sexta-feira, 26 de maio de 2017

10 filmes com Rita Hayworth


A ruiva mais famosa do cinema hipnotizou gerações ao tirar apenas uma luva, dançou com Fred Astaire e Gene Kelly e foi a rainha da Columbia durante a década de 40. Confira abaixo 10 dos trabalhos mais importantes de Rita Hayworth:

1- Sangue e Areia ( Blood and Sand, 1941)


Juan (Tyrone Power) filho de um toureiro famoso, tenta recapturar a glória de sua família. Uma vez graduado com o nível máximo, Juan logo se torna o maior toureiro da Espanha, e retorna para casa para casar com Carmen (Linda Darnell), sua paixão de infância. Mas quando Juan encontra Dona Sol (Rita Hayworth), uma linda e apaixonante aristocrata, ele sucumbe a suas tentações, dividindo-o entre sua apaixonada esposa e a inescrupulosa aristocrata.

2- Minha Namorada Favorita (My Gal Sal, 1942)


Cansado da rotina, o músico Paul Dresser sai de casa determinado a entrar no mundo do entretenimento. Ao conhecer a bela Sally, se apaixona por ela e compõe uma canção que se torna sucesso na voz de sua amada.

3- Bonita Como Nunca (You Were Never Lovelier, 1942)


Magnata argentino do ramo hoteleiro quer casar a bela filha primogênita com homem de sua escolha. Mas o plano vai por água abaixo quando ela se apaixona por dançarino americano desempregado.

4- Modelos (Cover Girl, 1944)


Uma dançarina de uma discoteca do bairro norte americano do Brooklyn ganha um concurso para posar para a capa de uma famosa revista, sem saber que o dono da mesma tinha sido apaixonado pela sua avó. A sua vida de repente muda e ela começa a integrar-se na alta sociedade, sendo cortejada por um homem rico que mais tarde pede-a em casamento. Encantada com todo o glamour que a cerca, ela esquece quem realmente ama.

5- Gilda (1946)


Depois de ser surpreendido trapaceando num jogo em Buenos Aires, Farrell consegue se tornar o braço direito de Mundson, o poderoso dono do cassino. Quando Mundson apresenta a Farrell sua esposa Gilda, ele descobre que os dois têm um passado em comum.

6- A Dama de Shanghai (The Lady from Shanghai, 1947)


Michael O'Hara é um marinheiro que é contratado para trabalhar no iate do marido aleijado da bela Elsa Bannister durante uma viagem que o casal fará. Ele acaba envolvido numa perigosa trama de intriga e crime.

7- Carmen (The Loves of Carmen, 1948)


Quando o jovem soldado Don José se apaixona pela cigana Carmen, ele não percebe que a moça namora vários, inclusive o coronel, superior dele. Depois de encontrar o coronel no quarto de Carmen, Don José o mata e foge com a moça para a cova dos ladrões, sob o comando do marido cigano de Carmen. Embora enojado pelo código moral dos ciganos, Don José não consegue se libertar da bela traiçoeira.

8- Salomé (1953)


A princesa Salomé, filha do Rei Herodes da Galileia, retorna ao reino do pai após se apaixonar pelo comandante do exército. A malvada Herodíade, mãe de Salomé, planeja usar a dança da filha para que o profeta João Batista seja condenado e decapitado.

9- A Mulher de Satã (Miss Sadie Thompson, 1953)


Sadie Thompson (Rita Hayworth) é uma mulher sensual que vive na base militar americana da Ilha de Samoa. A sua vida muda radicalmente quando conhece o padre Davidson (José Ferrer), um sacerdote hipócrita que lhe faz a vida num inferno tentando desvendar o passado de Sadie...

10- Meus Dois Carinhos (Pal Joey, 1957)


Joey Evans é um cantor de segunda categoria charmoso e mulherengo, cujo grande sonho é abrir sua própria casa noturna. Apesar de ser apaixonado pela corista Linda English, ele flerta com uma viúva rica para convencê-la a financiar o negócio.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

10 mitos sobre astros de Hollywood

Em tempos de redes sociais, como o facebook, todos os dias milhares de pessoas compartilham e ajudam a espalhar notícias falsas como se fossem fatos reais e verificados. Antigamente isso não era muito diferente, porém acontecia através de revistas de fofoca e do popular boca a boca. Me faz lembrar uma brincadeira infantil, chamada 'telefone sem fio', onde uma pessoa elabora uma frase e vai repassando para o colega do lado, até que o último da fila precisa dizer em voz alta o que lhe foi passado. É raro a mensagem não chegar completamente distorcida. Se esse tipo de situação acontece com pessoas anônimas, imagina com os famosos, certo? Confira abaixo 10 dos maiores mitos sobre os astros e estrelas:

1- O QI de Marilyn Monroe era maior do que o de Albert Einstein


O contraste entre duas das maiores personalidades do século XX é tão evidente que acaba sendo perfeitamente natural que tenha despertado a fantasia do público. A atriz, símbolo de beleza e sensualidade, sofria com o estigma de loira burra, enquanto o físico era uma das mentes mais brilhantes de nossa história, mas não tinha uma estética tão privilegiada. Desde a década de 50, já se especulava como seria um filho do casal imaginário, com a inteligência dele e os atributos da diva. Boatos de que os dois tiveram um caso ou que passaram uma noite juntos, também são bastante frequentes, porém nada que possa ser comprovado, já que não há nenhum tipo de evidência de que eles tenham ao menos se conhecido pessoalmente.

Dentre todos os rumores sobre a dupla, o mais recorrente é, sem dúvida, sobre o QI da loira, que seria superior não só ao de Albert Einstein. como também ao de Stephen Hawking e Bill Gates. Em uma rápida pesquisa pelo Google, você encontrará diversos sites e blogs propagando tal informação, alguns noticiando o resultado do quociente de inteligência da atriz como 168 e outros como 163. No entanto, esse dado é FALSO. Não existe nenhuma fonte realmente confiável ou algum tipo de prova verificada que ateste a veracidade deste 'fato'. Sabe-se que Marilyn, ao contrário do rótulo que recebeu, era uma mulher inteligente e bastante esforçada, que buscava sempre aprender e tinha um gosto literário apurado. Inclusive já escrevi sobre a impressionante biblioteca dela, que continha mais de 400 títulos. Porém, apesar de seu intelecto, não há indícios de que a bela fosse de fato um gênio como Albert Einstein. 

A atração exercida por essas duas figuras opostas e a suposta inteligência superior da diva foi tema do filme Malícia Atômica / Einstein & Marilyn: O Encontro do Século (Insignificance, 1985), com Theresa Russell interpretando a personagem inspirada em Marilyn e Michael Emil encarnando Einstein. Abaixo, um trechinho do longa, onde a atriz explica a teoria da relatividade ao físico:


2- Marilyn Monroe e Elvis Presley tiveram uma tórrida noite de amor


Não existe nenhuma evidência concreta de que os dois maiores ícones do show business americano tenham se encontrado alguma vez. É ainda mais compreensível do que no caso citado acima, que Marilyn e Elvis atraíam a fantasia do público a respeito de um romance entre eles, afinal os dois eram lindos e extremamente famosos. Além disso, é de conhecimento geral que Elvis vivia cercado de belas mulheres, e a atriz era considerada uma deusa do sexo. Logo, um relacionamento entre eles seria um sonho para os fãs de ambos, uma espécie de 'encontro do século'. Apesar de haver relatos detalhados sobre a suposta noite de luxúria clandestina dos dois, que teria sido arranjada pelo empresário do cantor, tudo não passa de mera ficção. Não há nenhuma prova real de tal reunião. Para confortar o coração dos admiradores do casal, podem ser encontradas inúmeras montagens dos dois na internet, como a imagem que ilustra este tópico.

3- Jayne Mansfield foi decapitada 


Jayne Mansfield alcançou o sucesso nos anos 50, como a sósia  mais famosa de Marilyn Monroe. Tendo como maior êxito em sua carreira o filme Sabes o Que Quero (The Girl Can't Help It, 1956), a loira chegou a ganhar um Globo de Ouro na extinta categoria de 'atriz revelação' e trabalhou ao lado de grandes nomes, como Cary Grant, no longa O Beijo da Despedida (Kiss Them for Me, 1957). Seu palácio cor de rosa e seu casamento com o Mr Universo Mickey Hargitay também contribuíram para aumentar sua fama. Com a morte precoce de Marilyn Monroe, o público começou a considerar de mau gosto a paródia da atriz que Jayne Mansfield representava e assim sua carreira começou a entrar em declínio. Para continuar na mídia, ela acabou se submetendo a atuar em obras de segunda categoria que exploravam sua sexualidade, como Promises! Promises! (1963), que teve uma péssima recepção de público e crítica. Foi durante uma viagem de carro, com destino a Nova Orleans, onde apareceria em um programa tv, que o acidente que tirou sua vida ocorreu. O veículo usado pela atriz, junto de seu advogado e então namorado, seu motorista e três de seus cinco filhos, chocou-se contra um caminhão, sendo fatal para os três adultos presentes. As crianças sofreram apenas escoriações leves. Sempre com visual exuberante, a atriz fazia uso de diversas perucas, especialmente na década de 60. Com o impacto da batida, a cabeleira falsa da atriz saiu de sua cabeça, dando uma impressão ilusória e fazendo com que as primeiras pessoas que chegaram ao local espalhassem para a imprensa que Jayne havia sido decapitada, fato já esclarecido pela própria filha da loira.

4- Greta Garbo era homem


Um dos nomes mais famosos e requisitados de sua época, Greta Garbo era uma atriz pouco convencional. Ao contrário dos demais astros e estrelas, que buscavam cada vez mais reconhecimento do público, a diva sueca tentava a todo custo fugir dos holofotes, tendo concedido pouquíssimas entrevistas ao longo da vida. No auge da fama, em 1941, ela protagonizou seu último filme, Duas Vezes Meu (Two-Faced Woman), decidindo se afastar definitivamente do cinema e viver da maneira reclusa. Ao se esquivar do estrelado, Garbo provavelmente aguçou ainda mais o interesse das pessoas, aumentando os mitos que a cercavam. Embora fosse uma mulher linda, a atriz muitas vezes adotava um visual andrógino, o que adicionado ao seu interesse por homens e mulheres e pela falta de informações do público ao seu respeito, fez com que começasse a surgir o boato de que ela na realidade seria ele. Isso mesmo! Durante muito tempo, várias pessoas acreditaram que Greta Garbo era transexual e havia nascido do sexo masculino, o que obviamente não é verdade. Batizada originalmente Greta Lovisa Gustafsson, ela era de fato uma mulher, como suas fotos de infância podem comprovar. A atriz Capucine, nascida Germaine Lefebvre, era outra que acabou ficando com o estigma de ter trocado de sexo, por conta de suas feições marcantes.


Fotos de Garbo na infância

5- Shirley Temple era uma anã

Durante os meados da década de 30, Shirley Temple foi campeã absoluta de bilheteria e o grande trunfo da 20th Century Fox. Mas nem a atriz mirim conseguiu escapar de boatos maldosos que afirmavam que ela era, na realidade, uma anã de 30 anos que fingia ser uma criança prodígio. O fato da pequena estar sempre com todos os seus dentes, ao contrário de qualquer criança normal, que nesta fase começa a trocar a dentição, era a principal prova dos defensores da teoria. A verdade é que o estúdio fazia de tudo para Shirley estar sempre perfeita e arrumava para que seu sorriso estivesse sempre completo, assim como os indefectíveis cachinhos, que muitos acreditavam ser peruca.

6- James Dean está vivo


O falecimento precoce do astro mais promissor dos anos 50, chocou o público da época e transformou o jovem ator em um ícone. Mas, como não poderia deixar de ser, lendas urbanas começaram a surgir, afirmando que ele teria forjado a própria morte e vive anonimamente até os dias de hoje como um simpático velhinho. Segundo as teorias, o astro estaria no banco do passageiro e teria sobrevivido com ferimentos leves, mas preferiu fingir que o acidente foi fatal. Outros afirmam que mesmo dirigindo o carro, ele teve apenas algumas escoriações. Há pessoas que vão além e juram ter visto o ator entrando em táxis e andando por cidades dos Estados Unidos. Esse tipo de teoria da conspiração não é nenhuma novidade e ocorre com diversas outras celebridades, como Elvis Presley, Michael Jackson e Paul Walker. Não podemos esquecer também da famosa história de que Paul McCartney teria morrido em um acidente e sido substituído por um sósia.

Em forma de homenagem, foi feito um comercial imaginando como teria sido se a vida de James Dean não tivesse sido interrompida tão cedo:


7- Carmen Miranda era careca


A artista, que nasceu em Portugal e foi criada no Brasil, fez um enorme sucesso em Hollywood com seu estilo único e exuberante. Com figurinos exóticos e sua alegria contagiante, ela tinha como marca registrada os turbantes e chapéus enfeitados com frutas que roubavam a cena onde quer que ela estivesse. As madeixas da atriz e cantora começaram a se tornar alvo de curiosidade e especulações, já que nunca eram vistas. A própria Carmen esclareceu a questão em uma entrevista concedida em 1948, onde fala que seus cabelos são tingidos, mas são realmente dela.


8- Shirley Eaton morreu durante as filmagens de Goldfinger


No longa 007 Contra Goldfinger, de 1964, a atriz Shirley Eaton interpreta uma das Bond girls, que acaba sendo assassinada pelo vilão e tendo todo seu corpo pintado com tinta dourada. Embora pareça bastante idiota nos dias de hoje, na época acreditava-se que a pele do corpo humano também ajudava a absorver o oxigênio necessário para nos manter vivos, e com toda a tinta em seu corpo, a bela jovem teria sido asfixiada durante as filmagens. Como Shirley apareceu em diversos outros trabalhos posteriores, muitos afirmavam que quem teria feito a cena e morrido seria uma dublê, no entanto as imagens mostram que quem de fato participa da sequência é a própria atriz, Além do mais, o fato de ter o corpo pintado com tinta comum não poderia ser considerado fatal, já que utilizamos o nariz e a boca para respirar.

A atriz tendo seu corpo pintado

9- Stanley Kibrick ajudou a NASA a forjar a chegada do homem à lua

Foto dos bastidores de 2001: Uma Odisseia no espaço

Nos anos 60, EUA e União Soviética disputavam a superioridade e o controle na famosa corrida espacial. Em 1969, através do Projeto Apollo, coordenado pela NASA, a Apollo 11, tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins finalmente pousou na lua. O acontecimento histórico foi televisionado para todo o planeta e milhões de pessoas viram a supremacia americana ser consolidada.


No entanto, há diversas teorias de conspiração que afirmam que a chegada do homem à lua não passa de uma farsa do governo americano para enganar o mundo após a União Soviética dar um enorme passo à frente enviando pela primeira vez um homem, o astronauta Iuri Gagarin, ao espaço, em 1961. Segundo as afirmações, o projeto de falsificação teria sido dirigido por Stanley Kubrick e patrocinado por Walt Disney. Kubrick teria atraído o interesse do governo após a estréia de seu filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, em 1968. Uma das provas dos defensores da ideia é uma foto onde um homem, que supostamente seria Kubrick, aparece agachado durante um treinamento na NASA. Podemos ver claramente pelas imagens que não se trata do diretor.



Há também um vídeo onde Stanley Kubrick, pouco antes de morrer, confessa sua participação no esquema de falsificação. No entanto, já foi provado que a pessoa no vídeo era um sósia, que sequer era muito parecido com o cineasta. Bem, essa é apenas uma versão resumida da história, que é bem longa, mas caso você queira saber mais, existem milhares de sites e blogs falando sobre o assunto, com uma sessão da Wikipédia, assim como o site A Fraude do Século.

10- Max Schreck era um vampiro de verdade


Um maiores clássicos do Expressionismo Alemão, Nosferatu, de 1922, traz para as telas a primeira adaptação do clássico Drácula, escrito por Bram Stoker. Tendo os direitos pela obra negados pela família do escritor, coube aos produtores modificarem os nomes dos personagens principais e alguns pontos no roteiro para evitar problemas. O protagonista do longa foi o ator Max Schreck, que foi devidamente maquiado para o papel. Pouco se sabe sobre a vida particular de Schreck, mas logo começaram a surgir boatos de que ele seria realmente um vampiro e que havia concordado em atuar no filme devido a um acordo com o diretor F. W. Murnau, que lhe permitiria drenar o sangue dos atores do elenco. principalmente o de sua co-estrela Greta Schroeder durante a cena final. Obviamente, tudo não passava de uma invenção, que serviu muito bem como uma bela promoção para o filme. A grande maioria do elenco teve uma vida longa, com exceção do próprio Max Shreck e do diretor F. W. Murnau, que morreram respectivamente em 1936 e 1931. Além de inspirar um dos vilões do Batman, Maximillian "Max" Shreck, interpretado por Christopher Walken em 'Batman: O Retorno' (1992), a história por traz da lenda virou um filme intitulado A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire, 2000), com Willem Dafoe como Max Schreck e John Malkovich como F.W. Murna.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Errado Pra Cachorro (Who's Minding the Store?, 1963)


Em 1963, Jerry Lewis estava no auge de sua carreira. Um dos astros mais populares de sua época, ele havia acabado de estrelar e dirigir seu maior êxito, o longa O Professor Aloprado (The Nutty Professor), uma paródia da história clássica de O Médico e o Monstro. Foi neste mesmo ano que o comediante encarnou o atrapalhado Norman Phiffier, um jovem de 26 anos que se aventura em qualquer emprego que lhe ofereçam, pois sabe que seus talentos são bastante limitados. Mesmo sendo um desastre quando se trata de manter as coisas em ordem, o bom coração do rapaz e sua indefectível moral acabam conquistando a bela e milionária Barbara Tuttle. A moça, por sua vez, luta pela própria independência, longe das interferências de sua mãe e do olhar ganancioso dos homens que a cortejam apenas por seu dinheiro. Para isso, ela trabalha incógnita em uma das lojas da família e mantém sua condição financeira em segredo.


Quem não fica nada satisfeita com o romance é Phoebe Tuttle, a mãe da jovem, que por tentar controlar a vida da filha, acabou afastando-a de seu convívio. Para tentar terminar com o namoro dos dois, ela decide contratar Norman para trabalhar em uma de suas enormes lojas de departamento. Sabendo do histórico de demissões de seu indesejado genro, ela planeja dificultar ao máximo a vida de seu novo funcionário, para que Barbara perceba a inferioridade do rapaz. Não que fosse necessário muito esforço para que Norman fizesse alguma trapalhada mas, a mando de sua chefe, o ambicioso gerente da loja o encarrega sempre das piores funções que sua criatividade pode elaborar. Ao contrário de sua esposa, o presidente da empresa, o desmotivado Sr. Tuttle simpatiza de imediato com o namorado da filha. 


Tentando se adequar em algum setor, Norman trabalha como pintor, demonstrador e vendedor dos mais variados tipos de produtos, que vão de sapatos a comidas exóticas, garantindo gargalhadas em alguns dos momentos mais hilários de sua carreira. A cena da queima de estoque, assim como a parte em que ele precisa calçar um sapato de número muito menor em uma lutadora são particularmente engraçadas. A sequência da máquina de escrever imaginária, apesar de ser um pouco cansativa, é mais uma prova do talento de Jerry Lewis. O ator, aliás, passou por um momento cômico na vida real quando descobriu que comeu formigas de verdade em uma das cenas em que experimenta um alimento feito com insetos. 


Mesmo arranjando confusão por onde passa, Norman faz com que Barbara fique cada vez mais apaixonada ao ver o quanto o rapaz se esforça para fazer seu melhor. Ele faz planos para casar-se com a moça o quanto antes, juntando cada centavo para alcançar seu objetivo. Embora seja humilde, ele também mostra que tem um lado orgulhoso (e bastante machista), fazendo questão de ser o 'homem da casa' e sustentar sua esposa, sem ter nem ideia da fortuna que sua amada possui. Por outro lado, as ideologias de seu novo amigo inspiram mudanças na personalidade submissa do Sr. Tuttle, que costumar obedecer sempre as ordens de sua esposa. Quando a verdade é finalmente revelada, Norman expõe toda a sua decepção com Barbara e o Sr. Tuttle, voltando para o seu antigo emprego. Mas o final feliz não demora muito para acontecer após um pedido de desculpas bastante persuasivo e encantador.


Os filmes de Jerry Lewis constituem uma das lembranças mais nostálgicas da infância de grande parte dos brasileiros, assim como de pessoas ao redor do mundo. No entanto, muitos consideram que os enredos inocentes e os excessivos maneirismos do ator acabaram ficando datados. De fato, o humor de Lewis é exagerado em muitos momentos, mas acredito que o brilho e os momentos engraçados continuem presentes mesmo quando vistos com o olhar do século XXI. O mesmo não se pode dizer de muitos diálogos presentes em suas obras, sobre a mulher apenas como dona de casa após o casamento e o marido como o rei do lar. Nada que surpreenda muito, levando-se em consideração a época das produções e algumas declarações retrógradas feitas pelo próprio Lewis em entrevistas.


O elenco é cheio de rostos conhecidos, embora muitos deles tenham infelizmente tido oportunidades apenas em papéis coadjuvantes em suas carreiras. Além de Lewis, temos a presença da ex-Bond Girl Jill St. John e a maravilhosa Agnes Moorehead, que esteve em diversos clássicos, mas acabou ficando marcada como a Endora de A Feiticeira; John McGiver, um daqueles atores que você não sabe o nome, mas com certeza já viu o rosto, fez participações em longas como Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961) e Perdidos na Noite (Midnigh Cowboy, 1969), além de aparecer em várias séries como Jeannie é um Gênio (I Dream of Jeannie) e Bonanza; Além deles, temos também Ray Walston, que ficou famoso por protagonizar a série Meu Marciano Favorito (My Favorite Martian). A direção coube a Frank Tashlin, velho parceiro de Jerry Lewis, tendo dirigido diversos outros filmes do ator.

O dvd está finalmente sendo lançado aqui no Brasil pela Classicline!!! Você encontra ele nas melhores lojas do ramo, incluindo a própria loja virtual da distribuidora (clique aqui). Se você é fã do ator, fique de olho pois a Classicline está relançando diversos clássicos com ele! 

sábado, 20 de maio de 2017

10 filmes com Julie Andrews


Sucesso nos palcos e nas telas, indiscutivelmente talentosa como atriz e como cantora, Julie Andrews é uma das artistas mais completas de sua geração. Enfrentando altos e baixos desde o início de sua carreira, ela precisou lutar por muito tempo para superar os rótulos que a perseguiam e conseguir se consolidar em sua profissão. Confira abaixo alguns de seus principais trabalhos:

1- Mary Poppins (1964)




Na Londres de 1910, um banqueiro rígido e severo com os filhos escreve um anúncio no jornal em busca de uma governanta. Trazida pelo vento num guarda-chuva voador, uma babá com poderes mágicos aparece para transformar a triste rotina da família.

2- A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965)


No fim dos anos 30, pouco antes da Segunda Guerra, uma noviça que vive num convento, mas não consegue se adaptar às regras religiosas, vai trabalhar como governanta de um capitão viúvo com sete filhos e leva alegria de novo à casa.

3- Cortina Rasgada (Torn Curtain, 1966)


Durante um congresso em Copenhague, um brilhante físico americano abandona Sarah, sua noiva e colega de trabalho, e deserta para Berlim Oriental em plena Guerra Fria. Desconfiada das suas verdadeiras motivações, Sarah decide seguí-lo em segredo.

4- Havaí (Hawaii, 1966)


Durante a década de 1820, Abner Hale, um jovem pastor dominador e sua esposa compassiva Jerusha, embarcam em uma perigosa viagem por mar para o Havaí. Quando eles chegam, Jerusha faz amizade com o povo havaiano e abraça seus costumes e cultura, enquanto Abner, na intenção de convertê-los ao cristianismo, os vê como selvagens pagãos. Jerusha cresce insatisfeita com seu casamento e começa a se apaixonar por Rafer Hoxworth, um ex-amante.

5- Positivamente Millie (Thoroughly Modern Millie, 1967)


Nesta paródia musical dos anos 20, a jovem Millie (Julie Andrews) tem planos para encontrar um emprego e se casar com um homem rico. Apesar de ser amante do vendedor de clipes de papel, Jimmy (James Fox), ela está determinada a se casar com o empresário Trevor Graydon (John Gavin), que ama a colega de quarto de Millie, Dorothy Brown (Mary Tyler Moore). Enquanto, os quatro tentam encontrar amor, a maldosa Sra. Meers (Beatrice Lillie) quer vender Dorothy para a escravidão branca.

6- A Estrela (The Star, 1968)


A jovem atriz britânica Gertrude Lawrence (Julie Andrews) garante um papel em uma produção de 1920 escrita pelo dramaturgo Noel Coward. Após a estreia na Inglaterra, "London Calling" passa a ser apresentada em Nova York e Gertrude se torna uma grande estrela e musa dos produtores mais conhecidos da época. Apesar de seu comportamento, a carreira da atriz decola sob a direção do marido produtor, Richard Aldrich (Richard Crenna).

7- Mulher Nota 10 (10, 1979)


Um bem-sucedido compositor de meia-idade, que mora em Hollywood, se apaixona perdidamente pela mulher dos seus sonhos. Mesmo sendo casado, ele segue a moça e seu novo marido ao México durante a lua de mel deles.

8- S.O.B. Nos Bastidores de Hollywood (S.O.B., 1981)


Um diretor de cinema fracassado acredita ter uma brilhante ideia. Ele quer armar um esquema para comprar um filme de volta do estúdio e filmar novas cenas, transformando-o em um filme pornográfico. Mas, para isso, precisa da ajuda de sua esposa.

9- Victor ou Victoria? (Victor Victoria, 1982)


Na Paris de 1930, a cantora lírica Vitória, desempregada, tem a ideia ousada de se passar por um homem transformista, chamado Vitor, para conseguir um emprego e acaba atraindo a atenção de um mafioso, que fica confuso com a sexualidade da moça.

10- Sede de Amar (Duet For One, 1986)


Stephanie, um famosa violinista casada com um compositor, descobre que tem esclerose múltipla. Toda a sua vida se despedaça: a carreira termina de forma repentina, seu marido a trai com outra mulher e seu aluno favorito decide sair em turnê.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

As fotos da revista Vanity Fair que homenagearam Alfred Hitchcock em 2008


Em 2008, a conceituada revista Vanity Fair fez um ensaio de fotos reunindo grandes estrelas da atualidade recriando figurinos e cenários dos grandes clássicos realizados por Alfred Hitchcock. O resultado você confere abaixo:

Jodie Foster como Tippi Hedren em Os Pássaros (The Birds, 1963)



Keira Knightley e Jennifer Jason Leigh como Joan Fontaine e Judith Anderson em Rebecca (1940)


Charlize Theron como Grace Kelly em Disque M Para Matar (Dial M For Murder, 1954)


Renee Zellweger como Kim Novak em Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)


Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr. como Grace Kelly e Cary Grant em Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955)


Tang Wei, Josh Brolin, Casey Affleck, Eva Marie Saint, Ben Foster, Omar Metwally, Julie Christie como o elenco principal de Um Barco e Nove Destinos (Lifeboat, 1944)


Scarlett Johansson e Javier Bardem como Grace Kelly e James Stewart em Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)


Emile Hirsch e James McAvoy como Farley Granger e Robert Walker em Pacto Sinistro (Strangers on a Train, 1951)


Seth Rogen como Cary Grant em Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)


Naomi Watts como Tippi Hedren em Marnie (1964)


Marion Cotillard como Janet Leigh em Psicose (Psycho, 1960)


Crédito: the.hitchcock.zone