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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Atores e atrizes que mudaram radicalmente sua 'persona' cinematográfica

Embora o cinema seja uma arte, ele também é sinônimo de lucros e negócios. O 'Star system' (sistema de estrelas) era extremamente comum em Hollywood, consistindo em longos contratos com atores (as), onde os estúdios controlavam toda a sua carreira. Isso incluia trabalhos, treinamentos, publicidade e também a imagem. Como 'persona' podemos entender um 'personagem fictício', uma imagem representativa para o público. Com isso, eram criados estereótipos, que muitas vezes limitavam o talento e as escolhas artísticas dos atores. Entretanto, era algo muito lucrativo para os estúdios, que podiam lançar diversos filmes e vender repetidamente as imagens que mais agradássem a audiência. Abaixo, alguns exemplos de atores e atrizes que passaram por mudanças destas personas em suas carreiras:

*Obviamente, todos os citados fizeram diferentes filmes. A postagem é sobre uma imagem 'geral'.

Marilyn Monroe - Femme fatale x Loira burra


No início de sua carreira, Marilyn Monroe fez uma série de participações em diferentes filmes até conseguir seu lugar ao sol. Conforme seus papéis foram melhorando, houve um breve esboço de 'mulher fatal' em suas personagens. Podemos pegar como exemplo filmes como 'O Segredo das Jóias' (The Asphalt Jungle, 1950), 'Almas Desesperadas' (Don't Bother to Knock, 1952) e, principalmente, 'Torrente de Paixão' (Niagara, 1953). Neste último, a atriz ganhou bastante atenção do público. Com isso, seu visual de cabelos platinados e curtos, batom vermelho e sobrancelhas arqueadas tornou-se definitivo.


Com o estrondoso sucesso de 'Os Homens Preferem as Loiras' (Gentlemen Prefer Blondes, 1953), a 20th Century Fox viu que tinha uma mina de ouro em suas mãos. Assim, Marilyn passou a interpretar uma série de personagens no estilo 'sexy e inocente', que a consolidou como uma das atrizes mais famosas de Hollywood. Alguns de seus trabalhos mais conhecidos são 'Como Agarrar Um Milionário' (How to Marry a Millionaire, 1953), 'O Pecado Mora ao Lado' (The Seven Year Itch, 1955) e 'Quanto Mais Quente Melhor' (Some Like It Hot, 1959). Percebendo o potencial de Monroe nas bilheterias, surgiram atrizes como Jayne Mansfield, Diana Dors e Mamie Van Doren. Apesar da fama, Monroe odiava o estereótipo de 'loira burra' que passou a lhe acompanhar.

Dick Powell - Astro de musicais x Protagonista 'durão'


Com talento vocal e presença de palco aliados ao jeito de bom moço, Dick Powell tornou-se um dos nomes mais frequentes dos musicais na década de 30. Filmes como 'Cavadoras de Ouro' (Gold Diggers of 1933), 'Rua 42' (42nd Street, 1933) e 'Mulheres e Música' (Dames, 1934) o tornaram um astro do gênero, atuando frequentemente ao lado de Ruby Keeler e Joan Blondell, que foi sua esposa de 1936 até 1944.


Com a chegada dos anos 40, Powell começou a se sentir muito velho para seus antigos personagens, testando sua sorte em papéis mais dramáticos. Com o êxito de 'Até a Vista, Querida' (Murder, My Sweet, 1944), o ator conseguiu revigorar sua carreira, protagonizando clássicos noir como 'Johnny O'Clock' (1947) e 'Caminho da Tentação' (Pitfall, 1948). Posteriormente, passou também a ser diretor de cinema.

Myrna Loy - Mulher exótica x Dona de casa americana


Myrna Loy começou sua carreira ainda no cinema mudo, passando com sucesso para a era do som. Entretanto, em seus primeiros anos como atriz, ela não era exatamente uma estrela. Interpretando frequentemente as chamadas 'mulheres exóticas', ela era escalada para as mais diversas etnias. Não era raro vê-la como personagens asiáticas ou do leste europeu. As vilãs ou apenas antagonistas também eram comuns em sua filmografia. Alguns exemplos são longas como 'A Guarda Negra' (The Black Watch, 1929), 'A Máscara de Fu Manchu' (The Mask of Fu Manchu, 1932) e'Treze Mulheres' (Thirteen Women, 1932).


Apesar de nem sempre ter bons papéis, Myrna era presença constante nos filmes da época, aparecendo em no mínimo sete produções por ano. Sua popularidade aumentou consideravelmente após ser apontada como a atriz favorita do lendário ladrão de bancos John Dillinger, que foi morto saindo do cinema, após assistir 'Vencidos Pela Lei' (Manhattan Melodrama, 1934). O grande ápice da mudança de persona em sua carreira foi a personagem Nora Charles, em 'A Ceia dos Acusados' (The Thin Man, 1934). O longa, que mistura comédia e suspense, fez com que suas habilidades como atriz fossem reconhecidas por público e crítica, fazendo um enorme sucesso e tendo uma série de continuações. A parceria ao lado de William Powell também se repetiria diversas vezes, eternizando-os como uma das grandes duplas do cinema. Eleita 'Rainha de Hollywood' na década de 30, fez clássicos como 'Ciúmes' (Wife vs. Secretary, 1936), 'Os Melhores Anos de Nossas Vidas' (The Best Years of Our Lives, 1946) e 'Lar, Meu Tormento' (Mr. Blandings Builds His Dream House, 1948).

Vincent Price - Coadjuvante de luxo x Rei do terror


Vincent Price já flertava com o terror desde seus primeiros papéis, quando atuou em filmes como 'A Torre de Londes' (Tower of London, 1939) e 'A Volta do Homem Invisível' (The Invisible Man Returns, 1940). Apesar disso, de maneira geral, sua carreira durante a década de 40 se manteve estável com personagens de destaque em clássicos como 'A Canção de Bernadette' (The Song of Bernadette, 1943), 'Laura' (1944) e 'Amar Foi Minha Ruína' (Leave Her to Heaven, 1945).


Nas décadas seguintes até o final de sua vida, o ator continuou atuando em longas dos mais diversos gêneros, como 'Champanhe para César' (Champagne for Caesar, 1950), 'Os Dez Mandamentos' (The Ten Commandments, 1956) e 'As Baleias de Agosto' (The Whales of August, 1987). Mas, em uma espécie de carreira paralela, foi nos filmes de terror que Price encontrou seu verdadeiro lugar como protagonista. Neste período, destaca-se sua lendária parceria com o diretor Roger Corman e as diversas adaptações das obras de Edgar Allan Poe. As produções de baixo orçamento, ligeiramente trash, o estabeleceram como um dos reis do horror, em filme como 'Museu de Cera' (House of Wax, 1953), 'A Casa dos Maus Espíritos' (House on Haunted Hill, 1959) e 'O Corvo' (The Raven, 1963). 

Joan Bennett - Loira ingênua x Femme fatale x Dona de casa americana


Os cabelos loiros e as feições delicadas davam uma imagem inocente à jovem Joan Bennett, que começou a atuar ainda no cinema mudo. Durante os anos 30, mantendo sua posição de mocinha, ela esteve em clássicos como 'Bulldog Drummond' (1929), 'Eu e Minha Pequena' (Me and My Gal, 1932) e 'As Quatro Irmãs' (Little Women, 1933).


Apesar de já ser uma estrela de sucesso, foi na década de 40 o auge de sua carreira. Com os cabelos escuros e penteados glamourosamente, ela transformou-se em uma das femme fatales mais importantes dos filmes noir, protagonizando clássicos como 'Um Retrato de Mulher' (The Woman in the Window, 1944), 'Almas Perversas' (Scarlet Street, 1945) e 'O Segredo da Porta Fechada' (Secret Beyond the Door, 1947).


Em 1951, a atriz foi envolvida em um escândalo, quando seu marido Walter Wanger atirou em seu agente, Jennings Lang, acreditando que os dois estavam tendo um caso. Lang foi socorrido e sobreviveu. Alegando insanidade temporária, Wanger foi solto sob fiança. O romance extraconjugal foi negado por ambos, que afirmaram estar em um encontro de negócios, sobre um projeto na televisão. Apesar de tudo ter sido esclarecido, a carreira de Joan sofreu um grande abalo. Com dificuldades para bons papéis, ela precisou se reinventar novamente, com personagens menores, geralmente de esposas e donas de casa. Ela apareceu em longas como 'O Pai da Noiva' (Father of the Bride, 1950) e sua continuação, 'Netinho do Papai' (Father's Little Dividend, 1951) e 'Não Somos Anjos', também conhecido como 'Veneno de Cobra' (We're No Angels, 1955). Nos anos seguintes, Bennett se dedicou ao teatro e continuou aceitando convites para o cinema.

Olivia de Havilland - Mocinha ingênua x Lei De Havilland


Na década de 30, Olivia De Havilland era a personificação do termo 'mocinha', atribuído às heroínas de filmes. Sua beleza delicada e seus modos elegantes a tornaram perfeita para papéis de jovens românticas. A química com o astro Errol Flynn rendeu uma parceria de sucesso nas telas, geralmente em filmes de aventura ou faroestes. A atriz também apareceu em filmes como 'Adversidade' (Anthony Adverse, 1936), 'Uma Loira Com Açucar' (The Strawberry Blonde, 1941) e 'A Porta de Ouro' (Hold Back the Dawn, 1941). Seu papel de maior destaque foi como a doce Melanie no clássico 'E o Vento Levou' (Gone With the Wind, 1939).


Apesar de ser protagonista na maior parte de seus trabalhos, Olivia estava cansada do estereótipo de boa moça e da falta de profundidade de suas personagens. Sob contrato com a Warner, ela recusou diversos projetos, que a levaram a ser suspensa pelo estúdio. Ao final de seu contrato de sete anos, o estúdio acrescentou seis meses que deveriam ser cumpridos por Olivia, pelo período em que ela esteve suspensa. Aconselhada por seu advogado, ela decidiu processar a Warner em 1943. Em um movimento inédito e inesperado, a justiça concedeu a vitória para Olivia, reduzindo o poder dos estúdios sobre os atores e sendo nomeada como 'Lei De Havilland'. Embora tenha sido inicialmente boicotada, ela voltou a trabalhar, finalmente interpretando diferentes personagens. Vencendo duas vezes o Oscar de Melhor Atriz, pelos longas 'Só Resta Uma Lágrima' (Só Resta uma Lágrima (To Each His Own, 1946) e 'Tarde Demais' (The Heiress, 1949), ela também atuou em filmes como 'Espelho d'Alma' (The Dark Mirror, 1946), 'A Cova da Serpente' (The Snake Pit, 1948), e 'Com a Maldade na Alma' (Hush...Hush, Sweet Charlotte, 1964).

Peter Lorre - Protagonista excêntrico x Coadjuvante de luxo


Peter Lorre ganhou fama mundial ao interpretar um psicopata no filme alemão 'M, O Vampiro de Dusseldorf' (M - Eine Stadt sucht einen Mörder, 1931). Apesar de sua atuação excepcional, Lorre estava longe de ter a aparência esperada para um protagonista romântico. Assim, sua carreira se desenvolveu, principalmente, com papéis de anti-heróis, como 'O Homem Que Sabia Demais' (The Man Who Knew Too Much, 1934), 'Crime e Castigo' (Crime and Punishment, 1935) e 'Dr. Gogol - O Médico Louco' (Mad Love, 1935). O ator também fez bastante sucesso com 'O Misterioso Mr. Moto' (Think Fast, Mr. Moto, 1937), onde interpreta um detetive japonês, que gerou uma série com sete continuações. Embora tenha protagonizado filmes de baixo orçamento como 'O Homem dos Olhos Esbugalhados (Stranger on the Third Floor, 1940), um vislumbre de declínio começava a se desenhar.


Em 1941, sua carreira adquiriu um novo fôlego, agora em uma posição de coadjuvante, porém em grandes clássicos, como 'O Falcão Maltês' ou 'Relíquia Macabra' (The Maltese Falcon, 1941), 'Casablanca' (1942) e 'Este Mundo é um Hospício' (Arsenic and Old Lace, 1944). O ator apareceu em diversas produções no cinema e na televisão durante os anos 40 e 50. Em seus últimos anos, ele se juntou a nomes como Vincent Price e Boris Karloff,, tornando-se um dos mestres do terror na década de 60, em longas como 'Muralhas do Pavor' (Tales of Terror, 1962) e 'O Corvo' (The Raven, 1963).

Dorothy Malone - Boa moça x Loira fatal


Dorothy Malone começou a atuar nos anos 40. Embora tenha chamado a atenção em sua breve participação em 'À Beira do Abismo' (The Big Sleep, 1946), a jovem atriz era constantemente escalada em faroestes. Apesar de alguns papéis principais, suas personagens eram muitas vezes apenas o interesse amoroso do protagonista. Com olhos marcantes e cabelos escuros, sua aparência de boa moça limitava sua personalidade nas telas. Segiram-se filmes como 'Golpe de Misericórdia' (Colorado Territory, 1949), 'O Tesouro do Bandoleiro' (The Nevadan, 1950) e 'Morrendo de Medo' (Scared Stiff, 1953).


Os cabelos loiros deram a Dorothy uma personalidade sensual e ousada, que permitiu que ela mostrasse todo o seu potencial no drama 'Palavras ao Vento' (Written on the Wind, 1956). Embora fosse uma personagem secundária, a atriz roubou a cena e garantiu seu Oscar de coadjuvante. Sua nova aparência e a estatueta em sua estante ajudaram a torná-la uma estrela, podendo brilhar em diferentes gêneros. Ela esteve em clássicos como 'Almas Maculadas' (The Tarnished Angels, 1957) e 'O Homem das Mil Caras' (Man of a Thousand Faces, 1957). Ela também protagonizou a série de televisão 'Peyton Place', de 1964 até 1968.



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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Vale a pena assistir 'Blonde' (2022) ?

 


Confesso que não pretendia fazer uma postagem sobre o filme, por ter perdido o timing, já que a estréia ocorreu em setembro de 2022. No entanto, com a chegada da temporada de premiações, 'Blonde' tem sido novamente citado, positiva ou negativamente. Por isso, achei que valeria fazer uma avaliação rápida sobre a produção.


Um pouco sobre o filme


Estrelado por Ana de Armas e dirigido por Andrew Dominik, o longa da Netflix é um relato ficcional da conturbada vida de um dos maiores ícones da cultura pop mundial. Baseado no best-seller de mesmo nome da escritora Joyce Carol Oates publicado em 2000, a produção mistura fatos reais com situações romanceadas, com o objetivo de mostrar a mulher por trás do mito Marilyn Monroe. 


Pontos positivos

O principal ponto positivo do longa é, sem dúvida alguma, a atuação de Ana de Armas. A atriz, nascida em Cuba, não é nem de longe a escolha mais óbvia para interpretar Marilyn. Sua beleza morena e latina é quase oposta à figura loira tipicamente americana que tornou-se um símbolo da Hollywood dos anos 50. No entanto, o trabalho de caracterização, incluindo cabelo, maquiagem e figurinos, ficou impecável. Em muitas cenas, as duas mulheres, incrivelmente, ficam bastante parecidas. Mas é a total entrega de Ana à personagem que realmente faz com que o filme ganhe um pouco de respeito. Ela, inclusive, conseguiu escapar da temida indicação ao Framboesa de Ouro, das quais 'Blonde' foi o filme recordista. Ao contrário disso, seu desempenho foi reconhecido com uma indicação ao Oscar. 

Outro destaque da produção, é justamente a recriação dos figurinos icônicos de Monroe, desde sua época de modelo, passando por fotografias famosas, até as roupas utilizadas em seus próprios trabalhos nas telas. 


Pontos negativos

Na minha visão, a direção de Andrew Dominik é pretensiosa. O longa, que tem 2 horas e 46 minutos de maneira completamente desnecessária, torna-se cansativo não por sua duração, e sim pelas escolhas do diretor. Por ser um filme biográfico - ainda que cheio de elementos ficcionais - seria perfeitamente compreensível ter um tempo grande de tela, para que fossem abordados diversos temas de uma vida intensa e conturbada. Entretanto, o que assistimos são recortes avulsos, com passagens de tempo mal feitas, personagens que surgem sem muita explicação enquanto outros desaparecem sem esclarecimento algum. Dominik, que além de dirigir também foi o responsável pelo roteiro, tentou utilizar cenas fortes, como o polêmico encontro com Kennedy ou a pré-estréia em que Marilyn tem a sensação de ser devorada por homens que a observam, para chocar o espectador e tentar, de alguma forma, trazer o desconforto que a própria atriz sentia por sua exploração na indústria. Ainda assim, o filme tem cenas que beiram o ridículo, em especial as conversas imaginárias da protagonista com os fetos em sua barriga. 

Em resumo, o filme busca tanto o diferente que acaba saindo completamente dos trilhos. A preferência por estender cenas sem muita relevância e fazer apenas uma rápida passagem por pontos que talvez fossem ser bem mais interessantes foi o que mais me incomodou. Não vou entrar no mérito do excesso de nudez, que de fato ocorreu, mas que já seria uma outra discussão. Simplificando totalmente, é um filme ruim. Ainda que não fosse sobre a Marilyn, ainda que não tivesse elementos biográficos, o roteiro e a direção são simplesmente fracos. Você sequer consegue resumir o enredo, porque a sensação é que o roteiro ficou em segundo plano, se escorando nas polêmicas, na atuação da protagonista e na própria imagem da Marilyn, que por si só já vende e já atrai o público. 

Fica um sentimento de que seria muito mais digno ter pego todo o investimento da produção e o empenho de atuação da Ana de Armas para fazer um filme ou uma série realmente biográfica sobre a Marilyn, ao invés de pegar algo que de certa forma não acrescenta em muita coisa.


Vale a pena ver?

É claro! Afinal, o que é ruim pra mim pode ser ótimo pra você e é sempre válido tirar suas próprias conclusões sobre tudo. Para os fãs da Marilyn, a experiência pode ser um pouco frustrante. Porém, para alguém que não sabe muito sobre ela, pode ser uma porta a ser aberta para pesquisas mais profundas sobre a atriz e sobre seus filmes. 

E se você é fã ou deseja saber mais sobre a Marilyn, vou deixar algumas matérias do blog que possam te interessar:




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sábado, 28 de maio de 2022

'O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas', o novo documentário da Netflix

 


É sempre um grande desafio para qualquer um que se proponha a fazer um novo documentário sobre Marilyn Monroe, encontrar algo difenciado para falar sobre a já tão conhecida e explorada história da diva de Hollywood. Desde sua infância sofrida e os problemas psicológicos decorrentes, passando por seu sucesso no cinema e seus casos amorosos, até culminar em seu trágico final, a vida da atriz já foi esmiuçada por diversas vezes em filmes, séries, livros e outros documentários, sendo bastante conhecida pelo grande público. 


O que a Netflix informa em seu site:

 

Mergulhe no mistério que envolve a morte de Marilyn Monroe ouvindo entrevistas inéditas com seus amigos mais íntimos neste documentário.

Conversas inéditas com John Huston e a elite de Hollywood ajudam a entender a vida e o trágico fim de Marilyn Monroe.

Com a pretenciosa promessa de desvendar o mistério que envolve a morte da atriz, o documentário dirigido por Emma Cooper, tem como base os arquivos do jornalista investigativo Anthony Summers (foto acima), autor do livro de não-ficção 'A Deusa - as Vidas Secretas de Marilyn Monroe', publicado em 1985. Ao longo de uma hora e quarenta e um minutos, temos acesso às inúmeras gravações de voz feitas por Summers, incluindo figuras conhecidas como John Huston e Jane Russell, além de pessoas anônimas que tiveram convívio com a loira, como por exemplo os familiares de seu psiquiatra.

Tendo o sensacionalismo como prato principal, o documentário se estende desnecessariamente, usando firulas como imagens do autor na Irlanda (onde mora) com seu material de pesquisa, além de usar figurantes dublando as gravações das fitas para tentar acrescentar um clima de investigação à produção. Como ponto positivo, temos diversas imagens e depoimentos sobre Marilyn, o que acaba sendo interessante para os fãs de cinema clássico. No entanto, para qualquer um que já viu algum documentário ou sabe um pouco de sua trajetória, a reportagem se torna maçante por ter uma longa duração e apresentar poucas novidades em comparação aos demais. Ao final, após sua acurada análise de todos os fatos e gravações, o autor chega a conclusão de que não chegou a conclusão alguma. Em suma, apesar de todas as polêmicas teorias existentes, Summers percebe, com o resultado de sua pesquisa, que concorda com o laudo médico já existente.

Como minha conclusão, posso dizer que como um documentário sobre a Marilyn, para quem deseja saber mais sobre sua vida, até se sai bem, embora existam melhores (em termos de abordagem sobre sua filmografia). Possui arquivos da atriz, como entrevistas, cenas de seu casamento e alguns depoimentos interessantes sobre ela. Porém, o que realmente estraga a experiência é a óbvia maneira tendenciosa com a qual o documentário é vendido ao público para, no final, ser apenas mais do mesmo. Provavelmente foi lançado como uma prévia do novo filme do streaming, intitulado 'Blonde', que deve estrear ainda este ano, com Ana de Armas no papel principal. O longa é uma adaptação do romance histórico de mesmo nome escrito por Joyce Carol Oates, publicado em 1999, que, apesar de ser baseado na vida de Marilyn, é uma obra de ficção.

Ficha técnica:

Título original: The Mystery of Marilyn Monroe: The Unheard Tapes
Ano de lançamento: 2022
Gênero: Documentário
Diração: Emma Cooper
Duração: 1h e 41 min.
País: EUA
Idioma: Inglês

Link para Netflix: aqui
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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Galeria de fotos 'Fabled Enchantress' - Marilyn Monroe fotografada por Richard Avedon


Em dezembro de 1958, Marilyn Monroe posou para as lentes do lendário fotógrafo Richard Avedon (que serviu de inspiração para o personagem de Fred Astaire no filme Cinderela em Paris/ Funny Face, de 1957). Na sessão intitulada 'Fabled Enchantress', a atriz encarna 5 grandes divas e mostra toda a sua versatilidade também como modelo. Confira abaixo as belíssimas imagens:

Jean Harlow



Maior inspiração de Marilyn, Jean Harlow ficou famosa na década de 30 como a primeira loira platinada do cinema.





Lillian Russell



A atriz e cantora americana ficou famosa nos palcos no final do século XIX e início do século XX.




Clara Bow



Conhecida como 'it girl', a garota com um 'algo a mais', Clara Bow foi uma das principais estrelas da era do cinema mudo.







Theda Bara



A atriz foi o primeiro símbolo sexual do cinema, popularizando-se por seus papéis como 'vamp' e pelas lendas que eram espalhadas pelos estúdios sobre suas origens.






Marlene Dietrich



Uma das maiores divas do cinema, a atriz alemã ganhou fama na década de 30, ao estrelar o filme O Anjo Azul (Der Blaue Engel, 1930).


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domingo, 18 de junho de 2017

Fotos raras de Marilyn Monroe ao lado de grandes personalidades

Confira abaixo uma seleção de fotos da diva junto de outros grandes nomes do século XX:

*Veja também a galeria de Audrey Hepburn*

1- Com Marlon Brando



Aqui com Brando e Merle Oberon visitando o set de Desirée, o Amor de Napoleão/ Desirée, 1954



2- Com o marido, Arthur Miller, os colegas de elenco Eli Wallach, Montgomery Clift, e Clark Gable e o diretor John Huston nos bastidores de Os Desajstados (The Misfits), em Reno, Nevada, 1960. A foto é de Elliott Erwitt.



3- Com Betty Grable, Walter Winchell, Jane Russell, Lucille Ball, Jimmy McHugh e Louella Parsons no aniversário de Walter Winchell, 1953


4- Com Dean Martin e Cyd Charisse durante as gravações de seu filme inacabado, Something’s Got To Give, 1962 (via)


5- Com Tom Ewell em uma cena deletada de O Pecado Mora ao Lado/ The Seven Year Itch, 1955 (via)


6- Com Gene Kelly nos bastidores de Adorável Pecadora/ Let’s Make Love, 1959 (via)


7- Com Maria Callas na famosa festa de aniversário do presidente JFK, 1962 (via)


8- Com Mickey Rooney e Ray Anthony, 1952 (via)


9- Com Susan Strasberg (via)


10- Com George Raft (via)


11- Com o fotógrafo Bert Stern durante sua icônica última sessão de fotos, em 1962 (via)


12- Com Jane Russell nos bastidores de Os Homens Preferem as Loiras/ Gentlemen Prefer Blondes, 1953 (via)



(via)



13- Com Ella Fitzgerald, 1955 (via)



14- Com Maurice Chevalier, que estava visitando o set de Quanto Mais Quente Melhor/ Some Like It Hot, em 1958 (via)



15- Com Marlene Dietrich, em 1955 (via)




16- Com o fotógrafo e amigo Milton Greene (via)



17- Com Henry Fonda, 1947 (via)



18- Com Yves Montand na coletiva de imprensa de Adorável Pecadora/ Let’s Make Love, 1960 (via)


19- Com Edward G. Robinson, 1951 (via)


20- Com Rock Hudson e Charlton Heston no Globo de Ouro de 1962



21- Com Robert e John Kennedy, 1962



22- Com Vivien Leigh e Laurence Olivier na época das filmagens de O Príncipe Encantado/ The Prince and the Showgirl, 1959


Junto com o casal e Arthur Miller, seu marido na época


23- Com Sammy Davis Jr, Jeff Chandler e Arthur Silber Jr


24- Com Gina Lollobrigida, que visitou o set de O Pecado Mora ao Lado/ The Seven Year Itch, 1955


25- Com Lauren Bacall e Humphrey Bogart na premiere de Como Agarrar Um Milionário/ How To Marry a Millionaire, 1953



26- Com Judy Garland no Globo de Ouro, 1962



27- Com Jack Lemmon e Tony Curtis nos bastidores de Quanto Mais Quente Melhor/ Some Like It Hot, 1959



Na coletiva de imprensa do filme, com Tony Curtis


28- Com Shelley Winters no Globo de Ouro de 1960


29- Próxima a Elizabeth Taylor em um show, 1961


30- Com Anne Baxter nos bastidores de A Malvada/ All About Eve, 1950


31- Com Jayne Mansfield na premiere de A Rosa Tatuada/ The Rose Tattoo, 1955


32- Com o então namorado Joe DiMaggio e Cary Grant nos bastidores de O Inventor da Mocidade/ Monkey Business, 1952


33- Com Jerry Lewis e Dean Martin, 1953



Ao lado também de Leslie Caron e Wade H. Nichols


34- Com Mitzi Gaynor, Leslie Caron, Tony Curtis e John Derek fotografados para o Globo de Ouro de 1952


35- Dançando com o escritor Truman Capote


36- Com Peter Lawford e Frank Sinatra



Com Frank Sinatra novamente


37- Com os colegas de elenco Mitzi Gaynor, Walter Lang (diretor), Ethel Merman, Dan Dailey, Donald O'Connor e Johnny Ray nos bastidores de O Mundo da Fantasia/ There's No Business Like Show Business, 1954


38- Com Orson Welles, recebendo um prêmio da Jewish Philanthropies, 1956


39- Com Eartha Kitt, 1957


40- Com Lauren Bacall e Betty Grable nos bastidores de Como Agarrar Um Milionário/ How To Marry a Millionaire, 1953

Lauren Bacall, Betty Grable and Marilyn Monroe on the set of the 1953 movie How to Marry a Millionaire

41- Com Jean Peters nos bastidores de Torrentes de Paixão/ Niagara, 1953


42- Com Clifton Webb e Laurette Luez, 1948


43- Com James Cagney


44- Com Montgomery Clift, 1960


45- Com o reporter Earl Wilson e Esther Williams


46- Com o poeta Carl Sandburg


47- Com Ronald e Nancy Reagan


48- Rock Hudson,Terry Moore e Robert MItchum


49- Com o diretor Billy Wilder nos bastidores de O Pecado Mora ao Lado/ The Seven Year Itch, 1955


50- Com Groucho Marx nos bastidores de Louco de Amor/ Loves Happy, 1949


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