura de Henry Janeway Hardenbergh. Originalmente, o Dakota tinha 65 apartamentos com quatro a 20 quartos, não havendo dois apartamentos iguais. Atualmente, após uma reforma, possui 94 apartamentos.
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domingo, 25 de agosto de 2019

Curiosidades e personagens reais em Era uma Vez em.. Hollywood (Once Upon A Time...in Hollywood, 2019)



Mesclando o excessivo uso da violência com inúmeras alusões à cultura pop, os filmes de Quentin Tarantino sempre dividiram opiniões e atraíram a atenção de público e crítica. Há quem o acuse de fazer apenas imitações baratas e apelativas de obras já consagradas e há quem considere o homem um verdadeiro gênio. Polarizações à parte, o que não da para negar é a paixão do diretor pela sétima arte.

Em seu mais recente trabalho, o cineasta usa toda a sua engenhosidade ao misturar novamente eventos históricos com a ficção, criando uma verdadeira declaração de amor ao cinema. As referências já podem ser notadas logo no título do longa, que homenageia uma das grandes inspirações de Tarantino, o italiano Sergio Leone, responsável pelos clássicos 'Era uma Vez no Oeste' (Once Upon a Time in the West, 1968) e 'Era uma Vez na América' ( Once Upon a Time in America, 1984).


Transportados diretamente para a Hollywood de 1969, acompanhamos três núcleos distintos que se conectam no decorrer da trama. No primeiro deles, temos o ator em declínio Rick Dalton e seu dublê e melhor amigo Cliff Booth, lutando para reavivar suas carreiras; Paralelamente, seguimos o cotidiano da estrela em ascensão Sharon Tate, assim como o de um grupo de jovens hippies que tem como líder Charles Manson.

Atuando juntos pela primeira vez, embora já tenham sido dirigidos por Tarantino, respectivamente, em 'Django Livre' (Django Unchained, 2012) e 'Bastardos Inglórios' (Inglourious Basterds, 2009), temos Leonardo DiCaprio interpretando com louvor Rick Dalton e Brad Pitt roubando a cena como Cliff Booth. Dalton foi um ator de muito sucesso em uma série de western para a televisão nos anos 50, mas após mais de uma década de carreira enfrenta a escassez de oportunidades, tendo que se contentar com pequenas pontas como vilão de seriados famosos. Já Booth, que anteriormente trabalhava como dublê, se conforma em ocupar seu tempo fazendo pequenas tarefas para o amigo famoso.


A linda Margot Robbie vive uma cativante e alegre Sharon Tate, embriagada por seu sucesso iminente e sempre rodeada de amigos famosos, como Steve McQueen e Michelle Phillips. Recém-casada com o prestigiado diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha), ela passa seus dias em numa mansão alugada, localizada ao lado da casa de Rick Dalton.

Para dar um toque mais pessoal, a irmã de Sharon, Debra Tate emprestou algumas das joias que pertenceram à atriz para que Margot Robbie usasse durante a produção.


O núcleo 'hippie' é encabeçado pela atriz Margaret Qualley, que vive a jovem 'Pussycat'. Andando sem rumo pelas ruas e pedindo carona a estranhos, ela conhece Cliff Booth e o leva ao Spahn Ranch, local onde mora com a chamada 'Família Manson'.


Personagens reais 

A partir daqui a postagem pode conter spoilers sobre algumas cenas

Sharon Tate (Margot Robbie)



A atriz, que começou sua carreira sendo Miss Richland e fazendo trabalhos como modelo, começava a alcançar a fama, graças a filmes como 'A Dança dos Vampiros' (The Fearless Vampire Killers, 1967) - onde conheceu e se apaixonou por seu futuro marido, Roman Polanski - 'O Vale das Bonecas' (Valley of the Dolls, 1967) e 'Arma Secreta contra Matt Helm' (The Wrecking Crew, 1968). 

Roman Polanski (Rafal Zawierucha)


Marido de Sharon Tate, o diretor desfrutava do sucesso de seu filme 'O Bebê e Rosemary' (Rosemary's Baby, 1968) e despontava como um dos nomes mais promissores da época. Estava viajando quando sua esposa foi morta.

Bruce Lee (Mike Moh)


A maior polêmica em torno do filme é sem dúvida a respeito de Bruce Lee. Em uma das cenas, o ator é retratado como um homem esnobe e egocêntrico, que acaba perdendo uma briga para o personagem de Brad Pitt. A filha de Lee mostrou-se revoltada pela a maneira com a qual seu pai foi lembrado no longa, embora Tarantino tenha afirmado não ter cometido nenhuma injustiça. Fato comprovado mesmo é que o astro, que chegou a ser professor de Kung Fu antes da fama realmente treinou Sharon Tate para seu papel no longa 'Arma Secreta contra Matt Helm'.

Jay Sebring (Emile Hirsch)


Ex-namorado de Sharon Tate, Jay Sebring era cabeleireiro de diversos astros da época, como a própria Sharon, Paul Newman e Kirk Douglas. Foi uma das vítimas fatais do ataque feito pelos seguidores de Manson.

James Stacy (Timothy Olyphant)


Astro da série de televisão Lancer, na qual Rick Dalton faz uma participação, o ator também acabou sendo vítima de um fato trágico ao sofrer um acidente com sua moto. Sua namorada na época acabou morrendo e ele precisou amputar um braço e uma perna. No longa, Stacy é visto deixando o set de filmagem em sua moto, em uma alusão ao acontecido.

Wayne Maunder (Luke Perry)


Último filme de Luke Perry, falecido em março deste ano. Nele, o ator interpreta Wayne Maunder, também astro da série Lancer, dividindo a cena com Leonardo DiCaprio em uma pequena participação.

Steve McQueen (Damian Lewis)


Amigo de Sharon Tate e Roman Polanski, Steve McQueen foi um dos convidados da pequena festa dada pela atriz no dia de sua morte. O ator estava a caminho da casa, mas encontrou-se com uma garota e decidiu ir com ela para outro lugar. Após a tragédia, McQueen nunca mais saiu sem sua arma.

Charles Manson (Damon Herriman)


Charles Manson aparece apenas uma vez em todo o filme porém é mencionado por suas seguidoras posteriormente ao longo da história. Curiosamente, o ator Damon Herriman também interpreta Manson na série 'Mindhunter'.

Kathryn 'Kitty' Lutesinger (Margaret Qualley)


A personagem foi utilizada no filme principalmente como elo entre Cliff Booth e os seguidores de Manson. Foi livremente inspirada em Kitty Lutesinger, um membro de pouca importância na 'Família Manson'. Namorada de Bobby Beausoleil, estava grávida quando ele foi preso pelo assassinato de Gary Hinman, ocorrido dias antes do massacre na casa de Tate. A jovem de então 17 anos, denunciou Susan Atkins à polícia porém se comportava de maneira instável, oscilando entre fugir e voltar a fazer parte do grupo.

Lynette 'Squeaky' Fromme (Dakota Fanning)



'Squeaky' tinha como função específica no grupo cuidar da casa e fazer sexo com George Spahn, de 78 anos, proprietário do Spahn Ranch, em troca de moradia para Charles Manson e seus seguidores. Após a prisão dos membros do grupo, chegou a protestar junto com outros membros pela liberação de Manson, e foi presa após tentar matar o então presidente dos EUA Gerald Ford, em 1975.

Catherine 'Gipsy' Share (Lena Dunham)


Gypsy, como era conhecida pelos seguidores de Manson, era a mais velha das mulheres integrantes do grupo, com 26 anos. Embora não tenha estado envolvida diretamente nos crimes, foi ela quem recrutou para o clã Linda Kasabian e Leslie Van Houten. Foi presa algumas vezes por assaltos e hoje dedica-se a escrever um livro a respeito de seu passado.

Não consegui encontrar fotos dos atores que serão citados abaixo no filme para ilustrar a postagem, então vou utilizar uma imagem que não faz parte da caracterização dos personagens.

Charles “Tex” Watson (Austin Butler)


Watson foi o principal assassino tanto do caso Tate quanto do caso La Bianca, ocorridos nos dias 9 e 10 de agosto. Ao invadir a casa da atriz, teria dito a frase 'Eu sou o Diabo e vim aqui para fazer coisas do demônio.'

Susan Atkins (Mikey Madison)


Foi a assassina confessa de Sharon Tate, revelando posteriormente que a atriz chegou a implorar pela vida de seu filho. Também participou do assassinato de  Leno e Rosemary LaBianca. No filme acaba tendo um papel importante no desfecho da história. 

Patricia Dianne Krenwinkel, mais conhecida como Katie (Madisen Beaty)


Assassina da socialite amiga de Sharon Tate, Abigail Folger, herdeira da fortuna de uma empresa de café. Atualmente é a detenta mais antiga do estado da Califórnia, junto com Leslie Van Houten, que participou da morte do casal LaBianca.

Linda Kasabian (Maya Hawke)


Interpretada por Maya Hawke, filha de Uma Thurman (musa de Tarantino), Linda Kasabian é a última dos quatro integrantes que participaram do assassinato de Sharon Tate e seus amigos. No longa, a personagem fica apavorada e acaba fugindo do local antes da invasão, mas não foi essa a verdade exata dos fatos. Kasabian foi uma testemunha chave do caso, prestando depoimento em troca de imunidade. Ela afirmou não ter participado do massacre, sendo apenas uma espectadora e atuando como vigia a mando de Tex. Não foram encontradas evidências físicas de sua participação nos assassinatos em si.

Sam Wanamaker (Nicholas Hammond)



Nicholas Hammond, intérprete de Friedrich em 'A Noviça Rebelde' (The Sound of Music, 1965) faz uma pequena ponta como o diretor da série Lancer.

George Spahn (Bruce Dern)


Burt Reynolds havia sido originalmente escalado para interpretar George Spahn porém o ator faleceu pouco tempo antes do início das filmagens, sendo substituído por Bruce Dern. Proprietário do rancho onde Manson e seus seguidores se instalaram, Spahn comprou a propriedade em 1948. Tendo pertencido anteriormente ao ator do cinema mudo William Hart, o Spahn Ranch chegou a servir de cenário para filmes como 'Duelo ao Sol' (Duel In the Sun, 1946) e séries como 'Bonanza' (1959 - 1973).

Referências e menções honrosas 


Não há como falar sobre menções honrosas sem citar a mais do que especial participação de Al Pacino no longa, interpretando um agente de atores que tenta fazer com que Rick Dalton vá para a Itália estrelar filmes spaghetti western, gênero popularizado por Clint Eastwood e sua 'Trilogia dos Dólares' na década de 60. O narrador nos informa que Dalton acabou aceitando a proposta e fazendo relativo sucesso ao protagonizar os filmes de Antonio Margheriti. Embora o cineasta tenha realmente existido, é clara a referência a 'Bastardos Inglórios' (Inglourious Basterds, 2009), quando o sargento Donny Donowitz (Eli Roth) tenta pronunciar o nome do diretor sem conseguir disfarçar seu sotaque americano. (Veja a cena)


Outra participação cheia de referências é a de Kurt Russell, que em 2007 interpretou o dublê Stuntman Mike em À Prova de Morte (Death Proof), onde contracena com Zoe Bell, que além de atriz também é dublê na vida real, responsável inclusive pelas cenas de ação de Uma Thurman em Kill Bill Vol. I e II (2003 e 2004). No novo longa de Tarantino, os dois voltam a atuar juntos, desta vez como um casal que repudia o personagem de Brad Pitt, Cliff Booth, por conta dos rumores de que ele tenha matado sua própria esposa e escapado impunemente. As suspeitas em torno do personagem fazem alusão ao mistério envolvendo a morte de Natalie Wood, quando após uma noite de bebedeira em seu barco, onde estavam presentes seu marido Robert Wagner e o ator Christopher Walken, a atriz acabou sendo encontrada sem vida na manhã seguinte, vítima de afogamento. Não se sabe até hoje o que realmente aconteceu e o caso foi considerado oficialmente um acidente, embora muitos acreditem que o verdadeiro responsável tenha sido Wagner. No filme, temos um flashback que mostra apenas uma discussão entre Booth e a esposa em um barco, deixando a interpretação por conta do expectador. (Leia mais sobre o caso Natalie Wood)

 
Apesar de notoriamente os protagonistas vividos por DiCaprio e Pitt serem fictícios, a amizade entre os dois personagens foi inspirada na relação entre Burt Reynolds e seu dublê Hal Needham, que assim como no filme, chegou a morar na casa do ator por 12 anos. Além de fazer as cenas de ação de Reynolds, Needham também chegou a trabalhar como escritor e diretor de cinema, tendo também fundado o Stunts Unlimited, junto com outros dois colegas dublês. A mais famosa colaboração entre os dois é o longa 'Agarre-me se Puderes (Smokey and the Bandit, 1977), escrito e dirigido por Hal Needham e protagonizado por Burt Reynolds.


Outras aparições rápidas presentes no longa são das vocalistas do famoso grupo The Mamas and The Papas, Michelle Phillips e Cass Elliot (foto acima, vividas por Rebecca Rittenhouse e
Rachel Redleaf). As duas surgem durante uma festa na mansão da Playboy na qual Sharon Tate comparece. O grupo também pode ser ouvido, já que faz parte da trilha sonora, com a música 'Straight Shooter'; Uma das vítimas fatais da tragédia presentes na casa de Tate, a socialite Abigail Folger também pode ser vista no final da história, sendo interpretada por Samantha Robinson.


No quesito filmes e séries de televisão, as referências também são inúmeras. A própria Sharon Tate e o ator Dean Martin são vistos no longa 'Arma Secreta contra Matt Helm' (The Wrecking Crew, 1969). Como citado anteriormente, a atriz de fato recebeu treinamento de Bruce Lee para suas cenas de luta (foto acima). Também podemos ver a recriação de uma das mais famosas cenas de 'Fugindo do Inferno' (The Great Escape, 1963), com Leonardo DiCaprio no lugar de Steve McQueen; As séries 'O Besouro Verde' (The Green Hornet (1966 - 1967), Batman (1966 - 1968), The FBI (1965 - 1974) e Lancer (1968 - 1970 também são citadas no longa.

O filme estreou nos cinemas brasileiros em 15 de agosto de 2019.
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sábado, 17 de junho de 2017

Atrizes antigas que já participaram de concursos de beleza

Confira abaixo uma seleção de atrizes que começaram a carreira em concursos de beleza:

Lynda Carter


A protagonista da série Mulher Maravilha é, provavelmente, o caso mais conhecido de uma rainha da beleza que se tornou atriz. Vencedora do concurso Miss Mundo EUA em 1972, representando o estado do Arizona, ela chegou até as semi-finais representando seu país no Miss Mundo. Abaixo algumas imagens dela:



Vídeo da atriz no concurso:


Sharon Tate



A bela ganhou seu primeiro concurso aos seis meses de idade, sendo coroada Miss Tiny Tot, em Dallas. Ela continuou trabalhando como modelo e participando de concursos de beleza conforme foi crescendo. Aos 16 anos, em 1959, foi contemplada com o título​ de Miss Richland, em Washington.


Shirley Jones


A atriz, que recebeu seu nome em homenagem à Shirley Temple, também começou a desenvolver seus talentos artísticos ainda na infância, como sua xará. Aos seis anos ela já cantava no coral da igreja, e durante o período escolar participava de peças de teatro. Em 1952, ela participou e venceu o concurso de Miss Pittsburgh.


Barbara Eden


Antes de viver a 'gênia' mais famosa da televisão, Barbara Eden, ainda com seu nome de batismo Barbara Moorhead foi eleita Miss San Francisco no ano de 1951.


Sophia Loren


Uma das maiores divas do cinema, Sophia Loren concorreu, ainda na adolescência, ao Miss Itália de 1950, mas acabou não levando o título pra casa. Apesar disso, ela conseguiu ficar entre as finalistas. Abaixo algumas fotos dela durante o concurso:




Gina Lollobrigida


Outra diva que tentou a sorte no Miss Itália mas não conseguiu vencer foi Gina Lollobrigida. A atriz participou do concurso em 1947 e ficou classificada na terceira colocação. A experiência, no entanto, acabou sendo positiva para Lollo, que ganhou visibilidade nacional. 



Esta mesma edição, em 1947, contou com outras concorrentes famosas, como Silvana Mangano, Eleonora Rossi Drago, que foi desclassificada por ser casada e Gianna Maria Canale, que ficou em segundo. A grande vencedora foi Lucia Bosè, que embora não tenha alcançado tanta fama quanto Gina, fez bastante filmes na Itália.

Lucia Bosè no concurso

Raquel Welch


A atriz participou de diversos concursos de beleza durante a adolescência, sendo coroada Miss Photogenic e Miss Contour. Ganhou também o título de Miss La Jolla (em sua escola) e o título de Miss San Diego - o Fairest of the Fair - na Feira do Condado de San Diego. Esta longa série de concursos de beleza acabou levando-a ao título estatal de Maid of California



Cybill Shepherd


Antes de ganhar fama por suas atuações em A Última Sessão de Cinema (1971) e Taxi Driver (1976), além da série A Gata e o Rato, sucesso nos anos 80, Cybil já era uma modelo de prestígio. Ao ganhar os títulos de 'Miss Teenage Memphis' em 1966, aos 16 anos, e o 'Model of the Year' dois anos depois, ela acabou se tornando uma estrela no mundo da moda.


Lee Meriwether


A atriz acabou ganhando mais espaço na televisão, onde se destacou interpretando a Dra. Ann McGregor na série Túnel do Tempo. Ela também substituiu Julie Newmar como Mulher-Gato no filme Batman, o Homem-Morcego (1966), embora nunca tenha vivido a personagem no seriado. Ela foi coroada Miss América em 1955, após vencer no ano anterior como Miss San Francisco e Miss California.


Cloris Leachman


Vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por sua atuação em A Última Sessão de Cinema (1971), Cloris participou do Miss América em 1946, após ter sido coroada como Miss Chicago.


Nem tão antigas assim..

Michelle Pfeiffer


A atriz venceu o Miss Orange County em 1978 e participou do Miss Califórnia no mesmo ano, mas terminou apenas na sexta posição. Porém, foi graças à sua participação, que ela conseguiu um agente e suas primeiras oportunidades de atuar.


Sharon Stone


Após vencer o Miss Crawford County, na Pensilvânia, em 1975, ela se candidatou para o Miss Pensilvânia, mas não conseguiu vencer. No entanto, um dos jurados do concurso a aconselhou a mudar-se para Nova York para tentar a carreira de modelo. Em 1977, ela foi para Nova Jersey, conseguindo seus primeiros trabalhos na moda, em agências de Nova York.

Oprah Winfrey

Oprah é tão poderosa que até Miss já foi! Em 1971, aos 17 anos, a atriz e apresentadora foi coroada Miss Black Tennessee. Graças ao título, ganhou uma bolsa de estudos e um emprego em uma rádio, descobrindo seu talento.


E nossa brasileira, Vera Fischer


Vera ganhou fama após vencer o Miss Brasil de 1969, representando o estado de Santa Catarina. No Miss Universo ela ficou entre as 15 primeiras colocadas.



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