sábado, 25 de junho de 2022

Coleção Barbara Stanwyck - Digipak com 2 DVDS e 4 filmes

 


Pessoalmente, não poderia ter ficado mais feliz quando soube que a Obras-Primas do Cinema lançaria uma coleção de uma das minhas atrizes favoritas!! Barbara Stanwyck foi uma das maiores injustiçadas pela Academia mas quem acompanha um pouco sua carreira sabe que ela foi uma das maiores atrizes da história do cinema e basicamente uma unanimidade entre seus colegas de elenco. 


Contendo 4 filmes divididos em 2 dvds, a coleção vem ainda com 4 cards e tem como extras entrevistas com Henry Bumstead e Constance Moore (duração de 5 minutos) e um especial sobre a atriz (também com duração de 5 minutos). Abaixo, você confere os títulos contidos na edição:


Disco 1


Stella Dallas, Mãe Redentora (Stella Dallas, 1937)


Direção: King Vidor.
Elenco Principal: Barbara Stanwyck, John Boles, Anne Shirley.

Considerada pela própria Barbara Stanwyck como uma de suas melhores atuaçôes, o desempenho da atriz também lhe valeu uma indicação ao Oscar (a primeira das quatro que recebeu). Conta a história de uma mulher, Stella Dallas, considerada vulgar e cujo comportamento extravagante incomoda o marido Stephen, a ponto dele querer divorciar-se dela. O casal tem uma filha, Laurel, que passa a ser a razão da vida de Stella. Ao perceber que a jovem secretamente gostaria de poder desfrutar da vida luxuosa que poderia ser proporcionada pelo pai, Stella decide abdicar de sua criação para faze-la feliz, ainda que isso signifique sua própria infelicidade. 

Lembra-se Daquela Noite? (Remember the Night, 1940)


Direção: Mitchell Leisen. 
Elenco Principal: Barbara Stanwyck, Fred MacMurray, Beulah Bondi.

Bem diferente do tom dramático do filme mencionado anteriormente, aqui temos uma comédia romântica natalina, com a parceria de milhões de Barbara e Fred MacMurray, que acabou sendo eternizada alguns anos depois no noir 'Pacto de Sangue' (Double Indemnity, 1944). No divertido longa, temos a atriz dando vida à Lee Lander, que é presa por ter roubado um bracelete na véspera de Natal. O tribunal decide que o julgamento da jovem terá que esperar até o término das festas de final de ano. Com pena da moça, o promotor do caso opta por tomar conta dela e leva-la para sua própria casa para passar o Natal. Não precisa ser um gênio para perceber que o promotor bonitão e a pseudo-ladra vão se sentir atraídos um pelo outro e o clima de romance vai ser o tempero para a ceia. 

Disco 2

Minha Reputação (My Reputation, 1946)


Direção: Curtis Bernhardt. 
Elenco Principal: Barbara Stanwyck, George Brent, Warner Anderson.

Se tem uma coisa que até os dias de hoje evoluímos pouco desde os primórdios da civilização, é em relação à hipocrisia da sociedade. Especialmente quando se trata da vida amorosa de uma mulher. No longa, Jessica Drummond ficou viúva recentemente e já precisa lidar com as investidas de alguns conhecidos, inclusive amigos de seu falecido marido. Mas é só ao conhecer o Major Scott Landis que ela se sente realmente balançada, embora prefira refrear qualquer tipo de romance. Mesmo mantendo Scott apenas como um amigo, as más linguas espalham a fofoca entre a roda de amigos de Jessica, com todos querendo se meter em seu suposto relacionamento. Indignada, ela decide retribuir as atenções de Scott e os dois acabam se apaixonando. 

Só a Mulher Peca (Clash by Night, 1952)


Direção: Fritz Lang. 
Elenco Principal: Barbara Stanwyck, Robert Ryan, Marilyn Monroe.

Mae Doyle é uma mulher com um passado turbulendo que decide retornar ao pequeno lugarejo que morava dez anos antes. Agora mais refinada e cínica, ela conhece um humilde pescador, chamado Jerry, que se apaixona por ela e a propõe casamento. Ela também é apresentada a Earl Pfeiffer, um homem que despreza o sexo oposto, embora seja casado com uma artista, que vive em turnê. Apesar de adverti-lo sobre o provável fracasso da união, Mae acaba aceitando a proposta de Jerry e se casa com ele. O casal tem um bebê e vive em harmonia por um tempo, até que ela começa a se sentir entediada com sua vida de dona de casa. Quando o desagradável Earl ressurge em sua vida, a tensão sexual entre eles acaba resultando em um romance extraconjugal; O longa possui a presença da futura estrela Marilyn Monroe.


Você encontra a luxuosíssima edição para vender em diversas lojas do ramo, incluindo a loja própria da dispribuidora, a Colecione Clássicos.
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sábado, 28 de maio de 2022

'O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas', o novo documentário da Netflix

 


É sempre um grande desafio para qualquer um que se proponha a fazer um novo documentário sobre Marilyn Monroe, encontrar algo difenciado para falar sobre a já tão conhecida e explorada história da diva de Hollywood. Desde sua infância sofrida e os problemas psicológicos decorrentes, passando por seu sucesso no cinema e seus casos amorosos, até culminar em seu trágico final, a vida da atriz já foi esmiuçada por diversas vezes em filmes, séries, livros e outros documentários, sendo bastante conhecida pelo grande público. 


O que a Netflix informa em seu site:

 

Mergulhe no mistério que envolve a morte de Marilyn Monroe ouvindo entrevistas inéditas com seus amigos mais íntimos neste documentário.

Conversas inéditas com John Huston e a elite de Hollywood ajudam a entender a vida e o trágico fim de Marilyn Monroe.

Com a pretenciosa promessa de desvendar o mistério que envolve a morte da atriz, o documentário dirigido por Emma Cooper, tem como base os arquivos do jornalista investigativo Anthony Summers (foto acima), autor do livro de não-ficção 'A Deusa - as Vidas Secretas de Marilyn Monroe', publicado em 1985. Ao longo de uma hora e quarenta e um minutos, temos acesso às inúmeras gravações de voz feitas por Summers, incluindo figuras conhecidas como John Huston e Jane Russell, além de pessoas anônimas que tiveram convívio com a loira, como por exemplo os familiares de seu psiquiatra.

Tendo o sensacionalismo como prato principal, o documentário se estende desnecessariamente, usando firulas como imagens do autor na Irlanda (onde mora) com seu material de pesquisa, além de usar figurantes dublando as gravações das fitas para tentar acrescentar um clima de investigação à produção. Como ponto positivo, temos diversas imagens e depoimentos sobre Marilyn, o que acaba sendo interessante para os fãs de cinema clássico. No entanto, para qualquer um que já viu algum documentário ou sabe um pouco de sua trajetória, a reportagem se torna maçante por ter uma longa duração e apresentar poucas novidades em comparação aos demais. Ao final, após sua acurada análise de todos os fatos e gravações, o autor chega a conclusão de que não chegou a conclusão alguma. Em suma, apesar de todas as polêmicas teorias existentes, Summers percebe, com o resultado de sua pesquisa, que concorda com o laudo médico já existente.

Como minha conclusão, posso dizer que como um documentário sobre a Marilyn, para quem deseja saber mais sobre sua vida, até se sai bem, embora existam melhores (em termos de abordagem sobre sua filmografia). Possui arquivos da atriz, como entrevistas, cenas de seu casamento e alguns depoimentos interessantes sobre ela. Porém, o que realmente estraga a experiência é a óbvia maneira tendenciosa com a qual o documentário é vendido ao público para, no final, ser apenas mais do mesmo. Provavelmente foi lançado como uma prévia do novo filme do streaming, intitulado 'Blonde', que deve estrear ainda este ano, com Ana de Armas no papel principal. O longa é uma adaptação do romance histórico de mesmo nome escrito por Joyce Carol Oates, publicado em 1999, que, apesar de ser baseado na vida de Marilyn, é uma obra de ficção.

Ficha técnica:

Título original: The Mystery of Marilyn Monroe: The Unheard Tapes
Ano de lançamento: 2022
Gênero: Documentário
Diração: Emma Cooper
Duração: 1h e 41 min.
País: EUA
Idioma: Inglês

Link para Netflix: aqui
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terça-feira, 15 de março de 2022

Clássicos com 'retratos' no enredo principal

 Assistindo a um dos filmes desta lista, me dei conta da quantidade de produções que contém retratos, em sua maioria de mulheres, como um ponto chave do enredo, e achei que seria interessante listá-los aqui no blog. Repare que a grande maioria dos longas é década de 1940, e que este era um recurso bastante usado em longas do subgênero noir. 


Laura (1944)


Dirigido pelo lendário Otto Preminger, este noir é com certeza um dos mais famosos exemplos dentro do tema proposto nesta lista. Dana Andrews interpreta o detetive encarregado de investigar o assassinato da bela executiva Laura, vivida por Gene Tierney. Enquanto apura os depoimentos do melhor amigo e do noivo da vítima, o policial adquire verdadeira obsessão pelo caso. Intrigado e fascinado pelo enorme retrato exposto na sala da mulher morta, descobre-se apaixonado por ela. 


O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948)


Este foi o filme que me inspirou a fazer esta postagem! Aqui, o próprio título já nos mostra a importância do retrato na história. Com direção de William Dieterle, o longa traz Joseph Cotten na pele de um pintor idealista e fracassado. Embora possua certo talento, suas telas não evocam nenhum tipo de emoção especial. Acostumado a reproduzir paisagens e flores, tudo muda quando conhece sua musa inspiradora, Jennie, vivida por Jennifer Jones. De maneira etérea, a personagem surge e desaparece com a mesma rapidez, despertando a curiosidade do artista sobre sua origem. Impressionado com seu rosto melancólico e sua presença quase magtética, ele começa a desenha-la, tentando passar para o quadro todo sentimento que ela lhe desperta; Uma curiosidade interessante é que o quadro não foi importante apenas na ficção. O produtor David O. Selznick, que no ano seguinte a estreia da produção, casou-se com Jennifer Jones, fez questão de levar a pintura para a casa onde viveu com a atriz. Os dois foram casados até a morte dele, em 1965.

O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, 1945)


Baseado no romance homônimo de Oscar Wilde, o longa de 1945 é apenas uma das muitas adaptações para o cinema deste clássico da literatura. Narra a história do aristocrata Dorian Gray, um jovem de rara beleza, que acaba sendo corrompido por Lord Henry, um homem mais velho que lhe mostra os prazeres da vida boêmia. Tal qual Narciso, ele se encanta por sua própria imagem, imortalizada em um quadro pelo pintor Basil Hallward. Em uma espécie de pacto, no qual o pavor de envelhecer o domina, ele deseja secretamente que o quadro possa sofrer com as ações do tempo em seu lugar, permanescendo assim jovem e belo pela eternidade. Sob a direção de Albert Lewin, a versão foi protagonizada por Hurd Hatfield e George Sanders.

Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window, 1944)


Do mestre Fritz Lang, o longa se inicia com um renomado professor universitário, interpretado por Edward G. Robinson, admirando o retrato de uma linda mulher exposto em uma vitrine. O homem de meia-idade, casado e com filhos, está imerso em seu deslumbramento, quando surge ao seu lado a própria modelo que posou para a pintura. A jovem, vivida por Joan Bennett, lhe explica que vez ou outra vai até o local para observar a reação das pessoas ao se depararem com o quadro. Percebendo a admiração do desconhecido pela obra, ela o convida até seu apartamento para apreciar outros exemplares. Entretanto, os dois são surpreendidos pelo amante ciumento da moça, desencadeando uma tragédia que os une em uma teia de mentiras.

Almas Perversas (Scarlet Street, 1945)


Eis um exemplo claro da arte do cinema e da atuação. Do mesmo Fritz Lang, repentindo os protagonistas Edward G. Robinson e Joan Bennett, assim como o ótimo Dan Duryea como coadjuvante (também presente no filme anterior), aqui novamente temos um retrato em destaque, no entanto, em uma abordagem completamente distinta. Robinson interpreta um típico homem do proletariado, empurrando com a barriga um casamento infeliz, tendo como única distração suas pinturas amadoras. Ao conhecer a femme fatale vivida por Bennett, apaixona-se perdidamente e tenta aparentar uma posição superior a que tem na realidade. Pensando estar seduzindo um pintor famoso e, consequentemente rico, a bela jovem passa a manipula-lo para conseguir artigos de luxo e um apartamento dispendioso. O retrato entra em cena na metade final da trama, por isso não escreverei mais detalhes para não dar nenhum spoiler, já que sua 'participação' é de fundamental importância na história. O longa é refilmagem de 'A Cadela' (La Chienne, 1931), de Jean Renoir.

Inspiração Trágica (The Two Mrs. Carrolls, 1947)


Dirigido por Peter Godfrey, o filme tem como estrelas ninguém menos que Humphrey Bogart e Barbara Stanwyck. O personagem central é Geoffrey Carroll, um pintor americano que mora na Inglaterra. Durante uma viagem, ele conhece uma atraente mulher, Sally Morton, com quem inicia um apaixonado relacionamento. Ao perceber que está fazendo o papel de amante de um homem casado e com uma filha, Sally decide terminar o romance, ignorando as desculpas do amado. Apenas quando Geoffrey torna-se viúvo, os dois voltam à antiga paixão e acabam se casando. Passado algum tempo, ela começa a desconfiar que está sendo traída, ao mesmo tempo em que adoece repentinamente. É quando ela começa a investigar a morte da primeira Sra. Carroll e descobre que está tendo seu retrato pintado pelo marido, assim como aconteceu com sua antecessora.

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)


Um dos grandes clássicos de Alfred Hitchcock, o longa é protagonizado por James Stewart, como um detetive aposentado com pânico de altura. Sua volta a ativa ocorre após o pedido de um amigo, que se diz preocupado com o comportamento estranho de sua esposa. O investigador passa, então, a seguir a intrigante mulher, vivida por Kim Novak. A jovem costuma passar diversas horas observando o retrato de uma de suas antepassadas, além de aderir a alguns de seus pertences e costumes, incluindo seu penteado. Acreditando ser uma espécie de reencarnação, ela apresenta tendências suicidas e parece se sentir atraída especialmente por lugares altos, para desespero de seu protetor.

Envolto em Sombras (The Dark Corner, 1946)


Antes de ser Lucy, Lucille Ball já foi atriz de filme noir. Ela interpreta a mocinha da trama, vivendo a secretária do detetive Bradford Galt (Mark Stevens), que o ajuda a escapar de uma armação que pretende incrimina-lo por um assassinato que ele não cometeu. Clifton Webb aparece como o rico Hardy Cathcart, dono de uma galeria de arte. Uma espécie de colecionador, ele se apaixonou pelo retrato de uma mulher anos atrás, não descansando até ter em sua posse a personificação de seu objeto desejo, tendo assim uma obsessão doentia por sua esposa. O longa foi dirigido por Henry Hathaway.

Obsessão Trágica (The Madonna's Secret, 1946)


Um pintor vive nos EUA fugindo de seu passado na Europa, onde foi julgado pelo assassinato de uma de suas modelos e teve sua carreira arruinada. Ele agora trabalha no quadro de um novo rosto feminino mas a mulher que posava para ele é encontrada morta, repetindo o ocorrido anos atrás. Preso pelo homicídio, ele é libertado em seguida pela polícia após apresentar um álibi. A irmã da vítima é convencida pela polícia a se oferecer como modelo para ser pintada pelo acusado e investiga-lo, como um possível assassino em série. Entretanto, sua inspeção tem uma reviravolta quando a moça se apaixona pelo suspeito. Com direção de Wilhelm Thiele, tem o elenco principal formado por Francis Lederer, Gail Patrick, Ann Rutherford e Edward Ashley. Foi inspirado no longa 'Barba Azul' (Bluebeard, 1944).

Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980)


Neste caso, não temos bem uma pintura, como nos outros, mas acho que se enquadra no objetivo da lista, mesmo sendo mais uma fotografia. A história protagonizada por Christopher Reeve e Jane Seymour foi dirigida por Jeannot Szwarc e baseada no romance homônimo de Richard Matheson, que o idealizou após uma experiência de fascínio semelhante, ao ver uma imagem da atriz Maude Adams; O protagonista é um escritor que na noite de estréia de sua peça é abordado por uma senhora, já bem idosa, que pede que ele 'volte para ela'. Após alguns anos, durante uma viagem, ele se depara com a fotografia de uma bela mulher. Depois pesquisar, ele descobre se tratar de Elise McKenna, uma renomada atriz de teatro do início do século, que vinha a ser a mesma senhora que havia conhecido anos antes. Obcecado, ele passa a estudar e se concentrar em voltar ao passado para encontrar a misteriosa mulher por quem se apaixonou. 

Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)


Em outro dos grandes clássicos de Hitchcock e único dirigido por ele a ganhar o Oscar de melhor filme, temos uma jovem simples e sem muitos atrativos, que se apaixona por um rico viúvo. Após o casamento, o casal vai morar na enorme mansão do rapaz, e o que parecia ser o início de um conto de fadas se torna uma verdadeira história de fantasma. Em cada canto da casa, em cada pessoa que encontra, parece predominar presença de Rebecca, a falecida primeira esposa de seu marido. A ausência de sua figura física parece ameaçar ainda mais a protagonista, que passa a temer uma rival invisível. A governanta da casa, que tinha adoração por sua predecessora, é a que pessoa que mais a atormenta com comparações e em uma das cenas usa um dos enormes retratos de família pendurados na parede para causar humilhação e sabotar sua nova patroa. Protagonizado por Joan Fontaine, Laurence Olivier e Judith Anderson, foi baseado na obra de Daphne du Maurier,.

O Fantasma Apaixonado (The Ghost and Mrs. Muir, 1947)


Por coincidência, Gene Tierney voltou para encerrar a lista que se abriu com um de seus filmes, só que desta vez o retrato não é dela e sim de Rex Harrison, que interpreta o fantasma do título. So a direção de Joseph L. Mankiewicz, a atriz vive uma mulher viúva e com uma filha, a procura de uma casa. Ela encontra a moradia perfeita em um encantador chalé, que é oferecido a um ótimo preço por ter a fama de ser assombrado pelo antigo proprietário, um capitão da marinha. Excêntrica e destemida, ela não se amedronta com a lenda e passa a morar no local, que possui uma imagem de seu antigo dono na parede. Não demora para que o espírito apareça e tente intimidá-la. Entretanto, ao contrário dos antigos residentes, que iam embora correndo, a bela jovem não se sente nada amedrontada e passa a desafiar o morto.



Filmes citados que você encontra no YouTube:

O Retrato de Jennie (Portrait of Jennie, 1948) - Clique aqui
O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray, versão de 2009) - Clique aqui
Um Retrato de Mulher (The Woman in the Window, 1944) - Clique aqui
Almas Perversas (Scarlet Street, 1945) - Clique aqui
A Cadela (La Chienne, 1931) - Clique aqui
Envolto em Sombras (The Dark Corner, 1946) - Clique aqui
Rebecca, a Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)  - Clique aqui
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domingo, 13 de março de 2022

Bagdad Café (Out of Rosenheim, 1987)

 


Um lugar imundo no meio do nada. Uma proprietária negra e rabugenta. Uma mulher alemã de meia-idade acima do peso. Estes certamente não são protagonistas que costumamos ver na grande maioria dos filmes. E é justamente esta fuga total dos padrões que faz com que a história se torne única e encantadora. Dirigido por Percy Adlon e protagonizado por Marianne Sägebrecht e CCH Pounder, 'Bagdad Café' é uma produção da Alemanha Ocidental falada em inglês. Com participação do consagrado Jack Palance e da atriz Christine Kaufmann, foi um sucesso de bilheteria e chegou a ser indicado a vários prêmios internacionais.

*Pode conter spoiler*


Logo nos primeiros minutos do filme, presenciamos a briga de um casal em meio a uma viagem de carro no deserto. A mulher decide ir embora sozinha, levando apenas sua mala, enquanto caminha longos quilômetros pelo chão arenoso com sua roupa completamente inadequada ao clima do local. Não demora muito para descobrirmos que seu nome é Jasmin Münchgstettner. A turista alemã de seus quarenta e poucos anos encontra abrigo em um motel com ares de espelunca, onde também funciona um restaurante e uma parada de caminhões. 


Chamado 'Bagdad Cafe', o estabelecimento é o sustento de Brenda, seu marido, os dois filhos do casal e um neto. A personagem, mandona e mal-humorada, também é apresentada ao espectador através de uma briga com seu parceiro, que acaba indo embora de casa. 


As duas mulheres iniciam seu relacionamento com certa antipatia mútua e suas diferenças culturais ficam bem evidenciadas. A primeira, se mostra uma pessoa extremamente asseada, polida e até mesmo pudica; A outra é seu extremo oposto: Vive em um ambiente sujo e desarrumado, fala alto e não tem zelo algum com sua aparência; Entretanto, elas secretamente também tem suas semelhanças, afinal acabaram de se separar de seus maridos e se mostram sem perspectiva de como escapar do marasmo de suas vidas.

Com o passar dos dias, Jasmin começa a se acostumar com a rotina de seu novo e provisório lar. Timidamente, inicia uma amizade cheia de flertes com o pintor Rudi Cox, que a ajuda a se libertar de seu ar austero e recatado. Ela também conquista a confiança dos dois filhos de Brenda, incentivando o talento musical de Salomo e se divertindo com a jovem e extrovertida Phyllis. 


O Bagdad Cafe também não escapa de seu olhar. Como quem não quer nada, a alemã vai limpando e arrumando um pouquinho aqui, um pouquinho ali, fazendo pequenas melhorias e dando seu toque em diversos detalhes. Com truques de mágica que ensaia sozinha em seu quarto, Jasmin começa a arrebatar a todos e atrair cada vez mais clientes ao restaurante, deixando até mesmo Brenda deslumbrada. As duas então desenvolvem uma forte amizade, onde se completam. Jasmin, antes tímida e solitária, desabrocha e se torna uma estrela aos olhos dos que a conhecem; Já Brenda, que aparentemente era uma verdadeira megera, mostra que era apenas uma mulher desmotivada e cansada de lutar sozinha, sempre cuidando dos filhos e do trabalho sem ajuda. 


Um dos grandes méritos do longa é trazer para as telas duas mulheres completamente fora do padrão que Hollywood estipulou para protagonistas de suas produções. Marianne Sägebrecht interpreta uma mulher quarentona e acima do peso, enquanto CCH Pounder apenas pela cor de sua pele já teria obstáculos suficientes para conseguir um papel principal, como a história do cinema nos mostra até os dias de hoje. De origem alemã, Sägebrecht destacou-se também em filmes como 'Estação Douçura' (Sugarbaby, 1985) e 'Martha et moi' (1990), pelo qual venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza; Pounder apareceu em produções de sucesso, como 'Avatar' (2009) e 'A Outra Face' (Face/Off, 1997), além de diversas participações na televisão, em especial 'NCIS: New Orleans, no papel da perita e médica forense Loretta Wade.



O elenco também conta com o veterano Jack Palance, com uma sólida carreira em Hollywood, incluindo em seu currículo clássicos como 'Precipícios D'Alma' (Sudden Fear, 1952) e 'Os Brutos Também Amam' (Shane, 1953). Supostamente, o ator teria se recusado a gravar uma cena romântica com Marianne Sägebrecht, fazendo a sequência separadamente, por considera-la pouco atraente. 

Christine Kaufmann (foto acima), que também era de origem alemã, faz uma participação como a glamourosa tatuadora que vive no motel. A atriz, que foi casada com Tony Curtis, é conhecida por filmes como 'Cidade Seam Compaixão' (Town Without Pity, 1961) e 'Monsieur Cognac' (1964).

A música tema 'Calling You', de Jevetta Steele, chegou a ser indicada ao Oscar de melhor canção original. 


Embora seja ambientado em Nevada, nos EUA, o longa foi gravado na Califórnia, em Newberry Springs, tendo como cenário o então Sidewinder Cafe. Posteriormente, foi renomeado para 'Bagdad Cafe' para atrair turistas, possuindo um pequeno quadro de avisos na parede, que mostra fotos do elenco e da equipe do filme.

Em 1990, foi realizada uma série homônima estrelada por Whoopi Goldberg e Jean Stapleton, porém não atingiu o sucesso desejado.

O filme está disponível no Prime Vídeos, da Amazon.

Ficha técnica:

Direção: Percy Adlon;
Roteiro: Eleonore Adlon, Percy Adlon e Christopher Doherty;
Duração: 1 h e 35 min.
Elenco principal: Marianne Sagebrecht, CCH Pounder, Jack Palance e Christine Kaufmann;
Gênero: Comédia dramática;
País de origem: Alemanha Ocidental;
Data de lançamento: 12 de novembro de 1987;
Idioma: Inglês
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Por que Greta Garbo acabou no Irajá?

 


Se você é brasileiro, provavelmente já deve ter escudado a famosa frase 'Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá!'. Mas de onde vem esse termo?


Antes de mais nada - o básico - caso você tenha caído no blog através de pesquisa na internet e não saiba nada sobre cinema clássico. Greta Garbo (Estocolmo, 18 de setembro de 1905 - Nova Iorque, 15 de abril de 1990), foi uma atriz sueca que fez um enorme sucesso em Hollywood nas décadas de 1920 e 1930; Já Irajá é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.


Mas o que ela foi fazer em Irajá?


Versão de 2005, com Hilton Have, Dalton Vigh e Bárbara Paz

A frase em questão é o título da peça teatral de autoria do dramaturgo Fernando Mello, cuja primeira montagem aconteceu em 1973, com Nestor Montemar, Mário Gomes e Arlete Sales no elenco original. Em plena ditadura militar, a obra levou para os palcos temas tabus para a época, como relações homoafetivas, prostituição e uso de drogas em uma comédia dramática. Em 1974, Raul Cortez assumiu o papel principal, sendo provavelmente o ator mais associado à peça. O espetáculo fez um enorme sucesso e ficou em cartaz durante anos, com mudanças no elenco ao longo do tempo. 

Raul Cortez com Nuno Leal Maia e Pepita Rodríguez, e ao lado, com Eduardo Moscovis, em diferentes ocasiões


A história acompanha o protagonista Pedro, um enfermeiro de 70 anos, morador de Irajá, que tem fascínio pela atriz Greta Garbo e almeja ser como ela. Ao conhecer Renato, um jovem recém-chegado ao Rio, decide acolhe-lo em sua casa e os dois iniciam um relacionamento. Cada vez mais envolvido com o amante, Pedro passa a roubar medicamentos do hospital em que trabalha para sustentar o vício de Renato. Paralelamente, frequentando a boemia carioca, o rapaz começa um caso com uma prostituta cleptomaníaca chamada Mary, formando um triângulo amoroso com direito a drogas, furtos e uma diva de Hollywood.

A peça teve diversas montagens no decorrer dos anos, incluindo uma versão recente com Mario Gomes (presente na primeira montagem como Renato) interpretando agora Pedro. Em 2019, foi lançado o filme 'Greta', estrelado por Marco Nanini (foto acima), baseado na obra original de Fernando Mello, porém com algumas mudanças na história.

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Narciso Negro (Black Narcissus, 1947)


A julgar pela foto acima, você poderia pensar que se trata de um filme de terror. No entanto, os únicos aterrorizados foram os membros da Legião da Descência dos EUA, que exigiram que algumas cenas fossem cortadas da versão final que seria exibida no país. O longa britânico, com freiras como protagonistas, é um drama que trata principalmente sobre repressão sexual, solidão e histeria, se é que se pode chamar assim.


Com um ritmo lento, que permeia todo o filme, somos apresentados à jovem Irmã Clodagh (Deborah Kerr), que recebe o encargo de chefiar um pequeno grupo de freiras em uma missão no Himalaia. Isoladas em uma enorme mansão, que anteriormente havia sido usada pelas amantes do soberano local, as religiosas precisam se adaptar ao novo estilo de vida e conquistar a confiança dos nativos, que possuem suas próprias supertições. Para auxiliá-las com o idioma e pequenas tarefas cotidianas, entra em cena o cínico Sr. Dean (David Farrar).


A presença de um homem jovem e atraente, aliada à solidão e ao clima inóspito que parece rodeá-las, traz a tona sentimentos e dúvidas em algumas das freiras, que começam a lembrar que também são mulheres. A irmã Ruth (Kathleen Byron), que já apresentava comportamentos considerados inadequados ainda no convento, passa a se rebelar e se comportar histericamente por causa de seu amor platônico por Dean, o que aumenta ainda mais a tensão e o medo da inexperiente Irmã Clodagh, que teme perder o controle de sua liderança perante os moradores e as demais freiras. 

Bom, vou ficando por aqui com o resumo para não dar spoiler, mas vamos falar um pouco sobre o elenco e algumas curiosidades sobre o longa.


Baseado na obra de Rumer Godden, o filme foi dirigido pela dupla Michael Powell e Emeric Pressburger, responsáveis por diversos clássicos, como 'Sapatinhos Vermelhos' (The Red Shoes, 1948). Para a surpresa de muitos, inclusive alguns membros da própria equipe, o cenário mostrando o Himalaia foi todo criado em estúdio, utilizando imagens ampliadas e miniaturas. Já a fotografia do longa, cujo responsável foi Jack Cardiff, foi inspirada nas obras e nas paletas de cores utilizadas pelo pintor holandês Johannes Vermeer, célebre por trabalhos como 'A Moça do Brinco de Pérola', criado em 1665. 

As lembranças da vida pregressa da protagonista e cenas como a da irmã Ruth passando batom vermelho, foram consideradas ofensivas para os sensores estadunidenses e foram retiradas das exibições no país, embora não haja nada exatamente imoral nelas, apenas atitudes vistas como provocativas.



Deborah Kerr protagoniza a história, apesar de ainda estar em seus 20 e poucos anos, e ter sido considerada muito jovem para a personagem. Com seu desempenho, ela acabou chamando a atenção de Hollywood, onde se tornou uma das grandes estrelas, dispensando maiores apresentações da minha parte. Outra atriz muito famosa em início de carreira é Jean Simmons, bem novinha, interpretando uma nativa (e fazendo uma ligeira *blackface*, muito comum em produções da época). Ela chegou a fazer testes, vencendo mais de 1600 candidatas que disputavam o papel.

As duas atrizes ficaram amigas, atuando juntas novamente em outras produções como 'A Rainha Virgem' (Young Bess, 1953) e 'Do Outro Lado, o Pecado' (The Grass Is Greener, 1960).

*Blackface é quando atores brancos se pintam de preto para interpretar personagens negros. No caso, a atriz teve sua pele escurecida para interpretar uma indiana.



Ainda no elenco, Kathleen Byron é daquelas coadjuvantes que roubam a cena, como a freira à beira da loucura, irmã Ruth. Ao lado de David Farrar, repetiu a parceria com a dupla de diretores no longa 'De Volta ao Pequeno Apartamento' (The Small Back Room, 1949). Falecida em 2009, aos 88 anos, ela chegou a participar de filmes como 'Emma' (1996) e 'O Resgate do Soldado Ryan' (Saving Private Ryan, 1998), se mantendo ativa até 2001. Já o ator, protagonizou longas como 'Coração Indômito' (Gone to Earth, 1950), ao lado de Jennifer Jones.


Fechando o elenco principal, temos a veterana Flora Robson, que atuou em clássicos como 'Fogo Sobre a Inglaterra' (Fire Over England, 1937), e o ator indiano Sabu, conhecido por 'O Ladrão de Bagdá' (The Thief of Bagdad, 1940) e 'Mogli, o Menino Lobo' (Jungle Book 1942).

Você encontra o filme completo no Youtube, tanto legendado quanto dublado.

Ficha técnica:

Direção: Michael Powell e Emeric Pressburger;
Roteiro: Michael Powell e Emeric Pressburger, baseado na obra original de Rumer Godden;
Duração: 1 h e 41 min.
Elenco principal: Deborah Kerr, Kathleen Byron, David Farrar, Jean Simmons, Sabu e Flora Robson;
Fotografia em Technicolor: Jack Cardiff;
Gênero: Drama
País de origem: Reino Unido
Data de lançamento: 26 de maio de 1947
Idioma: Inglês
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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Cinema Pre-Code - Lançamento da Obras-Primas do Cinema

 


Mas, afinal, o que é 'Pre-Code'?


Em 1927, era inaugurada a era falada de Hollywood, com a estreia de 'O Cantor de Jazz' (The Jazz Singer). Com a chegada do som, aumentando ainda mais o fascínio e a atração que o cinema exercia no público, algumas autoridades católicas, como o editor Martin Quigley e o padre Daniel A. Lord, começaram a se preocupar com o decoro dos jovens norte-americanos. Segundo eles, a juventude era facilmente corrompida com os despudores mostrados nas telas e, sendo assim, decidiram estipular uma espécie de manual da moral e dos bons costumes, que foi entregue ao político Will H. Hays, que presidia a Associação de Produtores e Distribuidores de Filmes da América. Embora oficialmente o Código de Produção de Filmes tenha sido implantado em 1929, seu início não foi muito promissor. Com baixa vigilância, os filmes continuavam sendo produzidos normalmente, explorando diversos temas polêmicos, como aborto, homossexualidade, uso de drogas, prostituição, infidelidade, e até mesmo uma certa glamourização dos gângsters. Vendo que suas normas de nada adiantaram, houve uma forte campanha para uma efetivação da moralidade nas telas de cinema e, a partir de 1934, o Código Hays, como ficou conhecido, começou a ser levado a sério, obrigando todas as produções a passar por uma forte censura para conseguirem a aprovação para serem lançadas.

Homossexualidade, nudez, sexo e gângsters como protagonistas

Em resumo, Pre-Code é todo o período compreendido entre 1929 e 1934 no cinema norte-americano. Com a maior rigidez da vigilância, houve a proibição de uma série de elementos que, na visão de seus censores, seriam prejudiciais à sociedade estadunidense e deveriam ser abolidos das telas de cinema. Foram proibidas cenas contendo nudez, insinuações sexuais, homossexualidade, uso de drogas, miscigenação (relacionamentos entre brancos e outras raças), higiene pessoal, doenças venéreas, parto, ridicularização do clero e simpatia por criminosos, dentre outros. Até mesmo beijos demorados e casais, ainda que casados, deitados na mesma cama eram mal vistos pelo código. 

Mas para nossa alegria, a produção da era Pre-Code foi bem profícua e nos deu alguns dos grandes clássicos, tais como 'Inimigo Público' (The Public Enemy, 1931), 'Scarface - A Vergonha de uma Nação' (Scarface, 1932), 'A Vênus Loira' (Blonde Venus, 1932) 'Serpentes de Luxo' (Baby Face, 1933) e 'Sócios no Amor' (Design for Living, 1933). Agora, a Obras-Primas do Cinema traz uma coleção com quatro dos maiores clássicos desta época, estrelado por alguns dos mais proeminetes nomes da história do cinema. Confira abaixo o que vem na coleção:

Disco 01:

O Cântico dos Cânticos (The Song of Songs, 1933)


Estrelado por Marlene Dietrich, conta a história da jovem Lily, que se muda para Berlim após a perda de seu pai. Morando com a tia, ela logo conhece e se apaixona por um escultor, que insiste para que ela seja sua modelo. Seus atributos físicos acabam chamando a atenção de um barão, que além de cobiçar a estátua faz de tudo para ter para si a própria Lily. Uma ousada estátua da atriz, foi duplicada e exibida em saguões dos cinemas para promover o filme, fato que causou protestos de mulheres e religiosos.

Santa Não Sou (I'm No Angel, 1933)


Mae West é creditada por muitos como a responsável por lançar Cary Grant ao estrelato, ao protagonizarem 'Uma Loira Para Três' (She Done Him Wrong, 1933). Os dois repetiram a parceria em Santa Não Sou (I'm No Angel) ainda no mesmo ano. O que o que ninguém pode negar, no entanto, é a ousadia e o humor lascivo da atriz, que escreveu e protagonizou o longa. Uma das personalidades mais polêmicas e transgressoras de sua época, Mae West era o terror da censura e dos puritanos, com textos cheios de piadas picantes e frases que se tornariam icônicas. Aqui, ela interpreta a artista de circo Tira, que enquanto desafia leões no picadeiro, se diverte flertando com milionários e dando pequenos golpes, enquanto não arruma um marido rico.

Disco 02:

Levada à Força (The Story of Temple Drake, 1933)


Miriam Hopkins era acostumada a polêmicas tanto nas telas quanto fora delas. Principal rival de Bette Davis, a atriz interpretou ladras, prostitutas e até teve relacionamentos com dois homens ao mesmo tempo, mas ao viver Temple Drake ela teve em mãos um dos grandes desafios de sua carreira. Baseado em uma das obras mais controversas do escritor William Faulkner, intitulada 'Santuário', o longa aborda temas como sequestro, estupro e assassinato, ao contar a saga da jovem que é capturada por um contrabandista de bebidas e mantida em cárcere, como sua escrava sexual.

Serpente de Luxo (Baby Face, 1933)


Protagonizado por Barbara Stanwyck e com a pequena participação de um jovem John Wayne, o filme é um dos grandes representantes dos clássicos desta era, com o sexo como principal tema. A jovem Lily Powers é explorada desde a adolescência e passa seus dias sem muitas perspectivas. Após receber o conselho de um amigo, ela percebe que precisa usar seu poder de atração contra os homens e decide explora-los ela mesma ao invés de continuar sendo usada. Assim, ela vai para a cidade grande e começa a trabalhar num banco, usando o corpo como sua principal qualificação rumo ao andar mais alto do prédio, onde se encontra o presidente da empresa.


A edição ainda contém alguns extras, além de 4 cards e luva:

Pre-Code vs. Código Hays (5 minutos)
Discutindo Levada à Força (15 minutos)
"Levada à Força" e Miriam Hopkins (20 minutos)
Making of de Levada à Força (18 minutos)

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