quarta-feira, 23 de março de 2016

15 filmes com Joan Crawford


Joan Crawford era a própria definição do que significa ser uma estrela de cinema. Misturando talento e glamour, a atriz participou de 83 filmes, de 1925 até 1970. Com uma filmografia como a dela, é quase impossível escolher apenas dez longas, então resolvi dar uma 'roubadinha' e adicionar mais 5 na lista. Abaixo, alguns dos maiores sucessos de sua carreira. Confira aqui sua filmografia completa.

1- Possuída (Possessed, 1931)


Joan Crawford interpreta maravilhosamente Marion, uma operária disposta a subir na vida. Logo ela desembarca em Nova York e começa a correr atrás do "ouro", no caminho ela esbarra com ninguém menos que Clark Gable.

2- Grande Hotel (Grand Hotel, 1932)



Um grupo de indivíduos muito diferentes hospedados em um hotel de luxo em Berlim lidam cada um com seus respectivos dramas.

3- Redimida (Letty Lynton, 1932)


A rica socialite Letty Lynton está retornando a Nova York, abandonando amante Emile Renaul na América do Sul. Ela acaba tendo um romance à bordo com Jerry Darrow. Renault está esperando por ela em Nova York e não vai deixá-la sozinha.

4- O Pecado da Carne (Rain, 1932)


Alfred (Walter Catlett) é um missionário que pretende reformar Sadie (Joan Crawford), uma prostituta. Mas a própria moral dele é duvidosa.

5- Amor de Dançarina (Dancing Lady, 1933)


Janie (Joan Crawford) ama dançar, e Tod Newton (Franchot Tone) ajuda-a a encontrar um emprego como dançarina em um musical da Broadway que será dirigido por Patch Gallagher (Clark Gable). Mas não será tão fácil quando ela se deparar com o diretor Patch, que acha que ela deve usar seu talento, e não sua beleza para conseguir o que quer.

6- Três Amores (Sadie McKee, 1934)


Sadie (Joan Crawford) trabalha como copeira na mesma casa onde sua mãe cozinha e é admirada pelo advogado Michael Alderson (Franchot Tone). No entanto, quando Michael menospreza o namorado, Tommy Wallace (Gene Raymond), durante um jantar em família, Sadie se retira e foge para Nova York com Tommy. Lá eles irão tentar conseguir uma vida melhor, mas o que Sadie consegue é um emprego de dançarina numa boate. Passando desta para uma jornada repleta de situações conflituosas por se casar com o rico e alcoólatra Jack Brennan (Edward Alrnold), Sadie tem a oportunidade de rever seus valores, mediante a importância que três homens distintos tiveram em sua vida. Veja a resenha no blog.

7- As Mulheres (The Women, 1939)


Mary (Norma Shearer) é uma esposa dedicada e descobre que seu marido está tendo um caso com outra mulher, Crystal Allen (Joan Crawford). Sylvia (Rosalind Russell) é invejosa e vive no dilema de casar-se para logo se divorciar. Mary fica em dúvida se continua casada, ignorando o caso ou se peça a separação. Ela acaba conhecendo Crystal, e descobre que o marido além de tudo paga-lhe as contas.

8- Almas Rebeldes (Strange Cargo, 1940)


Verne (Clark Gable), o líder de grupo de prisioneiros, consegue escapar com seu bando da Ilha do Diabo, e leva com eles a bailarina Julie (Joan Crawford) que havia conhecido antes e que trabalhava perto da colônia penal. Mas um membro do grupo revela-se um homem estranho que começa a fazer previsões sobre a vida de todos.

9- Um Rosto de Mulher (A Woman's Face, 1941)


Anna Holm é uma chantagista que por causa de uma cicatriz facial, menospreza todos à sua volta. Quando um cirurgião plástico realiza uma operação para corrigir esta deformidade, Anna se divide entre a esperança de começar uma vida nova e um retorno ao seu passado condenável.

10- Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945)


O conhecido bon-vivant Monte Beragon (Zachary Scott) é morto. Logo sua esposa, Mildred Pierce Beragon (Joan Crawford), se mostra muito perturbada, mas isto não a impede de dar a entender para Wally Fay (Jack Carson) que está interessada nele. Como Wally sempre a cortejou, é facilmente levado para a casa de praia dela. Mildred não permite que ele se aproveite da situação e, dizendo que vai mudar de roupa, o deixa só na casa. Quando ele vê que Mildred não responde, considera tudo estranho e tenta achar uma saída, mas o que encontra é o corpo de Beragon. Alguns policiais que estavam fazendo ronda vêem Wally quebrando uma janela, para sair da casa de Mildred. Quando é comunicada da morte do marido, Mildred soube que Bert Pierce (Bruce Bennett), seu 1º marido, é considerado suspeito do assassinato de Monte, o que o faz ser preso. Ela diz que ele não pode ser o assassino, apesar dele ter confessado, pois é uma boa pessoa. Para tentar defendê-lo ela passa a contar parte da história de sua vida, quando a relação entre ela e Bert estava em crise, principalmente por ele estar desempregado e ela ter de fazer bolos, para não deixar faltar nada às filhas Veda (Ann Blyth) e Kay (Jo Ann Marlowe). A primeira era o motivo principal de preocupação de Mildred, que se esforçava para mimá-la, sendo que seu esforço nem sempre era reconhecido. Quando Bert sai de casa a situação se complica, então Mildred arruma emprego como garçonete. Ela aprende rápido e logo abre seu restaurante, que se torna um sucesso. Mildred casa com Monte Beragon, que era o dono do imóvel onde ela montou seu negócio, mas então as coisas começam a dar.

11- Acordes do Coração (Humoresque, 1946)


Paul Boray (John Garfield) é um jovem violinista que se envolve com Helen Wright (Joan Crawford), uma mulher rica, mecenas e alcoólatra. Enquanto se aproveita da situação Paul acaba se tornando caprichoso, já Helen se debate em sentimentos de culpa. No entanto Paul precisa descobrir o que é mais importante para ele: a boa vida ou a música.

12- Precipícios d'Alma (Sudden Fear, 1952)


Lester Blaine (Jack Palance) é um ator em busca do sucesso que, ao tentar o papel numa peça de teatro, é sumariamente recusado pela estrela principal Myra Hudson (Joan Crawford) sob o argumento de que ele não possui o "ar romântico" necessário para o personagem. Arrasado, Blaine decide perseguir a atriz numa viagem de trem de Nova York a São Francisco. Seu objetivo é provar a Myra que ele é sim romântico. E para isso vai justamente tentar conquistá-la. Crawford e Palance foram indicados para o Oscar (a primeira dele na Academia).

13- Johnny Guitar (1954)


Vienna (Joan Crawford), dona de um saloon próximo da ferrovia, tem planos ambiciosos para seu terreno. Emma Small (Mercedes McCambridge), filha de um rico fazendeiro da cidade vizinha, não pretende deixar que ela os realize. Emma é apaixonada por Dancin’ Kid (Scott Brady), que prefere Vienna. Tentando se livrar da inimiga, a herdeira manda seus capangas destruírem o saloon e inicia uma verdadeira guerra, na qual Vienna conta com o luxuoso auxílio de uma importante figura de seu passado: Johnny Guitar (Sterling Hayden).

14- Os Amores Secretos de Eva (Queen Bee, 1955)


Eva, uma socialite sulista, mora com seu marido Avery e cunhada Carol em uma bela mansão na Virgínia. Mas Avery é um homem amargurado por suas decisões, já que há anos desistiu de casar com outra mulher para unir-se a Eva. Também Eve deixou outro homem para casar-se com Avery. Quando sua cunhada anuncia que vai se casar, Eva fará de tudo para impedir.

15- O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962)


Jane Hudson é uma artista que, quando criança, ficou famosa e conhecida como Baby Jane. Depois de um acidente, ela caiu no ostracismo e, já adulta, vive trancafiada na casa que divide com sua irmã Blanche. Destinada a voltar aos palcos, a atriz vai tentar retomar o personagem que a fez famosa - nem que para isso precise passar por cima de algumas pessoas bem próximas.

terça-feira, 22 de março de 2016

Frances, 1982 - Conheça Frances Farmer


Um prato cheio para qualquer amante do cinema clássico, Frances (1982) conta a tumultuada trajetória da atriz Frances Farmer, uma menina espirituosa e ousada que se tornou uma estrela do cinema, mas aos poucos começou a apresentar problemas psicológicos, chegando a ser internada por anos em clínicas psiquiátricas, onde foi submetida a tratamentos radicais. Jessica Lange, no auge da beleza, protagoniza o longa, com uma interpretação impecável. 


Antes de mais nada, é preciso dizer que, embora seja biográfico, o filme possui muitos elementos fictícios no roteiro, o que não significa que sua qualidade diminua por isso. Frances nasceu em Seattle e desde jovem se mostrou bastante ousada, sem medo algum de chocar os mais conservadores com suas ideias e atitudes. Aos dezesseis anos, venceu um concurso com uma redação intitulada God Dies (Deus Morre), ganhando uma certa notoriedade por conta do polêmico tema escolhido. 


Após algum tempo, Frances começa a desenvolver interesse pelo teatro, sonhando em tornar-se uma grande atriz em Nova York. Ao ganhar uma viagem para a União Soviética, a jovem novamente causa alvoroço ao aceitar o convite, já que os soviéticos eram extremamente mal vistos pelos americanos. Com o intuito de desembarcar em Nova York ao retornar e assim começar sua carreira, Frances desafia a mãe e segue viagem. Mas sua chegada tão idealizada aos palcos da cidade não acontece da forma que ela imagina e ela é enviada para Hollywood, para alguns testes.


Frances amava atuar, seu maior objetivo era ser uma atriz, não uma estrela de cinema. Ao contrário de muitas jovens que sonham com a fama, seu intuito era brilhar nos palcos e interpretar personagens com conteúdo. Em Hollywood, tudo o que conseguia eram papéis que exploravam sua beleza física, o que a incomodava profundamente. Frances, acima de tudo, era uma rebelde, gostava de falar o que pensava e desafiar as pessoas, não se importava em desagradar. Mas num mundo de aparências onde os estúdios eram donos dos atores, a atriz começou a causar problemas com seu comportamento independente e explosivo, sendo frequentemente citada em tabloides por conta de seus escândalos. A forte imposição dos estúdios, aliadas às suas decepções amorosas, começaram a fazer Frances recorrer aos remédios e à bebida, além de causar danos psicológicos e reações extremas. Em pouco tempo, a atriz acabou sendo obrigada a ficar internada em instituições para doentes mentais, onde era submetida a tratamentos severos, como choques elétricos. 


 A partir daí, o filme retrata seu período de internação e algumas tentativas de fuga, incluindo a famosa cena onde a atriz é submetida a uma lobotomia.

A Verdadeira Francis Farmer



A verdadeira Frances Farmer e Jessica Lange (Abaixo)

Uma mulher de espírito livre e amante da arte, Frances Farmer não gostava de explorar sua beleza, preferia ser vista por seu talento e personalidade. Não dava importância para festas ou roupas, como as outras estrelas. Sua estreia nas telas foi no filme Privados do Lar (Too Many Parents, 1936).


Alguns outros sucessos de sua carreira incluem: Meu Filho é Meu Rival (Come and Get It, 1936), O Último Romântico (Rhythm on the Range, 1936) e O Ídolo de Nova York (Toast of New York, 1937).


A atriz casou com o ator Leif Erickson em 1936, porém a relação terminou em divórcio, oficializado em 1942.


Frances esteve em cartaz na peça Golden Boy em 1938 e manteve um caso com o dramaturgo Clifford Odets, casado com a também atriz Luise Rainer. Uma dupla decepção a aguardava, pois além do término de seu relacionamento, já que Odets não tinha intenção de deixar a esposa, a atriz também foi substituída no papel principal da peça, durante as apresentações do grupo de teatro em Londres.

Nota sobre a peça

Clifford Odets e a esposa Luise Rainer

Em 1942, Frances foi parada pela polícia por dirigir com farol alto, pois na época havia uma zona de blackout, onde não deveria haver muita iluminação por conta da Guerra, para evitar que aviões inimigos identificassem áreas de ataque. Por estar embriagada, ela desacatou o policial e foi incapaz de apresentar sua carteira de motorista. Após pagar parte do valor da multa, foi liberada em condicional, porém seus problemas com a lei ainda não haviam acabado.


Jornal da época, via

A atriz não pagou o restante da multa e quase simultaneamente foi denunciada por uma cabeleireira do estúdio por agressão, o que acabou acarretando em um mandato de prisão. Na manhã seguinte, em sua audição, Frances se comportou de maneira agressiva, acusando os policiais de violarem seus direitos civis e atirando um tinteiro na direção do juiz, fazendo com que fosse condenada a 180 dias de reclusão. Assim como retratado no longa, Frances novamente se descontrolou, agredindo policiais e tentando ligar para seu advogado de um telefone público, logo sendo contida.

Cena do filme



Fotos reais da atriz na prisão

Os jornais fizeram uma cobertura ampla e sensacionalista sobre o ocorrido, abalando sua imagem pública:




Jornais da época, via

Frances acabou sendo transferida para a ala psiquiátrica de um hospital em Los Angeles e começava aí a parte mais marcante e conhecida de sua trajetória. A atriz foi submetida a diversos tratamentos radicais, comuns na época para tratar pessoas consideradas doentes mentais, como choques elétricos, injeções de insulina e banhos de gelo. Segundo seus próprios relatos, ela sofreu diversos maus- tratos durante sua internação, incluindo abuso sexual por parte de médicos e enfermeiros. Ela descreveu este período como um terror insuportável. 



Frances é, possivelmente, o caso mais conhecido de um paciente submetido à lobotomia, porém há diversas controvérsias sobre o assunto. No filme, a atriz é retratada sofrendo o invasivo processo, muito comum na época. O procedimento cirúrgico causa uma baixa reatividade emocional e era usado em pessoas que apresentavam sintomas fortes de depressão, comportamento violento, dentre outras coisas, mas sua eficácia nunca foi comprovada. Existem diversas teorias sobre a atriz ter sido ou não lobotomizada. Alguns dizem que não há nenhum registro sobre a intervenção cirúrgica ter sido realizada na atriz, porém há quem defenda que ela foi sim submetida a tal tratamento. O principal argumento utilizado, é que teria sido realizada uma técnica inovadora até então, chamada transorbital, menos invasiva do que a técnica que era geralmente utilizada, denominada pré-frontal, que acarretava uma profunda apatia no paciente. 

Imagem que muitos afirmam ser da atriz sofrendo a intervenção cirúrgica

Em 1950, ela foi liberada e considerada curada, porém há diversas alegações de que ela jamais foi a mesma, tendo perdido a essência de sua personalidade, principal ponto para os que acreditam na teoria de que tenha havido a lobotomia. Passou a trabalhar em hotéis, sem ser reconhecida, e em 1957 encontrou  Leland C. Mikesell, um promotor de programas de rádio, que providenciou para que ela fosse entrevistada para um artigo, renovando o interesse do público e do mundo do entretenimento. Apareceu na Modern Screen e nos programas The Ed Sullivan Show e This Is Your Life, onde desmentiu os boatos sensacionalistas sobre sua vida.


Chegou a fazer ainda alguns trabalhos como atriz, mas sem muito sucesso. De 1958 até 1964, apresentou o programa Presentes Frances Farmer, em Indianapolis. A atriz faleceu em 1970, aos 56 anos. 

Frances Farmer e Jessica Lange

Curiosidades:

Diversas atrizes estiveram cotadas para o papel, como Anne Archer , Susan Blakely , Blythe Danner , Susan Dey , Patty Duke , Mia Farrow , Sally Field , Jane Fonda , Goldie Hawn , Diane Keaton , Liza Minnelli , Susan Sarandon , Cybill Shepherd , Sissy Spacek , Meryl Streep , Natalie Wood e Tuesday Weld, mas a iniciante Jessica Lange acabou ganhando a disputa. A atriz foi indicada ao Oscar por seu desempenho, perdendo para Meryl Streep, por A Escolha de Sofia. No mesmo ano, concorreu também na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante e venceu, por sua atuação em Tootsie. Além dela, apenas Meryl Streep e Cate Blanchett tiveram a honra de serem indicadas em duas categorias diferentes no mesmo ano. 

Jessica e Meryl, 1983

Jessica Lange e Sam Shepard, seu par romântico no longa, se conheceram durante a produção e iniciaram um relacionamento amoroso, que durou até 2009. Os dois nunca se casaram oficialmente e tiveram juntos dois filhos.


O líder da banda Nirvana, Kurt Cobain era um fã da atriz Frances Farmer, chegando a escrever a canção ' Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle'. A filha do cantor com Courtney Love recebeu o nome de  Frances Bean Cobain. Embora alguns afirmem que o nome foi dado em homenagem à atriz, a versão oficial é que a inspiração foi a cantora Frances McKee.


O personagem Harry, vivido por Sam Shepard, foi inspirado no político Stewart Jacobson, que afirmou ter sido amante de Frances. Pessoas próximas à atriz, no entanto, afirmam que os dois nunca se conheceram pessoalmente. Outra relação retratada no filme que não corresponde ao que realmente aconteceu, é a de Frances com sua mãe, que é uma espécie de vilã no longa. Na vida real, as duas tinham uma relação difícil, mas não da forma abordada. 



Outro fato interessante é a pequena participação dos atores Kevin Costner e Anjelica Huston.


Lançamento do filme no Brasil:

A Obras-Primas do Cinema traz para o Brasil essa excelente biografia sobre uma atriz enigmática e imprevisível, infelizmente mais lembrada por seus problemas pessoais do que por sua carreira. Vale a pena conhecer um pouco mais de sua história e ter a chance de se encantar por esta mulher à frente de seu tempo que, acima de tudo, ousou ter personalidade e pensar, em uma época em que essas características não eram bem vistas. Uma oportunidade também de ver um dos maiores desempenhos da carreira da maravilhosa Jessica Lange. O dvd possui o excelente documentário Relembrando Frances (31 Min.), que fala sobre o filme e sobre a própria atriz. Você pode comprar nas melhores lojas do ramo, clicando aqui ou aqui.

sábado, 19 de março de 2016

20 filmes famosos dirigidos por mulheres

Numa profissão geralmente dominada pelos homens, veja alguns filmes famosos que muitos não sabem que foram dirigidos por mulheres:


1- Quero Ser Grande (Big, 1988) - Direção: Penny Marshall



Em um passeio num parque de diversões Josh (David Moscow) acaba barrado na montanha-russa. Revoltado, ele pede à máquina dos desejos para ser grande. No dia seguinte o pedido foi realizado e a mãe o expulsa de casa, pois não conhece aquele estranho de trinta anos (Tom Hanks). Josh, porém, continua sendo apenas uma criança e agora precisa aprender a se relacionar no mundo dos adultos.

2- As Pequenas Margaridas (Sedmikrásky, 1966) - Direção: Vera Chytilova


Duas ousadas adolescentes, ambas de nome Marie (Ivana Karbanová e Jitka Cerhová), reconhecem o caos em que se encontra o mundo e decidem colocar em prática uma série de travessuras de apelo destrutivo.


3- Tempo de Despertar (Awakenings, 1990) - Direção: Penny Marshall


Bronx, 1969. Malcolm Sayer (Robin Williams) é um neurologista que conseguiu emprego em um hospital psiquiátrico. Lá ele encontra vários pacientes que aparentemente estão catatônicos, mas Sayer sente que eles estão só "adormecidos" e que se forem medicados da maneira certa poderão ser despertados. Assim pesquisa bem o assunto e chega à conclusão de que a L-DOPA, uma nova droga que já estava sendo usada para pacientes com o Mal de Parkinson, deve ser o medicamento ideal para este casos. No entanto, ao levar o assunto para o diretor, ele autoriza que apenas um paciente seja submetido ao tratamento. Imediatamente Sayer escolhe Leonard Lowe (Robert De Niro), que há décadas estava "adormecido". Gradualmente Lowe se recupera e isto encoraja Sayer em administrar L-DOPA nos outros pacientes, sob sua supervisão. Logo os pacientes mostram sinais de melhora e também mostram-se ansiosos em recuperar o tempo perdido. Mas, infelizmente, Lowe começa a apresentar estranhos e perigosos efeitos colaterais.

4- Yentl (1983) - Direção: Barbra Streisand


Uma jovem mulher judia (Barbra Streisand), na Europa Ocidental da virada do século, se traveste de homem para entrar na sua formação religiosa e poder aprender os ensinamentos de Talmud, um privilégio masculino.

5- Orlando - A Mulher Imortal (Orlando, 1992) - Direção: Sally Potter


O nobre Orlando (Tilda Swinton) é condenado pela Rainha Elizabeth I (Quentin Crisp) a permanecer eternamente jovem. A maldição se cumpre e Orlando atravessa os séculos experimentando vidas, parceiros, sentimentos e mudanças de gênero.

6- Ela é o Diabo (She-Devil, 1989) - Direção: Susan Seidelman


Mary Fisher (Meryl Streep) é uma escritora de sucesso que escreve romances de segunda categoria. Uma noite em um jantar elegante Ruth (Roseanne Barr), a desalinhada esposa de Bob (Ed Begley Jr.), acidentalmente derrama vinho sobre o belo vestido rosa de Mary. Bob corre para ajudar Mary, eles olham um no olho do outro e sentem desejo à primeira vista. Após uns poucos encontros clandestinos, Bob abandona Ruth e seus dois filhos para morar à beira-mar no palacete de Mary. Em virtude disto Ruth decide se vingar. Ela deixa os filhos com Bob e, ajudada por outras mulheres que foram humilhadas, incluindo a mãe de Ruth (Sylvia Miles), Hopper (Linda Hunt), a assistente de uma casa de repouso, e Olivia (Maria Pitillo), uma secretária que não é muito brilhante. Ruth está decidida em destruir a vida de Bob, sendo chamada de demoníaca por ele. Ruth interpreta o papel com todo o vigor, primeiro destruindo a vida particular de Bob, depois sua carreira e então a liberdade dele. Quando Bob não tem mais nada, ela continua a persegui-lo.

7- O Piano (The Piano, 1993) - Direção: Jane Campion


Na época vitoriana, quando a Nova Zelândia estava há pouco tempo sendo colonizada, para lá se muda Ada McGrath (Holly Hunter), um mulher que quando tinha seis anos de idade resolveu parar de falar. Ela vai na companhia de sua filha, Flora (Anna Paquin). O motivo de ter ido para lá é que Ada se casou com Stewart (Sam Neill) em um casamento arranjado, já que ela nem conhecia seu noivo. Ada imediatamente antipatiza com Stewart quando ele se recusa a transportar seu amado piano. Stewart negocia o instrumento e o passa para George Baines (Harvey Keitel), um administrador da região. Atraído por Ada, Baines concorda em devolver o piano em troca de algumas lições no instrumento, que Ada daria para ele. Mas estas "aulas" se tornam encontros sexuais cada vez mais intensos, onde Baines pagava Ada com uma ou mais teclas do piano, sendo que o pagamento estava relacionado à intensidade de intimidade proporcionada. Porém, logo esta situação sai do controle, gerando trágicas conseqüências.

8- Adoráveis Mulheres (Little Women, 1994) - Direção: Gillian Armstrong


Durante a Guerra Civil, uma mãe com 4 filhas passa por graves problemas finaceiros, enquanto o marido está na frente de batalha. A mais intelectualizada das irmãs, que sonha ser escritora, é cortejada por um rico vizinho, mas quando este se declara ela o rejeita e vai morar em Nova York, onde se envolve com um professor. Mas quando chega a notícia de que o estado de saúde de uma de suas irmãs piorou consideravelmente, ela retorna para casa.

9- O Espelho Tem Duas Faces (The Mirror Has Two Faces, 1996) - Direção: Barbra Streisand


Dois professores da Columbia University sentem-se solitários, pois não conseguiram se envolver com quem eles queriam. Ele, Gregory Larkin (Jeff Bridges), é um professor de matemática extremamente introvertido e que ainda idolatra Candy (Elle Macpherson), a antiga namorada que o trocou por outro. Ela, Rose Morgan (Barbra Streisand), é uma professora de literatura muito comunicativa, que viu sua grande paixão, Alex (Pierce Brosnan), se casar com Claire (Mimi Rogers), sua irmã. Ao ver o anúncio de Gregory em um correio sentimental, ela decide responder como se fosse apenas Rose, já que ambos pertencem a mesma universidade. Após alguns encontros totalmente platônicos Gregory pede Rose em casamento, mas decidem ter um união baseada apenas nas suas preferências intelectuais e totalmente desprovida de sexo. No início ela consegue suportar tal situação, mas com o tempo a relação entra em crise e ela decide se produzir, para conquistar realmente seu marido e ter um casamento de fato e não apenas de direito.

10- O Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989) - Direção: Mary Lambert


Recentemente os Creeds se mudaram para uma nova casa nos arredores de Chicago. A casa é perfeita, exceto por duas coisas: os reboques, que vivem fazendo barulho na estrada, e o misterioso cemitério no bosque atrás da casa. Os vizinhos dos Creeds estão relutantes em falar sobre o cemitério e eles tem um bom motivo para tal comportamento. Gradativamente o casal toma conhecimento da verdade e ficam chocados ao saberem do perigo que seus filhos correm. Quando o gato da família morre atropelado, eles o enterram em um cemitério índio que tem o poder de ressuscitar o que for deixado naquele terreno, mas as conseqüências são inimagináveis.

11- Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011) - Direção: Lynne Ramsay



Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

12- Caçadores de Emoção (Point Break, 1991) - Direção: Kathryn Bigelow



Em uma cidade costeira da Califórnia atua uma gangue de ladrões de banco que se autodenomina "Os Ex-Presidentes", pois cometem seus assaltos usando as máscaras de Reagan, Carter, Nixon e Johnson. O F.B.I. acredita que os membros da quadrilha possam ser surfistas e manda para lá um jovem agente disfarçado, Johnny Utah (Keanu Reeves), que tem como missão se infiltrar entre os surfistas e obter informações. Para isto ele precisa aprender a surfar, algo que seu chefe não gosta muito. Com o auxílio de Angelo Pappas (Gary Busey), outro agente, Johnny chega a uma comunidade de surfistas onde os dois se infiltram, desconfiados que o autor dos assaltos está ali. Lá ele conhece Bodhi (Patrick Swayze), um homem místico e muito inteligente, que começa a mostrar a Johnny uma maneira diferente de ver o mundo.

13- Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993) - Direção: Nora Ephron


Viúvo há um ano e meio, Sam Baldwin (Tom Hanks) não consegue esconder de seu pequeno filho Jonah (Ross Malinger) a tristeza pela qual está passando. Preocupado, Jonah participa de um programa de rádio chamado "Sleepless in Seattle", por telefone, dizendo que gostaria de arrumar uma namorada para o pai. Muito longe dali está Annie Reed (Meg Ryan) que, viajando de carro, ouve o desabafo de Sam e acaba se apaixonando por ele.

14- Frida (2002) - Direção: Julie Taymor


Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ele teve um agitado casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush), além de várias outras mulheres.

15- Psicopata Americano (American Psycho, 2000) - Direção: Mary Harron


Patrick Bateman (Christian Bale) jovem, branco, bonito e sem nada que o diferencie de seus colegas de Wall Street. Protegido pela conformidade, privilégio e riqueza, Bateman também um serial killer, que vaga livremente e sem receios em busca de uma nova vítima. Seus impulsos assassinos são abastecidos por um zeloso materialismo e uma inveja torturante quando ele encontra alguém que possui mais do que ele. Após um colega dar-lhe um cartão de visitas melhor que o seu em tinta e papel, a sede de sangue de Bateman surge e ele aumenta ainda mais suas atividades homicidas, tornando-se um perigoso e violento psicopata.

16- Mentes Que Brilham (Little Man Tate, 1991) - Direção: Jodie Foster


Aos sete anos Fred Tate (Adam Hann-Byrd) demonstra ter talentos extremamente precoces, se destacando em áreas distintas como matemática e artes. Ele tem consciência de seu dom, da mesma forma que conhece a responsabilidade que ele lhe traz. Dede Tate (Jodie Foster), sua mãe, trabalha como garçonete em um restaurante chinês e luta para que o filho tenha uma vida normal. O maior medo de Dede é que Fred seja visto como alguém anormal, devido aos seus talentos. Só que, ao tentar lhe dar uma educação normal, Dede também limita seu potencial.

17- Alguém Tem Que Ceder (Something's Gotta Give, 2003) - Direção: Nancy Meyers


Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para visitá-la. Lá Harry sofre uma parada cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Erica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry.

18- Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003) - Direção: Sofia Coppola


Bob Harris (Bill Murray) é uma estrela de cinema, que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque. Charlotte (Scarlett Johansson), por sua vez, está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic (Giovanni Ribisi) que a deixa sozinha o tempo todo. Sofrendo com o horário, Bob e Charlotte não conseguem dormir. Eles se encontram, por acaso, no bar de um hotel de luxo, e em pouco tempo tornam-se grandes amigos. Resolvem então partir pela cidade juntos. A eles junta-se uma jovem atriz chamada Kelly (Anna Faris), com quem vão viver algumas aventuras pela cidade de Tóquio.

19- Meninos Não Choram (Boys Don't Cry, 1999) - Direção: Kimberly Peirce


Saiba como Teena Brandon se tornou Brandon Teena e passou a reivindicar uma nova identidade, masculina, numa cidade rural de Falls City, Nebraska. Brandon inicialmente consegue criar uma imagem masculinizada de si mesma, se apaixonando pela garota com quem sai, Lana, e se tornando amigo de John e Tom. Entretanto, quando a identidade sexual de Brandon vem público, a revelação ativa uma espiral crescente de violência na cidade.

20- Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2010) - Direção: Kathryn Bigelow


JT Sanborn (Anthony Mackie), Brian Geraghty (Owen Eldridge) e Matt Thompson (Guy Pearce) integram o esquadrão anti-bombas do exército americano, em ação em pleno Iraque. Eles trabalham na destruição de um explosivo, fazendo com que seja detonado sem que atinja alguém. Entretanto, um erro faz com que o artefato exploda e mate Thompson. Em seu lugar é enviado o sargento William James (Jeremy Renner), que possui grande sangue frio em ação. Isto gera alguns desentendimentos com Sanborn, que o considera irresponsável. Apesar disto, o trio segue na ativa, tendo consciência de que cada dia concluído de trabalho é um dia a mais de vida.