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domingo, 8 de dezembro de 2024

Dicas de filmes de época leves e divertidos

Como uma boa amante de cinema antigo, não posso deixar de adorar produções de época. O objetivo dessa postagem é uma listinha rápida de filmes bem leves e divertidos, pra quando queremos apenas nos distrair. Se você também gosta desse estilo, confira abaixo algumas dicas:


Sra. Harris Vai a Paris (Mrs. Harris Goes to Paris, 2022)


Sinopse: Na década de 1950, a empregada doméstica viúva, Sra. Ada Harris (Lesley Manville) se apaixona por um vestido de alta costura da Dior. Ela decide que precisa desesperadamente ter um vestido igual e passa a fazer de tudo para economizar o dinheiro para comprá-lo. Depois de receber repentinamente uma pensão de viúva de guerra, ela viaja para Paris para fazê-lo. Ela se depara com uma exibição da coleção de 10 anos da Dior e faz amizade com André, o contador da Dior, e Natasha, uma modelo da Dior. No entanto, a diretora da Dior, Claudine, se ressente da intrusão de Ada no mundo exclusivo da alta costura.

Onde assistir: Prime Vídeo

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata (The Guernsey Literary And Potato Peel Pie Society, 2018)


Sinopse: Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora na Londres de 1946 que decide visitar Guernsey, uma das Ilhas do Canal invadidas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, depois que ela recebe uma carta de um fazendeiro contando sobre como um clube do livro local foi fundado durante a guerra. Lá ela constrói profundos relacionamentos com os moradores da ilha e decide escrever um livro sobre as experiências deles na guerra.

Onde assistir: Netflix

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)


Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Onde assistir: Max

A Vida num só dia (Miss Pettigrew Lives for a Day, 2008)


Sinopse: Depois de ser demitida de seu emprego como babá, Miss Pettigrew (Frances McDormand) vai a uma agência de emprego, mas não encontra nenhuma vaga. Por acaso, ela descobre o número de Delysia Lafosse (Amy Adams), uma cantora americana procurando uma assistente, e se apresenta à casa dela. Esta jovem americana e superficial dorme com vários homens na tentativa de conseguir cantar em uma grande casa de shows. Durante 24h, Pettigrew segue Delysia e conhece um mundo de glamour e de sonhos, onde um grande amor a espera.

Pequenas Cartas Obscenas (Wicked Little Letters, 2023)


Sinopse: Em Pequenas Cartas Obscenas, é um longa baseado em uma história real que chega a ser mais estranha que a ficção. Em Littlehampton, uma cidade litorânea inglesa de 1920, moram a profundamente conservadora local Edith Swan (Olivia Colman) e a turbulenta migrante irlandesa Rose Gooding (Jessie Buckley), que são vizinhas. Elas e outros residentes do bairro começam a receber cartas perversas e obscenas que são, além de incomodativas, involuntariamente hilariantes. Sem precedentes, Rose é acusada é acusada de tal ato. As cartas anônimas provocam um alvoroço nacional e segue-se um julgamento em cima de Rose que corre o risco de perder a guarda de sua filha caso seja condenada. No entanto, quando as mulheres da cidade, lideradas pela policial Gladys Moss (Anjana Vasan), começam a investigar o crime elas mesmas, elas suspeitam que algo está errado e que Rose pode não ser a culpada, afinal.

Onde assistir: Max

Chocolate (Chocolat, 2000)


Sinopse: Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha de seis anos (Victorie Thivisol) resolvem se mudar para uma cidade rural da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana, bem em frente à igreja local, o que atrai a certeza da população de que o negócio não vá durar muito tempo. Porém, aos poucos Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutar seus deliciosos produtos, transformando o ceticismo inicial em uma calorosa recepção.

Onde assistir: Mercado Play

Brooklyn (2015)


Sinopse: A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um bombeiro italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

O Primeiro Amor (Flipped, 2010)


Sinopse: Juli (Madeline Carroll) e Bryce (Callan McAuliffe) se conheceram aos sete anos de idade. Ela sempre admirou o menino, mas ele achava a vizinha meio estranha. Aos 13 tudo muda e ele começa a se apaixonar pela menina. Juntos, eles compartilharam diversas experiências amorosas, como o famoso primeiro beijo, que faz parte da vida de todo adolescente.

Onde assistir: Max




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sexta-feira, 3 de maio de 2024

10 filmes com Madonna

 


Madonna é uma das cantoras mais aclamadas e originais da indústria musical. Seu impacto cultural, principalmente na década de 80, lhe rendeu a alcunha de Rainha do Pop. Ao longo dos anos, seja com figurinos, videoclipes ou letras de canções, ela sempre demonstrou sua devoção à outra forma de arte: o cinema.


O glamour da Hollywood antiga e as atrizes clássicas sempre foram uma referência para ela, que já homenageou diversas divas como Audrey Hepburn, Marlene Dietrich e, claro, Marilyn Monroe. Ela também é fã de Carole Lombard e Judy Holliday e já declarou ter visto muitas comédias da década de 30. Não demorou muito para que ela tentasse também uma carreira nas telonas, seguindo os passos de suas musas. Com sua atuação geralmente na mira dos críticos, seu sucesso no cinema foi bem mais contido do que em sua carreira musical. Mas, ainda assim, vale matar a curiosidade e conferir alguns de seus filmes mais conhecidos:



01 - Procura-se Susan Desesperadamente (Desperately Seeking Susan, 1985)



Em Nova York Roberta Glass (Rosanna Arquette), uma dona de casa entediada, suspeita, que Gary Glass (Mark Blum), seu marido que é um vendedor de banheiras, a está enganando. Ansiando por um romance, Roberta começa a seguir mensagens colocadas nos classificados em que um casal, Susan (Madonna) e Jim (Robert Joy), usam para se localizar quando viajam pelo país. Paralelamente alguém que Susan tinha se envolvido em Atlantic City foi jogado pela janela, quando Susan já o tinha deixado para ir a Nova York se encontrar com Jim. Chegando ao próximo encontro de Susan, Roberta desenvolve uma fascinação pelo jeito extremamente liberal dela e acaba comprando em um brechó uma jaqueta que Susan tinha trocado por botas. Pretendendo se apresentar no encontro seguinte, Roberta bate com a cabeça em um poste quando tentava escapar do assédio ameaçador de Wayne Nolan (Will Patton), que a confunde com Susan. Wayne está tentando localizá-la por causa de um valioso roubo de brincos, enquanto que a verdadeira Susan era presa por não pagar o taxi. Como Jim não pôde ir ao encontro de Susan pede que Dez (Aidan Quinn), um amigo, vá em seu lugar. Como ele não conhece Susan e sua referência é apenas o casaco, Dez também pensa que Roberta é Susan. Ao se recuperar da pancada Roberta desenvolve uma amnésia e a evidência circunstancial, a jaqueta, a convence de que ela é Susan. Dez tenta ajudar "Susan" e os dois se apaixonam, mas a vida dele se torna uma sucessão de problemas. Paralelamente Gary e Susan se conhecem e tentam desvendar o que está acontecendo, mas as informações chegam truncadas de tal forma que se suspeita que Roberta tenha uma vida secreta, na qual seria uma pessoa bem diferente.

02 - Surpresa de Shanghai (Shanghai Surprise, 1986)


Em 1938, quando Shanghai é ocupada pelos japoneses, o traficante Walter Faraday (Paul Freeman) aparentemente é morto pela polícia ao tentar deixar a cidade com 500 kg de ópio. Um ano depois a misteriosa americana Gloria Tatlock (Madonna) chega a Shanghai à procura deste ópio, conhecido como "as flores de Faraday", com o objetivo de usá-lo para aliviar a dor de soldados feridos na guerra. Oferecendo uma passagem de volta aos Estados Unidos como pagamento, ela consegue a ajuda de Glendon Wasey (Sean Penn), um rude e esperto comerciante, para atingir seu objetivo.

03 - Quem é Essa Garota? (Who's That Girl ?, 1987)


Nikki Finn (Madonna) é uma jovem acusada de ter participado de um crime com o qual nada teve a ver. Tentando provar sua inocência, ela pede ajuda ao advogado Louden Trott (Griffin Dunne), um cara com fama de certinho que agora precisa lidar com esta garota um tanto quanto amalucada.

04 - Doce Inocência (Bloodhounds of Broadway, 1989)


Doce Inocência é um filme de comédia dramática e romance baseado em quatro contos de Damon Runyon e ambientado na década de 1920. A história acompanha um grupo de artistas, dançarinos e jogadores em uma reunião para comemorar o fim de ano, seguindo o ponto de vista de Feet Samuels (Randy Quaid) - um homem viciado em apostas. Apaixonado pela dançarina Hortense Hathaway (Madonna), ele está decidido a cometer suicidio ao fim da noite para se livrar da frustração do amor não correspondido. Porém, a sorte parece estar a favor de Feet, e seus planos logo mudam.

05 - Dick Tracy (1990)


Tess Trueheart (Glenne Headly) quer apenas ter uma vida tranqüila com seu namorado, Dick Tracy (Warren Beatty), um detetive da polícia. Mas há alguém na cidade bem vil que pode atrapalhar os sonhos dela. Este alguém é Big Boy Caprice (Al Pacino), um gângster que decidiu fazer uma guerra pelo domínio da cidade e comandar todos os bandidos. Além disto há uma bela cantora de boate, Breathless Mahoney (Madonna), que é praticamente irresistível e deseja Tracy só para ela.

06 - Uma Equipe Muito Especial (A League of Their Own, 1992)


Willamette, Oregon, 1943. Dottie Henson (Geena Davis) e Kit Keller (Lori Petty) são duas irmãs que trabalham numa fazenda da região e se amam muito, mas há uma rivalidade entre elas quando o assunto é baseball. Onde elas moram existem times amadores femininos, onde talvez sempre ficassem no anonimato caso os jogadores profissionais não fossem convocados para lutar na 2ª Guerra Mundial. Os donos das grandes equipes se reúnemm para tentar resolver esta situação e um dos "caciques" do baseball, Walter Harvey (Garry Marshall), um magnata da indústria de chocolate, tem um jovem gênio da publicidade, Ira Lowenstein (David Strathairn), trabalhando para ele. Lowenstein teve a idéia de criar uma liga feminina de baseball. Vários observadores são mandados para selecionar as possíveis jogadoras da liga e um deles, Ernie Capadino (Jon Lovitz), viu Dottie jogar. Ernie fica interessado em levá-la para ser testada em Chicago, mas Dottie não fica entusiasmada com a idéia. Kit, por sua vez, adorou a oportunidade de sair daquele pequeno lugar, mas Ernie não estava interessado nela. Ernie propõe a Kit que, se ela convencesse Dottie em fazer o teste, Kit também seria testada. Durante a viagem eles conhecem Marla Hooch (Megan Cavanagh), que é uma grande rebatedora mas não é bonita. Ernie ia recusá-la, já que havia a idéia de só contratar belas mulheres, mas Dottie e Kit se recusaram em seguir viagem se Marla não fosse com eles. As três acabam sendo aprovadas para jogar pelo Rockford Peaches, o time de Harvey. O time terá Jimmy Dugan (Tom Hanks) como técnico, uma lenda do baseball do passado que se tornou alcoólatra e só conseguiu este emprego pois Harvey queria um grande jogador de baseball como técnico. Na prática Jimmy nada fazia além de dar um aceno com o boné para os torcedores, pois durante o jogo ele dormia, já que estava sempre embriagado. Quem arrumava o time na verdade era Dottie. Quando Jimmy vê que era ela quem comandava o time, alega que esta função era dele. Ela então diz para que ele se comporte como um técnico e não como um bêbado. Deste momento em diante ele se torna responsável, mas então surge um outro problema: querem acabar com a liga, pois não está tendo a rentabilidade que era esperada.

07 - Olhos de Serpente (Dangerous Game, 1992)


Mesmo sendo um experiente diretor, Ediie Israel (Harvey Keitel) não estava nenhum pouco preparado para o que iria ocorrer no set de seu novo projeto. Comandando uma produção sobre um casamento abusivo, o cineasta consegue atuações incrivelmente verdadeiras de seus atores. Assim, não demora para que a violência do roteiro deixe o set para se transpor à vida real.

08 - Corpo em Evidência (Body of Evidence, 1993)


Andrew Marsh (Michael Forest) é um milionário que foi encontrado morto na cama, aparentemente assassinado devido à presença de vestígios de cocaína em seu sangue. A principal suspeita é Rebecca Carlson (Madonna), sua namorada, que é bem mais nova que ele e é a principal beneficiada no testamento. Antes mesmo de ser chamada pela polícia, Rebecca resolve contratar Frank Dulaney (Willem Dafoe) como seu advogado. Ao conhecê-la melhor Frank passa a descofiar que o estilo sexual agressivo de sua cliente possa ter causado a morte de Andrew.

09 - Evita (1996)


Em 1952, em um pequeno cinema da Argentina, a projeção é interrompida para comunicar o falecimento da líder espiritual do país, Eva Perón (Madonna). A partir deste momento é narrado em flashback como a filha bastarda de um agricultor de um pequeno povoado é barrada no funeral do seu pai e como ela, freqüentando as rodas certas com as pessoas certas, acaba se tornando rapidamente a primeira-dama do seu país.

10 - Sobrou Pra Você (The Next Best Thing, 2000)


Abbie e Robert são amigos com muita coisa em comum: jovens, têm uma visão não-convencional da vida, inteligentes, impulsivos e um terrível azar no amor. Eles fariam um par perfeito, se não houvesse um problema: Robert é gay. Um dia, porém, quando muitos coquetéis e martinis os levam a um novo nível de intimidade, eles se transformam em pais. Um novo mundo então se abre para ambos e também para Sam, seu filho, que decidem criar como se fossem uma família comum.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Casais da vida real que pouca gente lembra que existiram

O que não falta na história do cinema são casais de atores que passaram da ficção para a realidade e foram amplamente divulgados pela imprensa, como Elizabeth Taylor e Richard Burton ou Alain Delon e Romy Schneider. Há também as duplas queridinhas do público, cuja parceria se tornou lendária, como Paul Newman e Joanne Woodward ou Humphrey Bogart e Lauren Bacall.

Mas, aqui, o que vamos explorar são casais que por algum motivo já não são mais tão lembrados assim pela grande maioria das pessoas. Vou separá-los em três categorias: Casados, namorados e casos.Vou fazer essa divisão porque nos relacionamentos assumidos geralmente existem mais provas, já em casos (que muitas vezes são extraconjugais) nem sempre existem registros e informações que não sejam de veículos de fofoca. 


Casados oficialmente


Ava Gardner e Mickey Rooney



Mickey Rooney já era um ator popular quando conheceu a então novata Ava Gardner. O astro, que fazia enorme sucesso com a série de filmes do personagem 'Andy Hardy', se encantou com a enorme beleza da jovem, recém-contratada pela MGM, fazendo de tudo para conquistá-la. Vinda do interior e criada em uma família conservadora, Ava era ainda bastante inocente na ocasião. Os dois se casaram em 10 de janeiro de 1942 e, segundo algumas fontes, foi com Rooney sua primeira experiência sexual. A união, entretanto, terminou em divórcio no ano seguinte, por conta das constantes infidelidades do ator.

Jane Wyman e Ronald Reagan  


Os dois se conheceram quando trabalharam juntos no longa 'Os Cadetes do Barulho' (Brother Rat, 1938). Após um breve namoro, ficaram noivos e se casaram em 26 de janeiro de 1940. O casal teve duas meninas, Maureen Elizabeth Reagan, nascida em 1941, e Christine Reagan, que morreu um dia após seu nascimento, em 1947. Eles também adotaram um filho, Michael Edward Reagan, que nasceu em 1945. Eles se divorciaram oficialmente em 1949, com a alegação de diferenças políticas. Curiosamente, a atriz era republicana registrada, enquanto Reagan, nesta época, ainda era democrata.

Joan Blondell e Dick Powell


Joan Blondell e Dick Powell casaram-se em 19 de setembro de 1936. Os dois já haviam trabalhado juntos em diversos filmes, como 'Cavadoras de Ouro' (Gold Diggers of 1933), Belezas em Revista (Footlight Parade, 1933) e 'Gondoleiro da Broadway' (Broadway Gondolier, 1935). Em 1938, eles tiveram uma filha, Ellen Powell. O ator também adotou o filho do casamento anterior de Blondell, Norman Scott Powell, nascido em 1935. O casamento terminou em divórcio em 1944.

Margaret Sullavan e Henry Fonda


Os dois atores se casaram muito jovens, em 25 de dezembro de 1931, enquanto ambos se apresentavam com os University Players (uma companhia de teatro universitária) em sua temporada de inverno em Baltimore, Maryland. O casamento durou apenas alguns meses e o divórcio foi finalizado em 1933. Posteriormente, chegaram a trabalhar juntos em 'Vivendo na Lua' (The Moon's Our Home, 1936), onde o romance foi brevemente reacendido. Apesar da separação, eles permaneceram grandes amigos por toda a vida.

Paulette Goddard e Burgess Meredith


Por mais que já tivessem atuado juntos no musical 'Amor da Minha Vida' (Second Chorus, 1940), Paulette Goddard e Burgess Meredith se casaram apenas em 1944, em uma cerimônia na casa de David O. Selznick, em Beverly Hills. Durante o período em que estiveram casados, dividiram as telas também nos filmes 'Segredos de Alcova' (The Diary of a Chambermaid, 1946) e 'Nosso Alegre Caminho' (On Our Merry Way, 1948). Embora Paulette nunca tenha tido filhos, sua única gravidez conhecida pelos biógrafos aconteceu durante a união com Meredith, em 1944, que culminou em um aborto espontâneo. Os dois se divorciaram em 1949.

Namorados

Olivia de Havilland e James Stewart 


Era prática comum em Hollywood que os agentes persuadissem seus pupilos a irem juntos em grandes eventos para atrair a atenção da mídia. James Stewart foi convidado a acompanhar a jovem estrela Olivia de Havilland na pré-estreia de 'E o Vento Levou' (Gone With the Wind) em Nova York, no final de 1939. Muito tímidos, os dois logo criaram uma conexão e iniciaram um romance em 1940. Inseparáveis, eles iam juntos a shows e jantares, faziam passeios de carro e se divertiam muito na companhia um do outro. Jimmy chegou até a propor casamento mas Olivia recusou, sabendo que seria um passo precipitado e impulsivo. O namoro chegou ao fim quando o ator se alistou no exército, no começo de 1941. Os dois tentaram manter contato mas o relacionamento já havia esfriado. A atriz chegou a ser convidada para estrelar 'A Felicidade Não Se Compra' (It's a Wonderful Life, 1946), mas recusou por achar que seria estranho fazer par romântico com seu ex.

Norma Shearer e George Raft


Viúva do produtor Irving Thalberg, falecido em 1936, Norma Shearer estava solteira novamente após quase 10 anos de casada. Depois de alguns breves romances, a atriz engatou um namoro com George Raft por volta de 1940. Os dois eram vistos em diversos eventos públicos e pareciam bastante apaixonados. O relacionamento era tão sério que o ator até planejava pedi-la em casamento. Entretanto, um pequeno detalhe o impediu de seguir adiante: Ele já era casado. Embora estivesse há muito separado de Grace Mulrooney, sua esposa desde 1923, ela se recusava terminantemente a conceder-lhe o divórcio sem uma generosa compensação financeira. Percebendo a falta de empenho de Raft em se divorciar, Norma constatou que a relação não teria futuro e optou por terminar de vez com o astro em 1941. 

Leslie Caron e Warren Beatty


Leslie Caron vivia um casamento em crise com o diretor Peter Hall, com quem teve dois filhos. A relação desgastada e o ressentimento do marido com sua carreira afastavam cada vez mais o casal. Foi então que a atriz conheceu Warren Beatty, cinco anos mais jovem que ela, e dono de uma enorme reputação com as mulheres. Os dois logo iniciaram um romance, tornando inevitável seu divórcio com Peter, oficializado em 1965. Leslie e Warren passaram a se relacionar publicamente, ganhando bastante atenção da imprensa. No cinema, atuaram juntos na comédia-romântica 'A Deliciosa Viuvinha' (Promise Her Anything, 1966). Embora as afeições de um dos homens mais cobiçados da época fossem lisonjeiras, a atriz chegou a negar seu pedido de casamento por conta de seu jeito excessivamente controlador. Quando Beatty comprou os direitos do filme 'Bonnie & Clyde', ele foi dolorosamente sincero com Leslie, revelando que ela não poderia interpretar a protagonista por ser velha demais. Ele havia oferecido o papel para Natalie Wood, sua ex-namorada, que declinou da proposta. Com o início das gravações, tendo Faye Dunaway no papel principal, Leslie ficou em Londres com os filhos, enquanto Warren estava filmando em Hollywood, o que culminou no término do casal.

Pier Angeli e Kirk Douglas


O astro Kirk Douglas e a então iniciante Pier Angeli se conheceram durante as gravações do drama 'A História de Três Amores' (The Story of Three Loves, 1953). Um notório mulherengo, Douglas se apaixonou perdidamente pela beleza etérea da jovem italiana e os dois chegaram a ficar noivos no mesmo ano. Mas o romance entre os dois chegou ao fim tão rápido quanto começou. No ano seguinte, ambos já estavam casados com outras pessoas. Douglas subiu ao altar com Anne Buydens e Pier Angeli, após um breve e intenso namoro com James Dean, se uniu a Vic Damone.

Dolores Del Río e Orson Welles


Ainda adolescente, Orson Welles se apaixonou platonicamente por Dolores Del Río ao assistir 'Ave do Paraíso' (Bird of Paradise, 1932). Alguns anos mais tarde, já como uma jovem promessa do cinema, Welles teve a oportunidade de conhecer pessoalmente a beldade mexicana durante uma festa em Hollywood, em 1939. Nem a diferença de onze anos de idade, nem o fato de ambos serem casados, impediu que a imediata atração entre os dois se transformasse em um romance. Já divorciados de seus respectivos parceiros, apareciam frequentemente juntos em público. A atriz era seu porto seguro durante as filmagens de 'Cidadão Kane' (Citizen Kane, 1941), considerada sua obra-prima. Os dois também trabalharam juntos na produção 'Jornada do Pavor' (Journey Into Fear, 1943). Com as polêmicas geradas com 'Cidadão Kane', Welles passou a ser perseguido pelo magnata William Randolph Hearst, considerado a inspiração para o personagem principal. Para evitar problemas, o cineasta foi enviado para o Rio de Janeiro, com o intuito de gravar um documentário no país, intitulado 'It's All True', ajudando também a estreitar os lados entre Brasil e EUA. Ao chegar no país, Welles não resistiu à boemia carioca e passou a frequentar as agitadas noites da cidade, além de ter inúmeros casos. Com a falta de respostas às suas cartas, aliada ao declínio de sua carreira em Hollywood, Dolores Del Río optou por retornar ao México, onde foi um dos maiores nomes da Era de Ouro do Cinema Mexicano. Apesar do término nada respeitoso, muitos consideram que a atriz tenha sido o grande amor da vida de Orson Welles.

Casos

Barbara Stanwyck e Robert Wagner


Embora tenha acontecido no início dos anos 50, o romance entre os dois foi mantido em segredo absoluto até o lançamento do livro 'Pieces of My Heart', autobiografia de Robert Wagner, publicada em 2008. Barbara Stanwyck, então com 45 anos, conheceu o jovem ator de 22 anos durante as gravações do filme 'Náufragos do Titanic' (Titanic, 1953). A atriz havia se divorciado há cerca de dois anos do também ator Robert Taylor e prometera a si mesma nunca mais se casar. Wagner era ainda um astro em ascensão e um antigo admirador do trabalho de Stanwyck. Os dois se aproximaram e iniciaram um caso apaixonado de aproximadamente quatro anos. Entretanto, segundo os relatos de seu livro, Barbara sabia que a diferença de 23 anos entre o casal seria um enorme escândalo e optou por terminar o relacionamento . 'Eu sempre teria sido o Sr. Stanwyck e nós dois sabíamos disso', escreveu Wagner em suas memórias.

Judy Garland e Tyrone Power


O relacionamento entre os dois astros começou em 1943. Na época, Judy Garland ainda era legalmente casada com o compositor David Rose, porém o casal já estava separado. Tyrone Power era casado com a atriz Annabella. Embora breve, o caso entre os dois foi intenso e apaixonado, com Garland chegando a engravidar do ator. Louis B. Mayer, chefe da MGM, e um lendário tirano com seus contratados, tinha em Judy Garland uma de suas principais vítimas, já que a atriz era uma das estrelas mais rentáveis do estúdio. Mayer contratou uma assistente particular para sua pupila, que na realidade era sua informante sobre todos os passos da jovem. Judy foi obrigada por Mayer e pela mãe a fazer um aborto, já que uma gravidez nestas circunstâncias teria um enorme impacto em sua imagem pública. Sobre o fim do relacionamento, há os que acreditam que o motivo foi a relutância de Power em se divorciar. Há também a versão de que Mayer fez com que Judy acreditasse que o ator lia suas cartas em voz alta para os soldados, visto que neste período ele estava servindo ao exército durante a Segunda Guerra. 

Jean Seberg e Clint Eastwood


O filme 'Os Aventureiros do Ouro' (Paint Your Wagon, 1969) une dois gêneros bem diferentes, o faroeste e o musical, fazendo os 'durões' Clint Eastwood e Lee Marvin soltarem a voz. Para além do excêntrico enredo, os bastidores do longa também formaram um casal aparentemente inusitado, com o já consolidado herói de 'Bang Bang' Eastwood e a sofisticada Jean Seberg. A atriz conciliava sua carreira em Hollywood com seu título de musa da nouvelle vague francesa. Apesar de ambos serem casados na época, apenas um deles mergulhou de cabeça na relação. Perdidamente apaixonada, Jean pediu o divórcio para seu marido, o romancista Romain Gary, na esperança de iniciar oficialmente um namoro com seu colega de elenco. Porém, apesar de ter se encantado com a sensibilidade e a delicadeza de Seberg, Clint não tinha a menor intenção de se divorciar de sua esposa, Maggie Johnson. O astro, que possui até alguns filhos fora de seus casamentos, era abertamente infiel. Uma de suas amantes, inclusive, chegou a fazer figuração em 'Os Aventureiros do Ouro', sem que Seberg soubesse. Para o enorme choque e decepção da atriz, quando as gravações foram encerradas, o caso entre os dois também teve seu fim decretado. Quando se reencontraram novamente nos corredores do estúdio, Clint passou a tratá-la friamente, apenas como uma mera conhecida, para o consternamento da estrela. 

Vivien Leigh e Peter Finch


Ao lado de Laurence Olivier, com quem se casou em 1940, Vivien Leigh formava um dos casais mais respeitados do cinema e do teatro. Entretanto, fora dos olhares do público, a relação entre os dois há muito já havia desmoronado. A atriz, diagnosticada com bipolaridade, sofria com as constantes oscilações de humor. Seus hábitos nada saudáveis, como cigarros e bebidas em excesso, aliados à carência em tratamentos eficazes para doenças psiquiátricas na época, a deixavam ainda mais vulnerável. Apesar do grande amor que sentiam, os constantes colapsos mentais de Vivien acabaram enfraquecendo a relação entre os dois. Não eram raras as infidelidades da atriz durante seus episódios de mania. Em 1953, com o início das gravações do filme 'No Caminho dos Elefantes' (Elephant Walk), com locações no Ceilão, Peter Finch foi escalado como um dos protagonistas. O ator, que era casado com Tamara Finch, e um velho amigo do casal, foi escolhido para ajudar a tomar conta de Vivien. Inebriados com o clima quente e exótico do país, os dois iniciaram um relacionamento amoroso regado a álcool e conversas sob as estrelas. Apesar do romance, a atriz teve diversos surtos durante as filmagens, chegando a perseguir Finch o chamando de Larry. Com algumas cenas mental e fisicamente desafiadoras no roteiro, a produção percebeu que Leigh não teria condições de continuar no projeto. Laurence Olivier foi notificado sobre o estado de sua esposa e Elizabeth Taylor foi contratada para substituí-la no papel principal. 

Audrey Hepburn e Ben Gazzara


Após separar-se de Mel Ferrer, Audrey Hepburn tinha encontrado o amor novamente, desta vez ao lado do psiquiatra italiano Andrea Dotti. Decidida a fazer o casamento dar certo, ela chegou a se aposentar do cinema em 1967 e foi morar na Europa, dedicando-se exclusivamente à família. Mas seu castelo de cartas logo ruiu, diante das inúmeras infidelidades do marido, que procurava mulheres mais jovens em suas aventuras. Diante do iminente fracasso de seu segundo matrimônio, a atriz voltou a aceitar eventuais convites para atuar. Em 1979, ela foi escalada para protagonizar 'A Herdeira' (Bloodline), adaptação da obra de Sidney Sheldon, que contava com um elenco estelar. Dentre seus colegas, estava Ben Gazzara. Os dois passavam por situações parecidas em seus respectivos relacionamentos. Segundo o próprio ator 'Ela estava infeliz em seu casamento e sofrendo. Eu estava infeliz e sofrendo em meu casamento. Nos unimos e demos consolo um ao outro e nos apaixonamos, mas era impossível. Ela tinha uma vida na Europa, na Suíça. Eu estava em Los Angeles com outra vida. A vida atrapalhou o romance.' Apesar do término, eles atuaram juntos novamente em 'Muito Riso e Muita Alegria' (They All Laughed, 1981).
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sábado, 4 de fevereiro de 2023

Astros e estrelas do cinema clássico que eram conhecidos por alcunhas

Sendo fã de cinema clássico, você já deve ter se deparado com diversos apelidos ou alcunhas dadas aos astros e estrelas de Hollywood. Em na nossa língua portuguesa, essa troca é uma figura de linguagem, conhecida como 'antonomásia', onde substituímos o nome de alguém por uma expressão, sabendo que todos irão identificar de quem se fala. Abaixo, uma pequena listinha com alguns destes casos:


John Wayne - The Duke


Nascido em Winterset, Iowa, o futuro astro se mudou ainda na infância com a família para Glendale, California. Na nova cidade, logo chamou a atenção por andar sempre com seu cachorro, da raça Airedale Terrier, chamado Duke. Alguns bombeiros do local, passaram a brincar com ele, o apelidando como 'Jovem Duke' (Young Duke). Como seu nome de batismo era Marion Michael Morrison, ele acabou gostando de ser conhecido como 'Duke' e o apelido perdurou durante toda a sua vida. O ator chegou até a ser creditado como Duke Morrison em seu primeiro trabalho, trocando posteriormente seu nome artístico para John Wayne.

Cyd Charisse - The Legs


Com cerca de 1,70 cm de altura, a bela morena, que bailava ao lado de ninguém menos que Fred Astaire e Gene Kelly, não demorou a chamar a atenção do público por suas longas pernas, torneadas por anos de ballet clássico. Curiosamente, a atriz iniciou as aulas de dança aos 6 anos de idade, para ajudar em sua recuperação, após contrair poliomielite, doença que pode acarretar fraqueza e até a paralisia dos membros inferiores. Supostamente, a MGM teria feito, inclusive, um seguro para as pernas da estrela durante os anos 50. Não é um fato tão apurado o tal seguro, que algumas fontes citam como sendo de um milhão, outras como 5 milhões. Entretanto, sendo verdade ou apenas um subterfúgio publicitário do estúdio, o mito sobre 'as pernas mais bonitas (e valiosas) de Hollywood' ficou cada vez mais forte. 

Esther Williams - A Sereia de Hollywood


Esther Williams iniciou sua carreira como nadadora profissional, sendo 3 vezes campeã nacional de natação nos Estados Unidos. Seu sonho de competir nas Olimpíadas nunca se realizou, pois a Segunda Guerra impediu sua participação, nas edições de 1940 e 1944. Após ser contratada pela MGM, a atriz passou a fazer sucesso no gênero musical, em enorme popularidade na década de 40. Seus filmes, entretanto, tinham o diferencial de ter belíssimas coreografias na água, fazendo dela uma artista única. E, como não poderia deixar de ser, as imagens aquáticas juntamente com a beleza feminina levaram ao clichê da associação com as sereias, seres mitológicos que representam os mistérios e a sedução do mar. Até mesmo em alguns de seus filmes, este apelido pode ser observado como em 'Escola de Sereias' (Bathing Beauty, 1944), 'A Sereia e o Sabido' (Texas Carnival, 1951) ou 'A Rainha do Mar' (Million Dollar Mermaid, 1952), que possui 'sereia' em seu título original apenas.

Steve McQueen - The King of Cool


*A palavra 'cool' em inglês significa legal, então a expressão 'The King of Cool' não tem uma tradução exata, mas seria algo como 'o rei dos descolados' ou algo neste estilo. 

Steve McQueem não chegou a fazer parte da 'divina trindade' dos rebeldes dos anos 50, formada por James Dean, Marlon Brando e Paul Newman. No entanto, sua carreira deu uma guinada nas décadas de 60 e 70, quando protagonizou clássicos como 'Fugindo do Inferno' (The Great Escape, 1963), 'Bullitt' (1968) e 'Os Implacáveis' (The Getaway, 1972). Seu jeito impetuoso e sua paixão por velocidade o levaram a ser também colecionador e piloto de carros e motos, chegando a participar de diversas competições. Até mesmo do mundo da moda ele chamou a atenção, tornando-se um ícone de estilo. Sua personalidade transgressora dentro e fora das telas aliada ao seu padrão de vida, com carros, bebidas e mulheres, o tornaram um ídolo masculino, sem que perdesse seu apelo de galã com o público feminino, ganhando sua alcunha de rei das coisas legais. 

Clark Gable - O Rei de Hollywood


Clark Gable não é chamado assim à toa! Em 1938, foi feita uma pesquisa de popularidade pelo jornal New York Daily News e o ator foi oficialmente eleito e coroado como o 'Rei de Hollywood', recebendo o título e até uma coroa das mãos de Ed Sullivan. O título acabou perdurando por toda sua carreira. Ao seu lado, como a Rainha de Hollywood, estava a atriz Myrna Loy.

Lon Chaney - O Homem das Mil Faces


Embora tenha falecido precocemente em 1930, aos 47 anos, o legado deixado por Lon Chaney é tão grandioso que o torna admirável até os dias de hoje. Um dos astros da era do cinema mudo, o ator destacou-se por sua versatilidade, geralmente interpretando figuras grotescas e personalidades transtornadas. Em uma época onde os recursos ainda eram muito limitados e não havia um departamento específico para maquiagem em filmes, Chaney foi um pioneiro nas caracterizações de seus personagens, utilizando pinturas, perucas e próteses para se transformar, fazendo dele um artista completo. Seus trabalhos, em sua maioria de terror, suspense e drama, incluem 'O Corcunda de Notre Dame' (The Hunchback of Notre Dame, 1923), 'Ironia da Sorte' (He Who Gets Slapped, 1924), 'O Fantasma da Ópera' (The Phantom of the Opera, 1925), 'Vampiros da Meia Noite' (London After Midnight, 1927) e 'O Monstro do Circo' (The Unknown, 1927). Extremamente discreto em sua vida privada, nas telas ele poderia ser quem quisesse, com uma aparência diferente a cada longa, milimetricamente elaborada por ele próprio, o que lhe valeu a alcunha de 'O Homem das Mil Faces'. Em 1957, foi produzida sua cinebiografia, estrelada por James Cagney, justamente com o título que lhe foi concedido, em inglês 'Man of a Thousand Faces'.

Buster Keaton - O Palhaço Que Não Ri


Ainda falando de astros do cinema mudo, Buster Keaton é um dos comediantes mais aclamados da sétima arte. Seu estilo único de comédia o diferenciava dos outros grandes nomes de sua geração, Charles Chaplin e Harold Lloyd. Embora fizesse o público gargalhar com seus filmes, Keaton se destacava por manter o rosto sempre sério, por vezes até melancólico. Essa excêntrica característica lhe rendeu o apelido de 'The Great Stone Face' (em tradução literal, 'A Grande Face de Pedra'), por sua ausência proposital de expressões faciais. No Brasil, o termo foi adaptado para 'O Palhaço Que Não Ri'. Em uma entrevista, o ator chegou a explicar os motivos pelos quais adotou esta tática: 'Bem, veja, aprendi isso no palco. Quando eu ria do que fazia, o público não ria. Então, quando fui para o cinema, não sorrir era mecanismo meu'. Assim como Lon Chaney, ele ganhou uma biografia em 1957, intitulada 'O Palhaço que não Ri' (The Buster Keaton Story), estrelada por Donald O'Connor.

Carmen Miranda - A Pequena Notável e Brazilian Bombshell


Carmen Miranda era tão icônica que teve um apelido nacional e um internacional! rs Embora tenha nascido em Portugal, Carmen veio morar no Rio de Janeiro ainda na infância e se considerava uma autêntica brasileira. Aqui, ela iniciou uma carreira de sucesso, sendo chamada pela imprensa de 'A Pequena Notável', em parte porque pequena era uma espécie de gíria da época para falar de mulheres jovens, mas também pelo alto dos 1,52 cm de altura da artista, que costumava utilizar enormes saltos de plataforma;

Quando Carmen ganhou fama internacional se apresentando em casas noturnas e, posteriormente, em Hollywood, passou a ser conhecida como The Brazilian Bombshell, por conta de sua presença exuberante e espalhafatosa. O termo Bombshell, em tradução literal, significa bomba. No entanto, era utilizado nos EUA para descrever mulheres sensuais e chamativas, como Marilyn Monroe ou Kim Novak.

Frank Sinatra - The Voice


O ator e cantor Frank Sinatra tinha uma série de apelidos, tanto públicos quanto apenas em seu grupo de amigos. Dentre os mais conhecidos, estão 'The Chairman of the Board' (O Presidente do Conselho), como passou a ser chamado após fundar sua própria gravadora, em 1960, chamada 'Reprise Records'; 'Blue Eyes' (Olhos Azuis) ou 'Ol' Blue Eyes' (sendo Ol' uma abreviação de Old, que significa Velho) também era um de seus pseudônimos mais famosos, sendo até o título de seu álbum de 1973, 'Ol' Blue Eyes Is Back'. No entanto, acredito que de todos, 'The Voice' (A Voz) seja o que mais nos remete a Sinatra. Obviamente, esta foi uma homenagem à sua inconfundível voz, sendo ele considerado um dos maiores cantores do século XX.

Alfred Hitchcock - O Mestre do Suspense


'Eu sou um diretor estigmatizado. Se eu fizesse 'Cinderela', o público imediatamente procuraria um corpo na carruagem', teria dito Alfred Hitchcock em uma entrevista. Um dos diretores mais conceituados do cinema, Hitchcock era famoso por seus longas de suspense e terror psicológico, sempre aliados a toques de seu humor ácido. Suas técnicas de filmagem e pioneirismo em longas do gênero são replicados até os dias de hoje. 'Rebecca, a Mulher Inesquecível' (Rebecca, 1940), 'Janela Indiscreta' (Rear Window, 1954), 'Um Corpo Que Cai' (Vertigo, 1958), 'Psicose' (Psycho, 1960) e 'Os Pássaros' (The Birds, 1963) são alguns dos exemplos de filmes que o fizeram ganhar o título de 'O Mestre do Suspense' (Master of Suspense).



Para que a postagem não fique ainda mais longa, vou parar por aqui. Mas, calma! Sei que ainda faltam vários nomes conhecidos para citar e pretendo fazer em breve uma segunda parte. Se quiser, pode até colocar aqui nos comentários quem você gostaria de ver na próxima lista.
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terça-feira, 15 de março de 2022

Clássicos com 'retratos' no enredo principal

 Assistindo a um dos filmes desta lista, me dei conta da quantidade de produções que contém retratos, em sua maioria de mulheres, como um ponto chave do enredo, e achei que seria interessante listá-los aqui no blog. Repare que a grande maioria dos longas é década de 1940, e que este era um recurso bastante usado em longas do subgênero noir. 


Laura (1944)


Dirigido pelo lendário Otto Preminger, este noir é com certeza um dos mais famosos exemplos dentro do tema proposto nesta lista. Dana Andrews interpreta o detetive encarregado de investigar o assassinato da bela executiva Laura, vivida por Gene Tierney. Enquanto apura os depoimentos do melhor amigo e do noivo da vítima, o policial adquire verdadeira obsessão pelo caso. Intrigado e fascinado pelo enorme retrato exposto na sala da mulher morta, descobre-se apaixonado por ela. 


O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948)


Este foi o filme que me inspirou a fazer esta postagem! Aqui, o próprio título já nos mostra a importância do retrato na história. Com direção de William Dieterle, o longa traz Joseph Cotten na pele de um pintor idealista e fracassado. Embora possua certo talento, suas telas não evocam nenhum tipo de emoção especial. Acostumado a reproduzir paisagens e flores, tudo muda quando conhece sua musa inspiradora, Jennie, vivida por Jennifer Jones. De maneira etérea, a personagem surge e desaparece com a mesma rapidez, despertando a curiosidade do artista sobre sua origem. Impressionado com seu rosto melancólico e sua presença quase magtética, ele começa a desenha-la, tentando passar para o quadro todo sentimento que ela lhe desperta; Uma curiosidade interessante é que o quadro não foi importante apenas na ficção. O produtor David O. Selznick, que no ano seguinte a estreia da produção, casou-se com Jennifer Jones, fez questão de levar a pintura para a casa onde viveu com a atriz. Os dois foram casados até a morte dele, em 1965.

O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, 1945)


Baseado no romance homônimo de Oscar Wilde, o longa de 1945 é apenas uma das muitas adaptações para o cinema deste clássico da literatura. Narra a história do aristocrata Dorian Gray, um jovem de rara beleza, que acaba sendo corrompido por Lord Henry, um homem mais velho que lhe mostra os prazeres da vida boêmia. Tal qual Narciso, ele se encanta por sua própria imagem, imortalizada em um quadro pelo pintor Basil Hallward. Em uma espécie de pacto, no qual o pavor de envelhecer o domina, ele deseja secretamente que o quadro possa sofrer com as ações do tempo em seu lugar, permanescendo assim jovem e belo pela eternidade. Sob a direção de Albert Lewin, a versão foi protagonizada por Hurd Hatfield e George Sanders.

Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window, 1944)


Do mestre Fritz Lang, o longa se inicia com um renomado professor universitário, interpretado por Edward G. Robinson, admirando o retrato de uma linda mulher exposto em uma vitrine. O homem de meia-idade, casado e com filhos, está imerso em seu deslumbramento, quando surge ao seu lado a própria modelo que posou para a pintura. A jovem, vivida por Joan Bennett, lhe explica que vez ou outra vai até o local para observar a reação das pessoas ao se depararem com o quadro. Percebendo a admiração do desconhecido pela obra, ela o convida até seu apartamento para apreciar outros exemplares. Entretanto, os dois são surpreendidos pelo amante ciumento da moça, desencadeando uma tragédia que os une em uma teia de mentiras.

Almas Perversas (Scarlet Street, 1945)


Eis um exemplo claro da arte do cinema e da atuação. Do mesmo Fritz Lang, repentindo os protagonistas Edward G. Robinson e Joan Bennett, assim como o ótimo Dan Duryea como coadjuvante (também presente no filme anterior), aqui novamente temos um retrato em destaque, no entanto, em uma abordagem completamente distinta. Robinson interpreta um típico homem do proletariado, empurrando com a barriga um casamento infeliz, tendo como única distração suas pinturas amadoras. Ao conhecer a femme fatale vivida por Bennett, apaixona-se perdidamente e tenta aparentar uma posição superior a que tem na realidade. Pensando estar seduzindo um pintor famoso e, consequentemente rico, a bela jovem passa a manipula-lo para conseguir artigos de luxo e um apartamento dispendioso. O retrato entra em cena na metade final da trama, por isso não escreverei mais detalhes para não dar nenhum spoiler, já que sua 'participação' é de fundamental importância na história. O longa é refilmagem de 'A Cadela' (La Chienne, 1931), de Jean Renoir.

Inspiração Trágica (The Two Mrs. Carrolls, 1947)


Dirigido por Peter Godfrey, o filme tem como estrelas ninguém menos que Humphrey Bogart e Barbara Stanwyck. O personagem central é Geoffrey Carroll, um pintor americano que mora na Inglaterra. Durante uma viagem, ele conhece uma atraente mulher, Sally Morton, com quem inicia um apaixonado relacionamento. Ao perceber que está fazendo o papel de amante de um homem casado e com uma filha, Sally decide terminar o romance, ignorando as desculpas do amado. Apenas quando Geoffrey torna-se viúvo, os dois voltam à antiga paixão e acabam se casando. Passado algum tempo, ela começa a desconfiar que está sendo traída, ao mesmo tempo em que adoece repentinamente. É quando ela começa a investigar a morte da primeira Sra. Carroll e descobre que está tendo seu retrato pintado pelo marido, assim como aconteceu com sua antecessora.

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)


Um dos grandes clássicos de Alfred Hitchcock, o longa é protagonizado por James Stewart, como um detetive aposentado com pânico de altura. Sua volta a ativa ocorre após o pedido de um amigo, que se diz preocupado com o comportamento estranho de sua esposa. O investigador passa, então, a seguir a intrigante mulher, vivida por Kim Novak. A jovem costuma passar diversas horas observando o retrato de uma de suas antepassadas, além de aderir a alguns de seus pertences e costumes, incluindo seu penteado. Acreditando ser uma espécie de reencarnação, ela apresenta tendências suicidas e parece se sentir atraída especialmente por lugares altos, para desespero de seu protetor.

Envolto em Sombras (The Dark Corner, 1946)


Antes de ser Lucy, Lucille Ball já foi atriz de filme noir. Ela interpreta a mocinha da trama, vivendo a secretária do detetive Bradford Galt (Mark Stevens), que o ajuda a escapar de uma armação que pretende incrimina-lo por um assassinato que ele não cometeu. Clifton Webb aparece como o rico Hardy Cathcart, dono de uma galeria de arte. Uma espécie de colecionador, ele se apaixonou pelo retrato de uma mulher anos atrás, não descansando até ter em sua posse a personificação de seu objeto desejo, tendo assim uma obsessão doentia por sua esposa. O longa foi dirigido por Henry Hathaway.

Obsessão Trágica (The Madonna's Secret, 1946)


Um pintor vive nos EUA fugindo de seu passado na Europa, onde foi julgado pelo assassinato de uma de suas modelos e teve sua carreira arruinada. Ele agora trabalha no quadro de um novo rosto feminino mas a mulher que posava para ele é encontrada morta, repetindo o ocorrido anos atrás. Preso pelo homicídio, ele é libertado em seguida pela polícia após apresentar um álibi. A irmã da vítima é convencida pela polícia a se oferecer como modelo para ser pintada pelo acusado e investiga-lo, como um possível assassino em série. Entretanto, sua inspeção tem uma reviravolta quando a moça se apaixona pelo suspeito. Com direção de Wilhelm Thiele, tem o elenco principal formado por Francis Lederer, Gail Patrick, Ann Rutherford e Edward Ashley. Foi inspirado no longa 'Barba Azul' (Bluebeard, 1944).

Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980)


Neste caso, não temos bem uma pintura, como nos outros, mas acho que se enquadra no objetivo da lista, mesmo sendo mais uma fotografia. A história protagonizada por Christopher Reeve e Jane Seymour foi dirigida por Jeannot Szwarc e baseada no romance homônimo de Richard Matheson, que o idealizou após uma experiência de fascínio semelhante, ao ver uma imagem da atriz Maude Adams; O protagonista é um escritor que na noite de estréia de sua peça é abordado por uma senhora, já bem idosa, que pede que ele 'volte para ela'. Após alguns anos, durante uma viagem, ele se depara com a fotografia de uma bela mulher. Depois pesquisar, ele descobre se tratar de Elise McKenna, uma renomada atriz de teatro do início do século, que vinha a ser a mesma senhora que havia conhecido anos antes. Obcecado, ele passa a estudar e se concentrar em voltar ao passado para encontrar a misteriosa mulher por quem se apaixonou. 

Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)


Em outro dos grandes clássicos de Hitchcock e único dirigido por ele a ganhar o Oscar de melhor filme, temos uma jovem simples e sem muitos atrativos, que se apaixona por um rico viúvo. Após o casamento, o casal vai morar na enorme mansão do rapaz, e o que parecia ser o início de um conto de fadas se torna uma verdadeira história de fantasma. Em cada canto da casa, em cada pessoa que encontra, parece predominar presença de Rebecca, a falecida primeira esposa de seu marido. A ausência de sua figura física parece ameaçar ainda mais a protagonista, que passa a temer uma rival invisível. A governanta da casa, que tinha adoração por sua predecessora, é a que pessoa que mais a atormenta com comparações e em uma das cenas usa um dos enormes retratos de família pendurados na parede para causar humilhação e sabotar sua nova patroa. Protagonizado por Joan Fontaine, Laurence Olivier e Judith Anderson, foi baseado na obra de Daphne du Maurier,.

O Fantasma Apaixonado (The Ghost and Mrs. Muir, 1947)


Por coincidência, Gene Tierney voltou para encerrar a lista que se abriu com um de seus filmes, só que desta vez o retrato não é dela e sim de Rex Harrison, que interpreta o fantasma do título. So a direção de Joseph L. Mankiewicz, a atriz vive uma mulher viúva e com uma filha, a procura de uma casa. Ela encontra a moradia perfeita em um encantador chalé, que é oferecido a um ótimo preço por ter a fama de ser assombrado pelo antigo proprietário, um capitão da marinha. Excêntrica e destemida, ela não se amedronta com a lenda e passa a morar no local, que possui uma imagem de seu antigo dono na parede. Não demora para que o espírito apareça e tente intimidá-la. Entretanto, ao contrário dos antigos residentes, que iam embora correndo, a bela jovem não se sente nada amedrontada e passa a desafiar o morto.



Filmes citados que você encontra no YouTube:

O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948) - Clique aqui
O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, versão de 2009) - Clique aqui
Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window, 1944) - Clique aqui
Almas Perversas (Scarlet Street, 1945) - Clique aqui
A Cadela (La Chienne, 1931) - Clique aqui
Envolto em Sombras (The Dark Corner, 1946) - Clique aqui
Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)  - Clique aqui
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