15 personagens de filmes na vida real

*A matéria já ganhou uma parte II. Se quiser ler, é só clicar aqui.*

1- Bonnie e Clyde


O clássico de 1967, traz Faye Dunaway e Warren Beatty nos papéis principais da história do casal de ladrões de bancos que causou comoção na década de 30. Como todo filme biográfico, há algumas diferenças para a história original, porém o filme consegue retratar bem a vida bandida dos dois. Talvez as maiores diferenças sejam, de fato, na aparência. Veja abaixo como eram os verdadeiros Clyde Barrow e Bonnie Parker


Algumas fotos publicitárias do filme, foram feitas inspiradas em fotos reais do casal, para tentar recriar de forma fiel um pouco do estilo deles, que até hoje causa um certo fascínio. 


Talvez a foto mais famosa dos dois: 


E a versão com os atores: 


Bonnie Parker e a atriz Faye Dunaway


Clyde Barrow


2- Butch Cassidy e Sundance Kid


No filme, a famosa dupla de bandidos é interpretada por, nada menos, que Paul Newman e Robert Redford, considerados dois dos homens mais lindos da história do cinema. Será que os verdadeiros Butch Cassidy e Sundance Kid eram tão bonitos assim? Confira abaixo e dê sua opinião:

   Da esquerda para a direita: Sundance Kid, Tall Texan, News Carver, Kid Curry e Butch Cassidy.  Em Fort Worth, Texas, 1901. via

O verdadeiro nome de Butch Cassidy era Robert LeRoy Parker, e seu comparsa Sundance Kid chamava-se Harry Alonzo Longabaugh. O filme de 1969 conta de forma um pouco romantizada a história dos dois ladrões lendários e sua fuga para a América do Sul. Há várias versões sobre o desfecho de Cassidy, dentre elas a de que ele teria voltado para os EUA e vivido no anonimato pelo resto da vida. 

Outra importante personagem, tanto no filmes quanto na vida real, é Etta Place, companheira dos amigos. Na versão cinematográfica foi interpretada por Katharine Ross. Abaixo uma foto real dela, com seu namorado, Sundance.


3- Sissi, a Imperatriz


O filme tem a bela Romy Schneider como protagonista e encanta por sua leveza e fofura, porém a vida da verdadeira Sissi, que se chamava Isabel da Baviera, não foi nada fácil. A imperatriz sofria de depressão e anorexia, teve um filho assassinado, e ela própria teve sua vida tirada por um anarquista italiano. Sissi era extremamente vaidosa e gastava várias horas cuidando de seus longos cabelos e fazendo máscaras para a pele. Tinha obsessão por seu peso e recorria, já naquela época, a medidas como dietas rigorosas e banhos de vapor.


Sissi e a atriz Romy Schneider



4- Maria Antonieta 


A superprodução estrelada por Norma Shearer conta a história de uma das mulheres mais proeminentes da história. Vaidosa, ela foi usada como bode expiatório e usada para gerar indignação no povo francês devido aos seus excessivos gastos com roupas e jóias. Por ser austríaca e ter hábitos boêmios, era vítima de constante falatório na corte, porém seu principal 'pecado' aos olhos de todos era não conseguir dar um herdeiro legítimo ao trono francês. Com fortes campanhas de difamação, que iam desde boatos sobre frases ditas com descaso sobre a fome do povo até supostos casos homossexuais com suas amigas, algo imperdoável na época, a rainha passou a ser o principal alvo do ódio dos franceses. O filme mostra alguns fatos um pouco diferentes da realidade, porém consegue mostrar uma grande parte da história de Maria Antonieta, sem coloca-la como santa, mas fazendo com que seja mostrada a situação do seu ponto de vista. 



Famosa por suas roupas e suas perucas, Maria Antonieta ainda hoje é lembrada como o maior ícone da moda de sua época. E o filme de 1938 não deixa a desejar no que diz respeito ao figurino. A única coisa negativa é o fato do filme ser em preto e branco, normalmente um charme a mais para os fãs de clássicos, porém deixa uma certa curiosidade para vermos um pouco mais da riqueza das roupas e dos cenários. 


Amado por uns e odiado por outros, o filme de 2006 é um deleite para os olhos, porém conta a história de uma maneira diferente da versão anterior, dando maior destaque ao glamour da vida da Rainha e deixando de mostrar seu trágico final.

Maria Antonieta foi alvo de diversos boatos e acusada de ter inúmeros casos, porém o único realmente comprovado foi com o sueco Conde Fersen, no filme de 1938 interpretado por Tyrone Power.


Na vida real, ele não era tão atraente quanto o ator:


Arqui-inimiga da Rainha, Madame DuBarry, a amante do Rei Louis XV, era famosa por sua extravagância, por seu comportamento inconveniente e por seu gosto duvidoso. Foi retratada no cinema em 1919, interpretada por Pola Negri, e em 1934, no filme estrelado por Dolores Del Rio.

Pola Negri, 1919

Dolores Del Rio, 1934, via

A verdadeira Madame DuBarry

5- Mata Hari



Vivida pela enigmática Greta Garbo no filme de 1931, Margaretha Gertruida Zelle, ou Mata Hari, como ficou conhecida, foi uma dançarina exótica acusada de espionagem durante a Primeira Guerra Mundial e condenada à morte por fuzilamento. A história do filme é um pouco romantizada e a escolha da atriz, apesar da ausência de semelhança física, foi capaz de manter o mistério e fascínio em torno da personalidade e da figura de Mata Hari.



6- Calamity Jane


O musical de 1953, estrelado por Doris Day, pouco nos conta sobre a verdadeira história de Martha Jane Canary-Burke, que se auto-denominava Calamity Jane. Assim como no filme, ela era uma aventureira nos tempos do velho oeste, que vestia-se com trajes masculinos, adaptando um uniforme de soldado. Foi casada duas vezes e chegou a trabalhar como cozinheira e prostituta. Outro filme em que Calamity Jane é retratada é Jornadas Heróicas, de 1936, onde é interpretada por Jean Arthur. Gary Cooper atua como Wild Bill Hickok, seu primeiro marido. 


A verdadeira Calamity Jane: 


7- Lady Hamilton 


Imortalizada nas telas por Vivien Leigh, no filme de 1941, Lady Emma Hamilton foi uma cortesã, famosa por ter sido amante de Horatio Nelson. Abaixo a verdadeira Lady Hamilton, retratada em pinturas de George Romney, e a atriz Vivien Leigh nas fotos publicitárias para a divulgação do filme. 



8- Família Von Trapp


A Noviça Rebelde é um dos musicais mais amados e aclamados do cinema. Estrelado por Julie Andrews e Christopher Plummer, o filme de 1965 conta a história da noviça Maria, que recebe a incumbência de cuidar das crianças da família Von Trapp, severamente educadas por ser rígido pai, o Capitão Georg Von Trapp. Abaixo uma foto real da família de cantores que inspirou o filme americano, um musical da Broadway e o filme alemão de 1956, Die Trapp-Familie.


Julie Andrews

Christopher Plummer

Maria Von Trapp

Georg Von Trapp

9- Irene Castle e Vernon


Possivelmente um dos filmes mais subestimados da dupla Fred Astaire e Ginger Rogers, A História de Vernon e Irene Castle, de 1939, mostra a vida do casal de dançarinos, do começo do namoro, passando pelo auge da fama, e culminando no trágico final. Durante a produção, Irene esteve presente nas filmagens e bateu de frente com Ginger Rogers, que se recusou a modificar seu cabelo e não utilizou um figurino fiel ao usado originalmente. 



10- Lawrence da Arábia


Peter O'Toole vive Lawrence, um tenente do exército inglês que se oferece para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos. O filme de 1962 mostra quatro dos principais acontecimentos de sua vida neste período. 


Thomas Edward Lawrence

11- Anne Sullivan


Feito em 1962, o filme O Milagre de Anne Sullivan, deu o Oscar de Melhor Atriz a Anne Bancroft, que interpreta a personagem título, uma professora que luta para ajudar uma menina cega e surda, Helen Keller, vivida por Patty Duke, a se adaptar ao mundo. 



12- Barbara Graham


O filme 'Quero Viver', de 1958, conta a história de Barbara Graham, uma mulher com antecedentes criminais que é acusada de assassinato e afirma ser inocente. Condenada à pena de morte, o filme mostra a luta de Barbara para ser inocentada. No papel principal, a atriz Susan Hayward foi vencedora do Oscar de Melhor atriz por sua performance. Abaixo, fotos da verdadeira Barbara.



13- Homem Elefante


O excelente filme de David Lynch, mostra a experiência do Dr Frederick Treves ao descobrir em um circo de horrores um rapaz gravemente deformado por uma doença de nascença. Interessado em estudar mais as causas de tal doença, o médico consegue internar o rapaz no hospital em que trabalha, com o intuito de realizar exames. Vivido por John Hurt, Joseph Merrick era conhecido como O Homem Elefante e era constantemente espancado e humilhado no circo em que vivia. Após ser resgatado pelo médico, se sente agradecido e aliviado por poder ter cuidados e conforto que nunca lhes foram dados. O filme tem algumas diferenças para o que aconteceu de fato, mas é impossível não se comover e se encantar a história. Abaixo, o verdadeiro Joseph Merrick.


O médico, Frederick Treves, foi interpretado por Anthony Hopkins.


O verdadeiro Frederick: 


14- Marie Curie


Madame Curie, de 1943, tem Greer Garson interpretando a personagem que da nome ao filme, e Walter Pidgeon, como o marido da protagonista, Pierre Curie. Embora alguns fatos tenham sido omitidos, o filme conta uma parte da vida de Marie Curie e sobre as importantes descobertas feitas pelo casal no campo da física. Marie Curie foi a primeira pessoa a receber o Prêmio Nobel duas vezes, um de física e um de química. 



15- F. Scott Fitzgerald e Sheilah Graham


Neste filme de 1959, chamado O ídolo de Cristal, o casal de protagonistas é formado por Deborah Kerr e Gregory Peck - Pausa para cantar a música de Rita Lee, eu sei que todos pensaram isso! - interpretando, respectivamente, a jornalista e colunista de fofocas Sheilah Graham e o autor de O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald, que vivem um romance que não pode ser oficializado, pois o escritor ainda é legalmente casado com Zelda Fitzgerald, que encontra-se internada em uma instituição para doentes mentais. O filme foi baseado no best- seller autobiográfico escrito por Sheilah, Beloved Infidel.

Sheilah Graham

A jornalista junto com a atriz Marilyn Monroe

F. Scott Fitzgerald

Bônus: Alice


Adaptado pela Disney em 1951, a história original escrita por Lewis Carroll, publicada em 1865, Alice no País das Maravilhas, teve sua protagonista inspirada em Alice Liddell, por quem o autor nutria uma espécie de amor platônico. Lewis Carroll ficava furioso e ofendido quando insinuavam que seu notório amor e envolvimento com crianças, as quais ele gostava de fotografar, fosse algo além de carinho e amizade, porém há muitos rumores sobre a suposta pedofilia do autor. Alice Liddell inspirou também a continuação da história Alice no País das Maravilhas, chamada Através do Espelho. 


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